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sexta-feira, 11 de junho de 2010

Relação entre Igreja e Estado é debate em faculdade

Desde o acordo assinado pelo governo brasileiro e o Vaticano, em novembro de 2008, a laicidade do Estado tem sido questionada no país. O Brasil é realmente um estado laico? Como igrejas e teólogos posicionam-se diante da obrigatoriedade do ensino religioso nas escolas públicas, um dos itens previstos no acordo? No dia 9 de junho, estudantes da Faculdade de Teologia da Universidade Metodista de São Paulo puderam refletir sobre essas questões com o auxílio da educadora Roseli Fischmann, professora do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade de São Paulo (USP) e do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Metodista de SP, onde dirige o Núcleo de Educação em Direitos Humanos, da Faculdade de Humanidades e Direito. Entre outras colaborações na área governamental ela integrou a Comissão Especial do Governo do Estado de São Paulo sobre Ensino Religioso nas Escolas Públicas e a equipe de redação dos Parâmetros Curriculares Nacionais do MEC, sendo responsável pela redação do tema transversal Pluralidade Cultural.

No evento denominado “Café Teológico”, promovido pelo Centro Acadêmico João Wesley, com apoio da Faculdade de Teologia e Rede Ecumênica da Juventude, Roseli Fischmann defendeu a laicidade do Estado como garantia da liberdade de consciência, de crença e de culto. Ela explicou que essas três dimensões da liberdade são distintas, mas diretamente relacionadas. A liberdade de consciência diz respeito ao íntimo dos indivíduos. Mesmo o uso da violência ou a tortura não é capaz de cerceá-la; o indivíduo pode até ser coagido a determinadas ações, mas é impossível controlar o que se passa em seu pensamento. A liberdade de crença, também de caráter interior, “aloja-se no ninho da liberdade de consciência”. Já a liberdade de culto é a exteriorização da liberdade de crença e ocorre no espaço coletivo.

No Brasil do período imperial, exemplificou a professora, a liberdade de crença foi limitada pelo regime do padroado, que dava à Igreja Católica o status de religião oficial e única. Crentes de outras denominações só poderiam se reunir a portas fechadas, em edifícios que não tivessem a forma exterior de templo. “E ainda há países do mundo em que a liberdade de culto é tolhida”, alertou a professora.

Segundo Roseli Fischmann, a proclamação da República, em 1889, trouxe a separação entre Igreja e Estado e, a princípio, foi bem vinda pela Igreja Católica, incomodada pela interferência estatal. “Mas esse ponto sempre foi polêmico”, disse a professora. A instituição não queria perder a influência que sempre teve sobre a sociedade brasileira. Roseli destaca que durante 210 anos a Igreja Católica cuidou da escola pública, por intermédio dos jesuítas, que eram financiados pelo padroado. “É metade de nossa história! Ninguém se livra facilmente dessa herança”, afirmou.

Para a educadora, o ensino religioso ministrado em escola pública pode se tornar um perigoso espaço de luta pelo poder e uma violência contra as minorias. No caso brasileiro, pesquisas acadêmicas já detectaram vários exemplos de práticas religiosas adotadas no ambiente escolar que, aceitas pela maioria cristã, discriminam outros grupos religiosos. “Numa pesquisa que realizamos em oito cidades próximas a regiões metropolitanas, encontramos turmas de alunos aos quais se exigia a oração do Pai Nosso antes de iniciar as aulas. Vimos até uma diretora que mantinha um altar na escola”. Segundo Roseli, julgar que a maioria deva determinar os rumos de qualquer grupo social é uma distorção do princípio democrático. “A maioria elege e quem é eleito deve governar para todos e todas”, disse ela.

Governar para toda a população, no delicado campo da crença, seria a irrestrita adoção da laicidade do Estado, na opinião da educadora. Ela explica que as relações entre Igreja e Estado podem ser compreendidas em diferentes níveis. Nos estados teocráticos ocorre a fusão entre as duas instâncias de poder. O Estado existe como decorrência da religião. Tal é o caso da República do Irã, por exemplo. E nos estados em que o Estado é separado da religião, essa separação pode ocorrer com “hostilidade” -- como da antiga União Soviética, em que a religião foi banida da vida pública – ou numa relação pacífica. Países como Uruguai e Costa Rica, informa a professora, sempre prezaram por ter o Estado desvinculado da religião, respeitando a liberdade de culto de todas as crenças. No caso do Brasil, no entanto, ocorreria uma quarta forma de relacionamento, que Roseli chama de separação “atenuada”: aqui, o Estado não apenas garante a liberdade, mas reconhece que valores religiosos podem ser relevantes para a população. Esse reconhecimento está na Constituição e explica, por exemplo, a isenção fiscal que privilegia templos religiosos, a existência de capelanias militares e o próprio. acordo com a Santa Sé, aprovado no ano passado. Contudo, segundo a professora, esse acordo fere o Artigo 19 da Constituição, que proíbe ao Estado firmar qualquer tipo de acordo com religiões ou seus representantes: “É vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios: I - estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-los, embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com eles ou seus representantes relações de dependência ou aliança, ressalvada, na forma da lei, a colaboração de interesse público”. Para Roseli Fischmann, não vale o argumento de que a Santa Sé seria comparável aos demais estados: “Ninguém tem cidadania ou passaporte vaticanos”, resumiu.

Tolerância religiosa e espiritualidade

Após a palestra, a professora Roseli Fischmann recebeu perguntas da platéia. Dentre outros temas, ela foi questionada sobre a validade do ensino religioso público como promotor de diálogo e tolerância entre crentes de diferentes tradições e sobre o espaço destinado ao cultivo da espiritualidade dentro do ambiente escolar – que, não raras vezes, privilegia o individualismo, a competitividade e o consumismo.

A educadora argumentou que os docentes não têm a necessária formação para promover um diálogo isento de proselitismo. Segundo Roseli, seria muito difícil criar e transmitir um conteúdo que não confundisse as crianças, sobretudo as menores, que estão recebendo valores de suas famílias e grupos religiosos. “A transversalidade no ensino religioso já não é fácil nem para adultos”, disse. Numa escola laica, a religião estaria presente nos conteúdos existentes (como história, por exemplo), que abririam o necessário espaço ao debate sobre tolerância religiosa. Quanto ao cultivo da espiritualidade, Roseli Fischmann defendeu que o contraponto ao individualismo e ao consumismo está no estímulo à solidariedade e na defesa de valores e direitos humanos que, universais, não se limitam ao tão particular campo das crenças religiosas.

Por Suzel Tunes, da Assessoria de Comunicação da Universidade Metodista.

Família inteira na Ásia Central se converte a Cristo

ÁSIA CENTRAL - Um pastor na Ásia Central nos contou a seguinte história:“Certo dia, uma garota muçulmana veio até minha casa com alguns de seus parentes e me disse que tinha tido um sonho no qual sua mãe, que havia morrido recentemente, dizia que ela deveria urgentemente ir até um determinado endereço. No sonho, a mãe lhe dizia: ‘Você encontrará seu passaporte para o céu ali’.No começo, a filha pensou que aquele sonho era estranho demais, mas ela não conseguia esquecê-lo, então, falou com o pai e reuniu a família. Ela disse a todos sobre seu sonho e compartilhou as instruções que a mãe havia dado. Ninguém realmente entendeu o que havia acontecido, mas decidiram ir até o tal endereço. Eles bateram em nossa porta e eu realmente fiquei surpreso em vê-los.Quando a garota me contou sobre o sonho e sobre o que sua mãe havia lhe dito, eu fiquei perplexo. Aos poucos eu comecei a entender porque a família havia sido enviada para nós. Então, os convidei para entrar em minha casa e comecei a contar a eles sobre a mãe da jovem.‘Sua mãe era cristã, mas ela não ousou compartilhar isso com você e nem com ninguém da família porque achava que era arriscado demais, mas obviamente o próprio Deus enviou vocês para cá para que pudessem saber a respeito deste ‘passaporte para o céu’”.Em seguida, ele compartilhou a mensagem do evangelho para toda a família e o pai e todos os outros ficaram profundamente tocados. Eles queriam saber mais sobre o Senhor Jesus. Todos tomaram a decisão de se tornarem seguidores de Jesus: um total de 11 familiares. Nós ficamos maravilhados pela maneira como Deus havia falado com eles através do sonho e, então, salvo a família inteira.Ore para que eles cresçam na fé e tenham um relacionamento profundo com Cristo. Tradução: Homero S. Chagas
Fonte: Portas Abertas

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Presidente Lula: “Antes das eleições, todo evangélico é bom...”

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse na segunda-feira, 7, que o sucesso internacional de empresas e setores econômicos brasileiros se deve ao empenho de seu governo em defender os interesses do país no exterior. Ele também acusou governos passados de não fazerem o mesmo."[O Brasil] está dando certo porque eu não tenho vergonha de chegar em qualquer país do mundo e defender o algodão brasileiro, defender a cana e o álcool brasileiro, defender a soja, o milho e o empresário brasileiro.Não tenho nenhuma vergonha, muito menos demérito. Sinto orgulho de defender as coisas que esse país faz", disse Lula, durante anúncio do Plano Safra 2010/2011, na sede da Embrapa, em Brasília.Lula disse que foi o governante que mais tratou com respeito os produtores de álcool e criticou governos políticos que só se aproximam dos usineiros com interesses eleitorais."Neste país, por interesses eminentemente políticos, tinha governante que tinha vergonha de usineiro. Não tinha vergonha possivelmente de pedir dinheiro para campanha, mas tinha vergonha depois de dizer que era amigo de usineiro."O presidente também criticou políticos que se aproximam dos evangélicos apenas em época de eleições e disse que não tem "duas caras.""Tem político que tem vergonha de evangélico. Antes das eleições,todo evangélico é bom. Depois das eleições, se puder não recebe porque significa atraso. Comigo não tem essa história." "Não é possível governar um País desse tamanho com duas caras. Ou você se mostra e faz as coisas do jeito que têm que ser feitas, ou o Brasil não poderia dar certo. E todos nós somos testemunhas de que o Brasil está dando certo", afirmou.O presidente disse "não ter vergonha" de defender "em qualquer país do mundo" os produtos nacionais, o empresariado brasileiro. "Não tenho vergonha nem demérito nenhum. Sinto orgulho de defender as coisas que esse País faz", afirmou.Fonte: Folha Online

Cristãos nigerianos sofrem novo ataque

Houve mais um ataque aos cristãos na Nigéria, dessa vez o ocorrido se deu no Estado de Kano. Agora, duas igrejas e a casa de um pastor foram destruídas.Assim como no último incidente, ocorrido em maio, cerca de 100 jovens muçulmanos extremistas aproximaram-se das propriedades e da igreja, atacaram as pessoas que estavam ali e incendiaram as construções. Felizmente dessa vez ninguém foi assassinado, entretanto, por causa do grande número de mortos do último ataque, pouco se tem falado na mídia sobre esse novo incidente. E também raramente a mídia trata desses ataques como perseguição religiosa, mas, sim, na maioria das vezes, como conflitos tribais.A Nigéria está dividida pelo meio, tendo muçulmanos ao norte e cristãos ao sul, mas, apesar dos últimos ataques, nem toda a violência é cometida apenas por muçulmanos radicais contra cristãos evangélicos. Muitos cristãos nominais ou pessoas que se denominam “cristãos” apenas porque não são muçulmanas e são afetadas pelos conflitos têm atacado também as comunidades muçulmanas.É importante ressaltar também que realmente nem toda violência tem fundamento religioso. De acordo com a ABC News, há um sério conflito histórico entre o grupo étnico Berom (predominantemente cristão) e os grupos Hausa e Fulani (predominantemente muçulmano). Além disso, as disputas políticas pelo lucro com o petróleo na região também contribuem para os últimos incidentes.Ainda assim, há grande esperança e muitos cristãos têm demonstrado isso. Após os ataques de março, muitos pastores começaram a pregar sobre perdão e o cerne da pregação desses irmãos tem sido: “Foi isto que ocorreu com Cristo: ele foi perseguido! Nós temos experimentado o que ele mesmo sentiu em nossas próprias vidas. Mas quando Cristo estava dependurado na cruz, ele disse: ‘Perdoa-os, pois não sabem o que fazem’. Esta é a nossa chance de experimentar isso também!”.Os cristãos têm ouvido a essa mensagem e, apesar dos novos ataques, têm permanecido firme no Evangelho e no perdão. Ore pela recuperação física e emocional dos muitos cristãos que ficaram feridos no ataque de maio e ainda sofrem com isso e peça ao Senhor que esse novo incidente possa ser uma semente de avivamento. Tradução: Homero S. Chagas
Fonte: Mission Network News

terça-feira, 8 de junho de 2010

Parlamentares exigem morte de cristãos afegãos

Nas últimas semanas, os cristãos afegãos têm se preocupado com as ameaças feitas por parlamentares. De acordo com a Imprensa Associada, o líder parlamentar Abdul Satter Khowasi ameçou executar cristãos que fossem ex-muçulmanos e que estivem envolvidos nas filmagens transmitidas pela televisão afegã. As imagens mostravam alguns cristãos sendo batizados e orando em persa.Ele disse: “Os afegãos que apareceram naquele vídeo deveriam ser executados publicamente. O parlamento deveria acionar o promotor geral e o serviço secreto para prender aqueles afegãos e executá-los”.Diversas organizações cristãs já foram fechadas no país e muitas entidades por todo o mundo tem tentado ajudar esses cristãos perseguidos. Constantemente a televisão local reporta imagens de protestos feitos pelos alunos da Universidade de Kabul. Eles gritam ameaças de morte aos cristãos e exigem que todos os estrangeiros que forem acusados de proselitismo sejam imediatamente expulsos do país.Quando as pessoas tornam público o seu relacionamento com Cristo, a maioria sente-se ameaçada e é falsamente acusada da seguinte maneira: “os muçulmanos têm sido forçados a se tornarem cristãos, eles têm sido manipulados por vocês cristãos”. Algumas vezes, essa fala tem um sério impacto sobre a igreja, mas nem sempre isso ocorre, pois, apesar do medo e do fato de que muitos desses ex-muçulmanos não possam mais ir à igreja, a perseguição tem verdadeiramente fortalecido a Igreja afegã e, como já vimos, muitos têm aceitado a Cristo e sido batizados.O pedido que os cristãos fazem é que seus irmãos por todo o mundo orem por eles para que sejam libertos do medo e consigam ficar no país. Os últimos relatos são de que muitos dos cristãos afegãos estão escondidos com muito medo de serem realmente executados. Tradução: Homero S. Chagas
Fonte: Mission Network News

CGADB divulga nota oficial e rebate acusações de Silas Malafaia e do 1º tesoureiro

Presidente, Pr. Jose Wellington Bezerra da Costa, em nota oficial fala sobre renúncia do 1º vice-presidente (Pr. Silas Malafaia) e 1º tesoureiro (Pr. Antonio Silva Santana) rebatendo graves acusações. Confira a nota na íntegra:NOTA DE ESCLARECIMENTOAOS MEMBROS DA CONVENÇÃO GERAL DAS ASSEMBLEIAS DE DEUS NO BRASIL – CGADBA MESA DIRETORA da CONVENÇÃO GERAL DAS ASSEMBLÉIAS DE DEUS NO BRASIL – CGADB – tendo tomado conhecimento de que circulam na internet as comunicações de renúncias do 1º vice-presidente e do 1º tesoureiro, pastor Silas Lima Malafaia e pastor Antonio Silva Santana, respectivamente, nas quais os ilustres e eminentes servos de Deus expõem a esta Mesa Diretora as razões motivadoras de suas renúncias, por amor à verdade e para espancar eventuais dúvidas quanto à integridade e lisura dos signatários na condução dos interesses sociais da nossa veneranda CGADB, esta cumprindo o seu dever espiritual, moral, estatutário e legal de defender a instituição e ao seu órgão diretivo na forma do estatuto social em vigor, vem ao público prestar os seguintes esclarecimentos, por amor à verdade e respeito às consciências daqueles que pugnam por uma conduta séria, honrada e espiritual, como convém a todos que servem na seara do Senhor Jesus:1) Na notificação firmada pelo ilustre pastor Silas Lima Malafaia, foi comunicada a sua renúncia ao cargo de 1º vice-presidente da CGADB, eleito que foi na última Assembléia Geral Ordinária em Vitória-ES, em abril de 2009, como também o seu desligamento do quadro de membros. Evidentemente que poderia ter ocorrido a renúncia sem o desligamento, pois a primeira não era dependente da segunda. Os motivos apontados na precitada comunicação não são atuais, pois, como ele próprio diz, “Tais denúncias, por oportunidade da última Convenção da CGADB, restaram integralmente comprovadas em trabalho realizado por comissão formada para esse fim, cujo relatório só foi aprovado com as ressalvas e obrigações de apresentar balancetes” . Esta Mesa Diretora já se manifestou anteriormente por nota de esclarecimento similar à presente, publicada no jornal Mensageiro da Paz, nº 1.490, de julho/2009, por ocasião de manifestação televisiva de outro convencional.2) Conforme disposição contida no artigo 44, III, do estatuto social em vigor, o atendimento das exigências da precitada comissão especial a que se referiu o renunciante não era, como não é, de todo o órgão diretivo, mas do 1º tesoureiro, como a seguir transcrito:“Art. 44. Compete ao 1º Tesoureiro:III – elaborar o relatório financeiro e apresentá-lo trimestralmente ao Conselho Fiscal e bienalmente à Assembléia Geral Ordinária;” Portanto, trata-se de competência legal individual específica, cabendo àquele que foi eleito para o cargo ter consigo a consciência da atribuição que lhe é conferida pela norma estatutária;3) Quanto à renúncia do 1º tesoureiro, o honrado servo de Deus pastor Antonio Silva Santana, foi alegado, dentre outros motivos para a sua renúncia, que: a) “só tomei posse em 29 de julho de 2009”; b) “só a partir desta data é que fui tomando conhecimento da real situação fiscal e financeira da CGADB”; c) “a cada dia fica impossível o levantamento de toda a documentação contábil, fiscal e bancária, uma vez que não foi atendida à solicitação do Conselho Fiscal da CGADB lavrado em 12 de março de 2010 solicitando uma auditoria nas contas do mandato anterior a 2009”; 4) Confrontando-as, a Mesa Diretora esclarece:a) o ilustre renunciante não tomou posse na data por ele alegada, pois ela ocorreu juntamente com os demais eleitos no dia 25 de abril de 2009, conforme o termo por ele assinado, passando a ser de fato e de direito o 1º tesoureiro da CGADB a partir de então. Se o tesoureiro anterior não lhe repassou as informações inerentes ao exercício do mandato anterior, o fato fica restrito aos dois e não a todo o órgão diretivo;b) na condição de eleito e empossado, passou a ser de sua exclusiva competência solucionar as pendências existentes, podendo, inclusive, ter solicitado a cooperação do Conselho Fiscal para proceder aos levantamentos necessários para o perfeito esclarecimento dos fatos, o que não aconteceu;c) atendendo à solicitação do ilustre renunciante, a presidência autorizou-lhe contratar todos os funcionários necessários ao perfeito desempenho das tarefas da tesouraria, tendo ele contratado com vínculo empregatício apenas um assessor, que não residia na sede da CGADB, e substituído duas funcionárias para as tarefas subalternas;d) na reunião da Mesa Diretora realizada em 12 de março de 2010, em cuja data o Conselho Fiscal apresentou o pedido de realização de auditoria referido pelo renunciante em sua notificação, foi decidido que uma comissão especial procederia todos os levantamentos necessários junto à Tesouraria, controladoria, prestadores de serviços, bancos, etc, para esclarecer os fatos e apontar as soluções adequadas, para que fossem atendidas as recomendações contidas no relatório da comissão especial da Assembléia Geral Ordinária realizada em Vitória-ES. Após os exaustivos trabalhos desenvolvidos pela precitada comissão especial, o qual contou com a participação pessoal do renunciante, foi elaborado um relatório apontando os fatos que impediram a apresentação dos balanços dos exercícios de 2007 e 2008, e as medidas corretivas necessárias ao atendimento das exigências legais;e) no mesmo relatório, a comissão especial relata que muitos dos cheques emitidos pela CGADB e devolvidos pelas instituições bancárias sacadas foram em razão de convenções afiliadas e alguns convencionais terem pago as anuidades e inscrições de membros para participarem da Assembléia Geral em Vitória-ES em até dez parcelas, e os respectivos boletos bancários e cheques por elas emitidos não terem sido honrados pelos emitentes, o que contribuiu para que os cheques emitidos para pagamentos com as receitas oriundas das anuidades e inscrições não terem sido cobertos;f) a comissão especial também conseguiu, através do profissional que presta serviços na área de informática, unificar e uniformizar os dados utilizados pela Secretaria Geral e Tesouraria, resgatar as informações financeiras e documentação que permitissem a elaboração dos balanços acima referidos pelo contador, resgatar os cheques devolvidos que estavam em poder de terceiros e proceder as baixas junto aos bancos sacados com baixa nos órgãos de créditos, o que está contribuindo para normalização do funcionamento da tesouraria e controladoria da CGADB.Resta claro, portanto, que as motivações para as renúncias, embora pareçam similares, são distintas, pois enquanto o pastor Silas Lima Malafaia usou fatos já ultrapassados, abordados e decididos pela Assembléia Geral em Vitória-ES, o pastor Antonio Silva Santana não teve as iniciativas que lhe cabiam tomar para solucionar as dificuldades herdadas de gestões anteriores à sua, por ter assumido o cargo que traz consigo os encargos atribuídos pelo estatuto social, dentre outros, o de apresentar os relatórios financeiros e contábeis.Considerações FinaisPara finalizar a presente NOTA, e ainda objetivando tratar a questão “dificuldades financeiras” enfrentadas pela Convenção Geral, os esclarecimentos adicionais se fazem necessários: - A Convenção Geral, sendo uma associação de ministros do evangelho, não de igrejas, conta como únicas fontes de receitas as anuidades de seus membros, os repasses efetuados pela CPAD e, por ocasião da Assembléia Geral, as taxas de inscrições.- É de amplo conhecimento que, na prática, grande maioria dos pastores cadastrados regulariza suas anuidades somente nos períodos que antecedem a Assembléia Geral.- Se anexarmos um extrato/planilha referente ao pagamento de anuidades, facilmente será constatado que o último aporte substancial foi no período que antecedeu a AGO em Vitória/ES, mês de abril/2009.- Trata-se de um hábito pagar as anuidades somente às vésperas das Assembléias Gerais.- Todavia, a Convenção Geral, para dar o devido atendimento diário em sua sede nacional, no Rio de Janeiro-RJ, mantém um prédio de quatro (4) andares em funcionamento, com quadro de funcionários, Secretária Geral, Tesouraria, todos devidamente registrados e assalariados.- Toda a infra-estrutura e custeio para a realização da Assembléia Geral são integralmente pagos pela CGADB. As três últimas (RIO/2005 – SÃO PAULO/2007 – VITÓRIA/2009) e também as duas últimas Extraordinárias (FLORIANÓPOLIS/SC/2006 e PORTO ALEGRE/RS/2008) acarretaram para a CGADB despesas elevadíssimas, haja vista a logística para receber os pastores de todo o Brasil. O número de participantes, cada vez maior, sendo cerca de 4.000 no Rio, 10.000 em São Paulo, 17.000 em Vitória, além de 2.500 em Florianópolis e 4.500 em Porto Alegre.- Todos nós sabemos o quanto custa promover e reunir, por prazo de uma semana, contingente de tal magnitude. Façam seus cálculos.- Analisem ainda, juntamente conosco, o seguinte: Para dar cumprimento aos seus objetivos sociais, a Convenção Geral, por intermédio da Mesa Diretora, realiza simpósios, seminários, reuniões, assembléia geral nas diversas regiões do País, ocasião em que os ocupantes de cargos em Conselhos/Comissões são convocados. Todos exercem suas atribuições estatutárias sem qualquer remuneração, contando apenas com o reembolso de despesas relativas à hospedagem, alimentação e passagens aéreas.- É cada vez maior o número de reuniões dos órgãos diretivos da CGADB. Os membros residem nas mais longínquas cidades. Contabilizem.- Não é estranho, no âmbito da CGADB, a existência de parceiras de viagens e hospedagens em reuniões maiores, sendo natural que tais empresas, na condição de prestadoras de serviços, façam jus aos acréscimos legais em situação de demora no pagamento por serviços efetivamente prestados.- Enquanto outras associações de grande porte, sem identificarmos a sigla, exigem de seus associados pagamentos mensais de R$ 95,00 (mensalidade: R$ 50,00 + Publicações/Boletins: R$ 45,00), nós, pastores, esperamos a cada dois anos para desembolsarmos R$ 120,00. Lamentavelmente, inúmeros pagamentos de anuidades e inscrições para Assembléias Gerais, efetuados em cheques, não foram honrados.- Ora, senhores pastores, uma entidade que aufere receitas mais significativas somente por ocasião da Assembléia Geral, não dispondo de outros meios para alavancar recursos; uma entidade que direciona os valores das inscrições em Assembléias para custeio do evento; uma entidade que pacientemente aguarda os períodos pré-convencionais para “cobrar” seus associados; uma entidade que vê a cada ano crescer o número de participantes em Assembléia Geral, acarretando custos elevadíssimos, não é de se admirar, de causar espanto, surpresa, que tal entidade esteja padecendo dificuldades financeiras.- Com os argumentos fáticos ora expostos, o que pretendemos é afastar as qualificações de “DESMANDOS, DESCALABRO, CONIVÊNCIA”, referidas em uma das notificações supracitadas. Segundo o Dicionário Aurélio, da Língua Portuguesa, “DESMANDO: é ato ou efeito de desmandar. Desobediência. Excesso. Abuso. DESCALABRO: Grande dano ou perda. Ruína. DESMANDAR: Mandar o contrário de (o que se tinha mandado). Transgredir ordens”.- Pedimos aos pastores do Brasil que analisem a vida pessoal e o ministério de cada um de nós, diretores da Convenção Geral; que reflitam sobre os vários anos de pastorado; que avaliem e pesem os vários anos a serviço da Convenção Geral, sem qualquer apego material ou financeiro, sem qualquer remuneração, pois entendemos que o trabalho feito junto à nossa instituição também faz parte da chamada e da vocação ministerial; e nos respondam se por nossos feitos merecemos ser “rotulados” com os adjetivos de desobedientes, transgressores de ordens, abusadores, causadores de dano, destruidores. Acreditamos que não.Finalmente, a Mesa Diretora lamenta profundamente os afastamentos dos ilustres e honrados companheiros renunciantes, nada podendo fazer em respeito aos mesmos, senão acatar as decisões pessoais de ambos e adotar as providências estatutárias para as substituições, mediante a convocação de Assembléia Geral Extraordinária para deliberar quanto às mesmas, e encaminhar ao Conselho Fiscal os balanços já elaborados para apreciação e parecer do Conselho Fiscal, e encaminhamento ao conhecimento de todos os membros da nossa CGADB.Na certeza de terem sido os esclarecimentos necessários, permanecemos orando a Deus para que as Suas bênçãos continuem sendo derramadas nas vidas e ministérios dos ilustres servos de Deus renunciantes, ao tempo que manifestamos sincera gratidão pelo empenho de ambos para o progresso de nossa instituição.Natal, RN, 5 de junho de 2010Pr. Jose Wellington Bezerra da CostaPresidenteFonte: CPAD

Assembleia de Deus está sob investigação da Polícia Federal

A Polícia Federal (PF) instaurou um inquérito policial para investigar os irmãos Jônatas, Dan e Samuel Câmara ,a Igreja Assembleia de Deus e a Fundação Boas Novas - entidades dirigidas por eles - por suspeita de ‘lavagem de dinheiro’ e evasão de divisas. O inquérito está no site do Tribunal Federal (TRF) da 1ª Região, no processo 2005.01.00. 000005-4.A investigação foi confirmada pelo superintendente da PF no Amazonas, Sérgio Fontes. Jônatas é presidente da Assembleia de Deus no Estado, Samuel dirige a igreja no Pará e Dan Câmara é pastor da igreja e comandante-geral da Polícia Militar (PM) do Estado.Segundo o superintendente da PF, o inquérito é um desdobramento das investigações da operação Farol da Colina, deflagrada em setembro de 2004, que apurou crimes de lavagem de dinheiro e remessa ilegal de recursos para o exterior envolvendo empresários de sete Estados, incluindo o Amazonas.Na época, a PF descobriu que havia nos Estados um esquema milionário de evasão de divisas, com o envio de dinheiro a uma conta de um banco em Nova York, nos Estados Unidos, o ‘Beacon Hill Service Corporation’. O dinheiro, de acordo com a PF, foi enviado no período de 1999 a 2002. Os valores variavam de R$ 30 mil a R$ 20 milhões, sem declaração ao fisco.Um ano depois de deflagrada a operação, a PF abriu 350 inquéritos, informou, na época, o ex-superintendente da instituição, Kérsio Pinto. “Muitas pessoas foram citadas e precisamos abrir inquérito para cada uma delas”, disse Kérsio, em outubro de 2005.Sérgio Fontes disse que entre os inquéritos originados da operação ‘Farol da Colina’ está uma investigação contra os irmãos Câmara. “Documentos e gravações de escutas telefônicas da operação Farol da Colina mostraram indícios de que os referidos pastores enviaram grandes quantias ao exterior, naquele caso envolvendo a conta do Beacon Hill (banco de Nova York). Por isso, decidimos instaurar um inquérito para apurar as informações”, declarou.Sobre a investigação do crime de ‘lavagem de dinheiro’, o superintendente disse que não podia falar sobre o assunto para não atrapalhar as investigações. A ‘lavagem de dinheiro’ é uma forma de tornar legítimo o dinheiro obtido de maneira ilícita.De acordo com o superintendente da Polícia Federal, o inquérito em que os três dirigentes da Assembleia de Deus são investigados não foi concluído e informações ainda estão sendo apuradas. “Precisamos deixar claro que se trata de uma investigação e, até agora, não se tem culpados”, afirmou.ComplexoO delegado federal Eduardo Izel - que apura as denúncias contra os irmãos Câmara - disse que as investigações, iniciadas em 2004, ainda não foram finalizadas porque ‘muitas’ pessoas precisaram ser ouvidas, principalmente, fora do Brasil.“Esse inquérito é muito complexo, porque muita gente foi ouvida e algumas eram de fora do Brasil”, explicou Izel. Ele disse que, até o final de junho, o inquérito será concluído e enviado à Justiça. O delegado informou também que, até o final deste mês, mais duas pessoas serão ouvidas. Ele não quis identificá-las, alegando segredo de Justiça.De acordo com o site do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), o inquérito contra os irmãos Câmara e a Assembleia de Deus já teve pelo menos 62 movimentações desde o dia em que foi instaurado em 2 de dezembro de 2004. Atualmente, o processo, segundo o site, está na Polícia Federal para o cumprimento de diligências. Além do delegado federal Eduardo Izel, também atua no processo o procurador da República Ageu Florêncio que, segundo a assessoria de imprensa do Ministério Público Federal (MPF), está de férias.Assembleia de DeusA Assembleia de Deus é uma denominação evangélica, sendo a maior do Brasil no ramo pentecostal e uma das maiores no mundo.A Assembleia de Deus chegou ao Brasil por intermédio dos missionários suecos Gunnar Vingren e Daniel Berg, que aportaram em Belém, capital do Estado do Pará, em 19 de novembro de 1910, vindos dos Estados Unidos. A princípio, frequentaram a Igreja Batista, denominação a que ambos pertenciam nos Estados Unidos. Eles traziam a doutrina do batismo no Espírito Santo, com a glossolalia — o falar em línguas espirituais (estranhas) — como a evidência inicial da manifestação para os adeptos do movimento. A manifestação do fenômeno já vinha ocorrendo em várias reuniões de oração nos Estados Unidos (e também de forma isolada em outros países), principalmente naquelas que eram conduzidas por Charles Fox Parham, mas teve seu apogeu inicial através de um de seus principais discípulos, um pastor leigo negro, chamado William Joseph Seymour, na rua Azusa, Los Angeles, em 1906.A Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil (CGADB) possui sede no Rio de Janeiro, esta se considera o tronco da denominação por ser a entidade que desde o princípio deu corpo organizacional à igreja. A CGADB hoje conta com cerca de 3,5 milhões de membros em todo o Brasil (dados do Iser) e centenas de missionários espalhados pelo mundo.A CGADB é proprietária da Casa Publicadora das Assembleias de Deus (CPAD), com sede no Rio de Janeiro, que atende parcela significativa da comunidade evangélica brasileira. À CGADB também pertence a Faculdade Evangélica de Tecnologia, Ciências e Biotecnologia (Faecad), sediada no mesmo Estado, e que oferece os seguintes curso em nível superior: Administração, Comércio Exterior, Marketing, Teologia e Direito.Fonte: D24am e Ogalileu