quarta-feira, 31 de março de 2010

JOVEM PASTOR É CONDENADO A DEZ ANOS DE PRISÃO

No dia 18 de janeiro, a polícia do Uzbequistão prendeu o pastor Tohar Haydarov, 27, o levou para uma delegacia e o pressionou a renunciar sua fé. Quando ele se recusou, eles plantaram drogas em seu bolso. A polícia confiscou as chaves do pastor Tohar, revistou sua casa e, supostamente, encontrou mais drogas. O pastor foi agredido e forçado a assinar alguns papéis. Os batistas não puderam testemunhar no julgamento dele, no dia 4 de março. Em 5 de março, o pai de Tohar foi encontrado morto em sua casa. De acordo com um relato oficial, ele morreu como resultado de um choque elétrico acidental. No dia 9 de março, um tribunal condenou o pastor Tohar a 10 anos de prisão sob acusações de posse de drogas e tráfico. Os batistas e os vizinhos do pastor Tohar declaram que ele é um homem honesto e puro, e inclusive assinaram um documento confirmando o bom caráter do pastor.Pedidos de oração• Ore para que Deus interfira no país, para que o Uzbequistão defenda a Igreja inexperiente que está sendo agredida e perseguida, frustrando os planos maus e edificando sua Igreja.• Ore pelo pastor Tohar Haydarov, condenado a 10 anos de prisão por um crime que ele não cometeu, e pelo pastor Dmitry Shestakov, da Igreja Evangelho Pleno, condenado a quatro anos de prisão por suas atividades religiosas. Que eles possam ser usados para a glória de Deus, confiando no amor a na graça de Deus. FONTE MISSÕES PORTAS ABERTAS

terça-feira, 30 de março de 2010

ESPIRITUALIDADE É TEMA ENTRE FAMOSOS NA PRÉ-ESTREIA DO LONGA SOBRE CHICO XAVIER

Espiritualidade, espiristimo, fé, compaixão foram os temas da noite da pré-estreia do filme “Chico Xavier”, nesta segunda-feira (29/3), em um shopping da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.Boa parte do elenco e dos artistas que compareceram ao lançamento do longa-metragem, dirigido por Daniel Filho, definem-se como espiritualistas e admiram a figura de Chico Xavier, que completaria 100 anos, no dia 2 de abril.Até mesmo o ator Nelson Xavier, que se considera ateu, diz que o filme o fez perceber a importância da fé. Xavier interpreta o médium no período entre 1969 e 1975. “Acho que me tornei uma pessoa melhor. Minha mãe era espírita e eu nunca prestei atenção. Agora, com o filme, percebi que precisamos prestar mais atenção nesses assuntos de fé.”Já o ator Ângelo Antônio, que interpreta o médium na juventude, conta que apesar de ter formação católica, tem grande interesse por assuntos religiosos e existenciais.Para compor seu personagem, Ângelo Antônio conta que fez extensa pesquisa sobre Chico Xavier. Percorreu lugares onde o espírita viveu, leu as obras de Allan Kardec e conheceu pequenos centros espíritas de Minas Gerais. “No início, dormia com a luz acesa. Cheguei a sentir a presença de espíritos e fiquei com um pouco de medo”, revela o ator, que não se considera um espírita.Ângelo Antônio, que está namorando a atriz Juliana Didone, relembra que sua tia em Curvelo, Minas Gerais, levava-o a centros espíritas. “Esse filme recuperou momentos da minha infância. O filme nos faz pensar na solidariedade, que está esquecida.”Quem faz coro ao ator é Cássia Kiss. Além de participar do longa, a atriz está no elenco da novela “Escrito nas Estrelas”, da Globo, que também aborda o plano espiritual e a vida após a morte. “O espiritismo é um tema que me agrada. Gosto de ir a um centro espírita de cura na Gardênia (Jacarepaguá, no Rio). Sempre que vou sinto uma satisfação enorme. Na novela, interpretarei uma desencarnada. Na minha visão, é uma mulher infinitamente mais feliz. Sem salto alto, mentiras e desgraças”, conta a atriz.Cássia chegou a conhecer Chico Xavier, em 2002, ano em que o médium faleceu. “Estávamos (Antonio Fagundes e Leonardo Brício) apresentando a peça 'Últimas Luas', em Uberaba. Lá, recebemos o convite para ir até a casa dele e conhecê-lo. Foi a pessoa mais humilde que já conheci. Foi uma experiência maravilhosa”Para a atriz Christiane Torloni, não há dúvidas de que a espiritualidade faz parte de sua vida. “Voltei ao Brasil, justamente para fazer a novela ‘A Viagem’, mas não me considero espírita."A atriz Letícia Sabatella, que vive a mãe do médium, também diz acreditar no espiritismo e não ter preconceitos com as diferentes religiões e doutrinas. “Minha avó Jacyra, de 99 anos, é médium. Meu pai e minha tia também são espíritas. Em Curitiba, eu ia ao centro espírita, e, em Minas, rezava o terço com a minha outra avó."Giovanna Antonelli, que vive a madrasta do médium, também se considera uma pessoa sem preconceitos. "Acredito em tudo até que se prove o contrário. Sou uma pessoa de fé", diz a atriz que assistiu ao filme pela primeira vez. "Achei lindo e emocionante. Chorei e ri durante a exibição."Para o ator Carlos Vereza, médium e frequentador do centro espírita Lar de Frei Luiz, que também está na novela "Escrito nas Estrelas", as obras espíritas que foram e vêm sendo lançadas nos últimos anos são sinais de que o mundo espiritual está dando um basta ao consumismo e o individualismo na terra. Fonte UOL

segunda-feira, 29 de março de 2010

MILAGRES E MILHÕES

– Uma das histórias que mais me impressionou (sic) foi de um homem que morreu. Como se diz no Nordeste, ele estava na pedra. A família já tinha recebido atestado de óbito. A filha dele chegou em mim na igreja, me abraçou e disse: “Se o senhor disser que ele está vivo, ele viverá”. O que houve ali foi pela fé dela. Comovido, respondi: “Então, está vivo”. Quando ela voltou para casa, estavam se preparando para velar o corpo e receberam a notícia de que o homem havia voltado à vida. Os médicos tentaram justificar, mas não conseguiram entender como o coração dele voltou a bater. Foi uma ressurreição.
O relato acima foi feito em 2009 pelo líder evangélico Valdemiro Santiago de Oliveira numa de suas raras entrevistas, concedida a uma publicação evangélica chamada Eclésia.
Alto, negro, extrovertido, de fala rouca cheia de erros de português e forte sotaque mineiro, Valdemiro, de 46 anos, é o criador, líder absoluto e autoproclamado “apóstolo” da Igreja Mundial do Poder de Deus. Caçula entre as neopentecostais, a igreja foi fundada em 1998, em Sorocaba, interior de São Paulo. Mineiro de Palma, região de Juiz de Fora, Valdemiro gosta de se definir como “homem do mato” ou “um simples comedor de angu”. Na pregação diária de bispos e pastores e no boca a boca de milhares de fiéis, é reverenciado como milagreiro. Além de afirmar ressuscitar os mortos, cultiva a fama de curar de aids, câncer, cegueira, surdez, tuberculose, hanseníase, paralisia, alergias, coceiras e dores em qualquer parte do corpo e da alma. Num domingo com três cultos, Valdemiro chega a apresentar mais de 30 testemunhos de cura. ÉPOCA tentou falar com Valdemiro durante dois meses. As solicitações foram feitas por meio de assessores e bispos e diretamente a ele, na saída de cultos. Em duas ocasiões, ele prometeu dar entrevista, mas nunca agendou.
Dissidência da Igreja Universal do Reino de Deus, a Mundial é a menos organizada das evangélicas. Seus templos têm instalações precárias. A pregação é classificada por alguns como “primitiva”. Há gritos, choros e performances espalhafatosas. Até suas publicações são visivelmente mais pobres que as das concorrentes. Apesar de fazer quase tudo no improviso, a Mundial já é considerada o maior fenômeno religioso do Brasil desde a criação da Igreja Universal, em 1977, sob a liderança do bispo Edir Macedo. Mais que isso, a Mundial começa a se firmar como ameaça ao império que a Universal ergueu no campo das neopentecostais.
Carismático, intuitivo, meio desafiador, meio fanfarrão, Valdemiro comanda uma estrutura que, de acordo com números da igreja, reúne 2.350 templos, cerca de 4.500 pastores e tem sedes em mais 12 países. Só em aluguéis de imóveis para cultos a Mundial gasta R$ 12 milhões por mês, segundo estima o diretor de compras da igreja, Mateus Oliveira, sobrinho de Valdemiro. Em número de templos, a Mundial superou duas de suas três concorrentes neopentecostais: a Internacional da Graça, do missionário R.R. Soares, e a Renascer, do casal Estevam e Sônia Hernandes. Nos últimos dois anos, a Mundial praticamente multiplicou por dez seu tamanho (em 2008, eram 250 templos). Mantido o atual ritmo de crescimento, ela ultrapassaria a Universal até 2012. A igreja de Edir Macedo afirma ter 5.200 templos e 10 mil pastores.
Uma característica nova na expansão da Mundial está naquilo que o sociólogo Ricardo Mariano, estudioso de religião na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, chama de “pescar no próprio aquário evangélico”. Estudos sugerem que a maior parte dos seguidores da Mundial veio de outras neopentecostais, principalmente da Universal. Poucos eram do meio católico, tradicional fornecedor de fiéis para denominações evangélicas. “Calculo que mais de 50% dos membros da Mundial saíram da Universal, uns 30% da Internacional da Graça e o resto das demais evangélicas ou outras religiões”, diz Paulo Romeiro, professor de teologia da Universidade Presbiteriana Mackenzie e autor de um livro sobre a igreja.
Na cúpula da Mundial, a presença de ex-membros da Universal é expressiva. Estima-se que 90% dos bispos e até 80% dos pastores tenham sido formados por Edir Macedo. O próprio Valdemiro tem origem na Universal, onde atuou por 18 anos. O apetite com que a Mundial avança sobre a Universal aparece até na distribuição geográfica dos templos. Valdemiro tem predileção por instalar igrejas em imóveis que já foram ocupados pela Universal.
Parte do encanto de Valdemiro está na imagem messiânica que ele construiu em torno de si, contando histórias mirabolantes. A mais espetacular está no livro O grande livramento: ele descreve um naufrágio que sofreu em Moçambique em 1996, quando ainda era da Universal. Valdemiro diz que ele e três conhecidos foram vítimas de uma sabotagem, que fez a embarcação afundar a 20 quilômetros da costa. A partir daí, a história ganha ares cinematográficos.
Valdemiro na época pesava 153 quilos (anos depois, ele faria uma cirurgia de redução de estômago). Ele diz que deu os únicos três coletes aos colegas e começou a nadar a esmo. Diz ter nadado oito horas “contra forte correnteza”, “ondas gigantes” e cercado por “tubarões-brancos assassinos” e “barracudas agressivas”. Na travessia, prossegue sua narrativa, um pedaço de sua perna foi arrancado e seus olhos foram queimados por “águas-vivas gigantes”. Quando finalmente chegou à praia, diz ele, dormiu na areia e acordou nos braços de dois estranhos, “africanos seminus”. “Tive a clareza de que os anjos do Senhor haviam me visitado e me dado o livramento”, diz. Dos três companheiros, dois morreram e um foi resgatado. Na época, jornais noticiaram o naufrágio, mas muita gente na igreja duvidou do relato. Um bispo foi à África fazer uma sindicância, mas isso não sanou as dúvidas.
Valdemiro também conta outros três causos de “livramento”. Diz que, numa ocasião, caiu do 8º andar de uma obra, mas nada sofreu. Afirma também que, passeando de carro “na África”, uma bomba de um campo minado explodiu “arremessando nosso carro uns 3 metros para o alto”. Diz ainda que sofreu uma tentativa de assassinato, mas os “matadores profissionais” erraram os cinco tiros. “Assustados, jogaram o rifle para dentro do carro e fugiram”, afirma. fonte revista época.

sexta-feira, 26 de março de 2010

RATZINGER E BERTONE ACOBERTARAM PADRE PEDÓFILO

1. Como se diz por aqui, a repercussão da denúncia do jornal The New York Times não morreu do outro lado do rio Tevere, onde fica a cidade do Vaticano.
Os noticiários dos telejornais de hoje cedo mostraram que toda a Europa Ocidental ficou escandalizada com a ordem de “engavetamento” dada para o caso do padre norte-americano Lawrence Murphy, da diocese católica de Wisconsin.
O padre Lawrence Murphy, de 1954 a 1974, abusou sexualmente de mais de 200 crianças, quando trabalhava no colégio católico John’s School. Entre as vítimas estavam crianças portadoras desenvolvimento mental retardado.
Sem nunca ter sido processado pelas justiças laica e eclesial, o padre Murphy faleceu em 21 de agosto de 1998.
Em 1974, o arcebispo William Cousins, por ser voz corrente os abusos sexuais perpetrados por Murphy, afastou-o do colégio. Então, Murphy foi colocado em outra diocese, onde, por mais de 20 anos, trabalhou com crianças em escolas de paróquias e com menores infratores internados em estabelecimento do Estado.
O ex-Santo Ofício da Inquisição, hoje repaginado e chamado de Congregação para a Doutrina da Fé, foi informado, para tomar providências, dos crimes praticados pelo padre pedófilo Murphy.
À época, o atual papa Ratzinger presidia a Congregação para a Doutrina da Fé e o seu vice era o cardeal Tarcisio Bertone, atual secretário de Estado do Vaticano e segundo homem da hierarquia eclesiástica.
2. Segundo o jornal The New York Times, o bispo de Milwaukee, Rembert Weakland, enviou, oficialmente, duas cartas-denúncia a Ratzinger, quando este presidia o ex-Santo Ofício.
A matéria jornalística está documentada. Os documentos foram fornecidos pelos advogados Jeff Anderson e Mike Finnegan. Eles são advogados de cinco vítimas de Murphy. As cartas com denúncias contra Murphy foram enviados a Ratzinger em 1996.
Nenhuma dessas duas cartas foi respondida por Ratzinger.
3. Passados 8 meses, o bispo Weakland recebeu resposta às duas missivas enviadas. A resposta não foi fornecida diretamente por Ratzinger. Acabou dada por Tarcisio Bertone, o segundo homem da hierarquia do ex-Santo Ofício.
Num primeiro momento, o cardeal Bertone ordenou a instauração de um processo secreto para a destituição do padre Murphy.
Mas, um ano depois, Bertone mudou de idéia. Disse que o padre Murphy estava mal de saúde, que enviara uma carta de arrependimento a Ratzinger e os fatos tinham ocorrido há mais de 30 anos. Bertone finalizou a carta com a recomendação para adoção de medidas pastorais, ou seja, nada de processo disciplinar. Apenas advertências para conduzi-lo ao arrependimento e restrições territoriais para celebração da eucaristia.
Preocupado, o bispo de Weakland voltou a escrever a Bertone. Comunicou que Murphy jamais havia revelado remorsos pelos seus atos. Ou seja, era um pedófilo assumido.
Bertone, apesar do alerta, mostrou-se irredutível e concluiu pela inexistência de elementos para iniciar um processo.
4. Duas publicações saíram, hoje, em defesa do papa Bento XVI. O “diário oficial do Vaticano”, Observatório Romano, fala da intenção permanente de veículos da “mass-mídia” em atingir, a qualquer custo, a imagem do papa Bento XVI e dos seus colaboradores.
O cotidiano Avvenire, uma publicação dos bispos italianos, conclui pela leitura tendenciosa dos fatos, pelo jornal The New York Times.
Em entrevista ao jornal Corriere della Sera de hoje, o monsenhor Gianfranco Girotti, diretor da Penitenciária Apostólica, um tribunal que cuida das almas, alerta que a Congressão para a Doutrina da Fé, na qual trabalhava com Ratzinger e Bertone, jamais “colocou areia” na apuração do caso Murphy. Mais ainda, quando souberam do caso, Murphy estava morrendo: “Efetivamente, morreu poucos meses depois”.
5. PANO RÁPIDO. Pelo jeito, até Deus duvida de Ratzinger não ter sido informado por Bertone sobre o ocorrido com o padre norte-americano Murphy, ou seja, casos de pedofilia com vítimas menores, dentre elas crianças com desenvolvimento mental retardado e algumas com surdo-mudez.Como o renitente Murphy já estava para deixar esse mundo, parece que Ratzinger e Bertone repassaram a solução para outra instância, a Justiça divina. FONTE TERRA.

SUPOSTO PASTOR É EXPULSO DO FÓRUM ONDE ACONTECE O JULGAMENTO DOS NARDONI

Conhecido nos dois primeiros dias de julgamento por ficar na entrada do Fórum de Santana, na zona norte de São Paulo, dançando, cantando e gritando em nome de Deus, o pastor e fotógrafo Orlando Torres, 58 anos, foi expulso pela Polícia Militar na tarde desta quarta-feira.O pedido para retirá-lo do local partiu de pessoas que aguardavam na fila para tentar acompanhar o terceiro dia de júri do casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá. “Isso aqui é uma sessão triste, não é um lugar de festa. (Ele) estava incomodando muito com essa gritaria e essa cantoria toda”, disse o estudante Rodolfo Mendes, 25 anos.Nesta quarta-feira, depois de correr e pular, o comportamento do pastor incomodou até os policiais militares. “Inicialmente, convidamos o senhor a se retirar, mas ele não quis. Mais tarde, ele aceitou deixar o local”, disse um dos PMs presentes na segurança do fórum.Ao deixar o local, o pastor disse não entender o porquê de sua saída. “Os policiais vieram falar comigo, mas o que estou fazendo de errado? Só quero transmitir uma mensagem de paz”, disse. Questionado se havia tomado alguma sustância, ele afirmou que “só tomei o Espírito Santo”.
Fonte: Terra

quarta-feira, 24 de março de 2010

GOVERNO ADIA JULGAMENTO DE ASSASSINOS CRISTÃOS

Os cristãos egípcios estão muito chateados porque o governo adiou novamente o julgamento dos três muçulmanos acusados de assassinar seis jovens cristãos que celebravam o Natal na igreja de Nag Hammadi (entenda o caso).É a segunda vez que o governo egípcio remarca o julgamento dos três homens: Hammam al-Qomy, Oreshi Abul Hagag e Hindawi Sayed Hassan. A primeira mudança aconteceu em 13 de fevereiro, quando o juiz adiou o julgamento para o dia 20 de março.A nova data estabelecida é 18 de abril.“Eles adiaram o julgamento duas vezes, e o farão novamente”, afirmou Wagih Yacoub, um ativista de direitos humanos copta. “É por isso que estamos preocupados. Logo o caso será abandonado, e um dia acordaremos e perceberemos que os caras foram inocentados, e ainda andam tranquilamente pelas ruas depois de terem matado seis jovens durante o Natal”.“Os coptas estão furiosos com esse adiamento. Nós o rejeitamos e pedimos uma atitude imediata.”“Uma organização deduz que assim que os assassinatos dos cristãos coptas em Nag Hammadi forem esquecidos, o juiz emitirá uma sentença leve, no máximo cinco anos de prisão, com direito à fiança, e os criminosos serão soltos.” fonte missao portas abertas.

terça-feira, 23 de março de 2010

TV GLOBO INVESTE NO ESPIRITISMO COM NOVELAS E SERIADOS

A Rede Globo está investindo pesado no espiritismo neste ano de 2010. Além da novela “Escrito nas Estrelas”, a emissora terá, ainda, uma série sobre o espiritismo, que deverá ser estrelada por Selton Mello.O folhetim “Escrito nas Estrelas”, da Rede Globo, promete render polêmicas. Escrita por Elizabeth Jhin, a novela aborda o espiritismo e a tentativa de inseminação artificial com sêmen de um falecido.A apresentação do elenco e do clipe da trama à imprensa aconteceu nesta sexta-feira (19), em um dos estúdios do Projac, no Rio de Janeiro. De acordo com as imagens, fica evidente que além de abordar o espiritismo, a novela vai trazer ação, com cenas de perseguições, e humor. A trama substituirá a novela “Cama de Gato”, a partir do dia 12 de abril.No elenco estão Nathalia Dil, Jayme Matarazzo, Humberto Martins, Débora Falabella, Carol Castro, Zezé Polessa, Antonio Calloni, Alexandre Nero e Giovanna Ewbank, entre outros. Juca, o golden retriever de quatro anos, que também integra o elenco, foi um dos destaques da coletiva. Na trama, o cão vai se chamar Pepe e será o fiel amigo de Daniel, interpretado por Jayme Matarazzo, que morrerá logo no início da novela em um acidente de carro. Porém, Daniel permanecerá na trama a partir do plano espiritual. Matarazzo conta que não é espírita e que não tem religião. “Tenho minha fé, acredito em Deus e na minha intuição”, diz o ator que quis entender mais sobre o espiritismo com o ator Carlos Vereza, que também está no elenco no papel do anjo Athael.“Quis saber melhor como é essa passagem da vida para o plano espiritual. Aquela confusão de estar meio perdido, deixando pessoas queridas. O Vereza é um grande estudioso e me deu várias dicas”, diz Jayme. Matarazzo destaca que sempre procura referências e informações para compor seus personagens.O personagem Humberto Martins, o Dr. Ricardo, pai de Daniel tentará usar o sêmen congelado do filho para uma inseminação artificial na tentativa de revê-lo. Humberto Martins diz que o espiritismo é um fato presente em sua vida. “Tenho um conhecimento abrangente de várias doutrinas: kardecismo, catolicismo e até aprendo sobre seitas menos conhecidas, como algumas que envolvem sacrifício. Acho que o ator tem que estudar a humanidade como um todo, já que representa vários tipos de pessoas. Acredito em fé, Deus e energia e acho que nossa mente tem poderes que a gente desconhece.” Já a protagonista Nathalia Dill conta que também não tem uma religião específica. “A minha relação com Deus é muito pessoal. Cada dia eu tenho uma nova formulação e uma nova reflexão. É algo muito interno.”Ela destaca que sua personagem Viviane é uma menina cheia de garra. “Gravamos durante uma semana no morro Dona Marta. Achei ótimo. É importante mostrar, olhar e discutir outras realidades. É escada a dar com pau”, diz a atriz. A novela dirigida por Rogério Gomes também contará com cenas bem-humoradas, entre elas, a do mulherengo, Jair Ferreira, interpretado por Andre Gonçalves, e das irmãs Madame Gilda, Jandira Martini, e Zenilda, Walderez de Barros. Mais espiritismo na GloboAlém de uma novela espírita escrita por Elizabeth Jhin ("Escrito nas Estrelas"), a Globo terá, neste ano, uma série sobre o espiritismo, que deverá ser estrelada por Selton Mello.O anúncio foi feito ontem em entrevista em São Paulo para o lançamento da nova programação da emissora."A Cura" será a primeira série escrita por João Emanuel Carneiro, autor de novelas como "A Favorita" (2008) e "Da Cor do Pecado" (2004).Vai tratar da vida de um jovem médico de Diamantina, interior de Minas Gerais, acusado de matar um colega. Ele descobrirá que tem a capacidade de curar pessoas por meio de cirurgias espirituais. Viverá a dúvida de manter ou não essa atividade e a angústia de saber que a entidade que incorpora é a de um médico assassinado.A série será semanal. Cada episódio terá história própria, além de uma trama que prossegue ao longo dos capítulos. Carneiro terá a parceria de Marcos Bernstein, diretor de "O Outro Lado da Rua". A direção-geral é de Ricardo Waddington.Fonte: UOL e Folha de São Paulo

TEMPLO EVANGÉLICO É PROFANADO NA ARGENTINA

Ao abrirem o templo da Igreja Evangélica do Rio da Prata (IERP) na cidade de Oberá, na Argentina, mulheres que participariam, na terça-feira, 16, do encontro de damas ficaram chocadas com a profanação do local. Delinquentes urinaram e defecaram na igreja, a metros do altar, sem nada tirarem do local.Perplexo, o pastor local, Eugenio Albrecht, espera que isso não passe de uma travessura. “O fato desnuda, porém, a mais baixa e arteira necessidade de denegrir o outro. Quem defeca deliberadamente, o faz porque quer machucar”, disse.Albrecht chegou a essa conclusão porque não levaram nada do templo. Em duas outras ocasiões, foram furtados aparelhos de som da igreja. O secretário-geral da IERP, Juan Abelardo Schvindt, informou o ataque à diretora de Cultos do país, Andrea de Vita, e o secretário de Culto, embaixador Guillermo Oliveri.O pastor presidente da Igreja Evangélica Luterana Unida (IELU), Alan Eldrid, da Argentina, lamentou o episódio e solidarizou-se com evangélicos de Oberá, cidade a 1.118 quilômetros ao norte da capital. “Nesse evento, todas as pessoas de boa vontade foram agravadas com um ato detestável de profanação”, escreveu Eldrid ao pastor presidente da IERP, Federico Schafer. Eldrid agradeceu a hospitalidade da comunidade da IERP de Oberá, que recebeu em seu templo fiéis da IELU.Fonte: ALC

domingo, 21 de março de 2010

POLÍCIA MILITAR ABRE CONCURSO PARA CONTRATAR PASTORES

A Polícia Militar do Rio de Janeiro abriu inscrições para 573 vagas de 1º tenente do quadro de saúde, pedagogos e de capelães. São 297 vagas de médicos em 38 especialidades, 72 para dentistas, 71 para enfermeiros, 19 para farmacêuticos, 7 para veterinários e 30 para psicólogos (30), além de 24 para nutricionistas, 7 para fonoaudiólogos, 18 para fisioterapeutas e 15 para assistentes sociais. Para pedagogo são 8 vagas, 5 para capelão, sendo 3 para padres e 2 para pastores evangélicos .
O candidato deve ter idade mínima de 18 anos e máxima de 35 anos para a área de saúde. Para o quadro de pedagogo e de capelão a idade máxima é de 30 anos. A altura mínima é de 1,65m para homens e 1,60m para mulheres.
As inscrições podem ser feitas diretamente no site www.policiamilitar.rj.gov.br ou nas unidades da corporação credenciadas em todo o estado até o dia 17 de abril. O valor da taxa é de R$ 120,00 a ser pago no Banco Itaú. Para concorrer à isenção, é necessário comprovar renda média mensal familiar menor ou igual a R$ 511,00.
Além do exame intelectual, previsto para julho deste ano, os candidatos também serão submetidos aos exames antropométrico, que avalia o peso e a altura, médico, físico, psicológico e pesquisa social e documental, que inclui também o teste toxicológico.
Todos os exames têm caráter eliminatório, exceto a prova de títulos, de caráter classificatório.
Os candidatos aprovados dentro do número de vagas serão matriculados no Estágio Probatório de Adaptação de Oficiais (EPAO), a ser realizado na Academia de Polícia Militar D. João VI, em Sulacap, com duração de seis meses. Com a aprovação no curso, os futuros oficiais serão nomeados no posto de 1º tenente. O último concurso foi realizado em 2001 para o preenchimento de 500 vagas. Desta turma, que se formou em abril de 2002, já há oficiais no posto de major.
Outras informações podem ser obtidas no Centro de Recrutamento e Seleção de Praças (CRSP), na Avenida Marechal Fontenelle, nº 2906, Sulacap, Rio de Janeiro, CEP: 21.740-001. Os telefones são (21) 2333-5650 e 2333-5060, no horário das 8h às 17h, de segunda a sexta-feira.
As provas discursiva e de redação serão aplicadas no dia 11 de julho.
Fonte: G1

sexta-feira, 19 de março de 2010

VALDEMIRO SANTIAGO AFIRMA QUE PASTORES PRESOS NÃO SÃO DA IGREJA MUNDIAL DO PODER DE DEUS, MAS É DESMENTIDO POR OUTROS PASTORES

Em seu programa de televisão o apóstolo e fundador da Igreja Mundial do Poder de Deus, Valdemiro Santiago, realizou um pronunciamento oficial afirmando efusivamente não conhecer os acusados Sebastião Braz Neto, Felipe Jorge Freitas e Francisco de Moura como pastores da Igreja Mundial. Os três pastores foram presos por tráfico internacional de armas.O apóstolo afirmou que os acusados possivelmente seriam apenas freqüentadores da igreja e atacou a Rede Globo de Televisão dizendo que conhece funcionários e atores que comentem crimes. Segundo o Apóstolo Valdomiro esta é uma perseguição da Globo devido ao fato dele saber da suposta condição desses funcionários e atores da emissora.Apóstolo Valdemiro Santiago além de repedir algumas vezes que os acusados não são pastores de sua denominação, afirmou que espera que eles sejam punidos por suas ações. Porém, em sua defesa o Apóstolo se contradisse ao afirmar que “tendo Jesus escolhido 12 [apóstolos], um era diabo. Teria eu direito de em quase 5 mil [pastores] ter 3 diabos?”.O Outro LadoEm reportagem à Rede Record, os pastores confessaram pertencer à denominação. A reportagem afirma que eles estavam voltando para Campo Grande (MS) depois uma pregação em uma igreja de Corumbá quando tentaram burlar a fiscalização usando a identificação de pastores.A reportagem também apurou que membros da Igreja Mundial do Poder de Deus prestaram depoimento a polícia atestando que os acusados realmente são pastores da denominação.Os acusados também confessaram que um terceiro pastor da mesma igreja estava em Campo Grande esperando com o veículo e os armamentos para levá-los até o Rio de Janeiro, onde outra pessoa iria receber essas armas no morro carioca. Os pastores foram contratados para transportar as armas e ganhariam cerca de R$20mil.Um pastor da mesma sede em que os acusados pastoravam afirmou que os presos já deveriam ter sido expulsos da igreja, porém ainda esse fato não teria acontecido. Antes da prisão eles exerciam suas funções como pastores normalmente.O Vice-Presidente do Conselho de Pastores do Município de Três Lagoas também confirmou que, diferente do que Valdemiro Santiago diz, os três são realmente pastores da Igreja Mundial do Poder de Deus, mas afirma que esse foi um caso isolado.Fonte: Portal Gospel +

OFICIAIS AMEAÇAM INCENDIAR ABRIGO DE CRISTAÕS EXILADOS

De acordo com o grupo Human Rights Watch for Lao Religious Freedom (HRWLRF), oficiais no Sul do Laos planejam incendiar os abrigos temporários construídos pelos cristãos que foram exilados até que renunciem sua fé.As autoridades, incluindo o responsável por questões religiosas, o chefe do distrito, a polícia e o líder do vilarejo Katin, no distrito de Ta-Oyl, expulsaram os 48 cristãos do local no dia 18 de janeiro.Antes da expulsão, os oficiais invadiram um templo, destruíram casas e pertences, e exigiram que os cristãos renunciassem sua fé.Abandonados para viver nas ruas, os cristãos começaram a construir abrigos temporários, e depois, casas permanentes na beira da selva. Eles continuaram com as obras até que o chefe do distrito, Khammun, foi até o local e exigiu que a construção fosse interrompida.Mais oficiais chegaram no dia 18 de fevereiro e ordenaram que os cristãos parassem a construção, renunciassem sua fé, ou mudassem para outro lugar. Quando o grupo insistiu em permanecer como cristãos, os oficiais foram embora frustrados.Na segunda-feira, 15 de março, Bounma, outro chefe de distrito, levou sete cristãos para o seu escritório.Bounma afirmou que, apesar de a lei e a constituição do país assegurarem a liberdade de religião e crença, ele não permitiria práticas cristãs nas áreas sob sua jurisdição. Ele disse que, se os cristãos de Katin não abandonassem sua fé, eles deveriam se mudar para um distrito onde o cristianismo fosse tolerado.Quando os cristãos pediram que ele apresentasse uma ordem de despejo legal, ele se recusou.Depois, os cristãos souberam por fontes locais que os chefes de Katin e do vilarejo vizinho, Ta Loong, planejavam incendiar o abrigo temporário e as casas que estão parcialmente construídas.Essas ameaças deixaram os cristãos em um dilema, pois é necessário apresentar uma permissão para mudar de distrito.As crianças e os adultos do grupo estão sofrendo com a falta de abrigo e alimentação adequados. FONTE COMPASS DIRECT

quarta-feira, 17 de março de 2010

VATICANO CONFIRMA ABUSO SEXUAL NO BRASIL APÓS DENÚNCIA EM PROGRAMA DO SBT

Novos escândalos de pedofilia envolvendo a Igreja surgiram no Brasil, o maior país católico do mundo, onde o Vaticano reconheceu a existência de acusações de abusos sexuais feitas contra padres. A denúncia foi feita na última quinta-feira no programa Conexão Repórter, comandado pelo jornalista Roberto Cabrini, no SBT.Os casos foram revelados na semana passada, através de imagens captadas por uma vítima de abuso sexual, que recorreu a uma câmara oculta para filmar o padre Luiz Marques Barbosa, de 82 anos, praticando sexo oral com um menino de coro diante de um altar estado de Alagoas.A difusão deste vídeo, na semana passada, no programa “Conexão Repórter” do canal de televisão da cadeia SBT, provocou um escândalo no Brasil, país em que 74% dos mais de 190 milhões de habitantes são católicos.Depois das imagens da relação sexual, o vídeo mostra um grande plano do rosto do padre que, ao aperceber-se de que está sendo observado, pergunta “quem está aí?”.A reportagem contém igualmente declarações de três antigos rapazes de coro, que contam abusos que sofreram da parte de três padres – entre os quais o sacerdote que aparece no vídeo - da cidade de Arapiraca, a 120km de Maceió, capital de Alagoas.Um dos jovens que fala na reportagem, agora com 20 anos, tinha 12 anos na altura dos abusos e sublinhou ter sido obrigado a ter relações sexuais com o padre Marques Barbosa “inúmeras vezes”.O Vaticano reconheceu nesta terça-feira (16) a existência de casos de pedofilia cometidos por padres no Brasil. O porta-voz da Santa Sé, padre Federico Lombardi, desmentiu que os envolvidos sejam bispos. "Eram padres", disse Lombardi, sobre os acusados de abusar coroinhas no município de Arapiraca, interior de Alagoas. O porta-voz também reconheceu que dois dos três religiosos envolvidos possuem título de monsenhor, embora sejam simples padres. "Foi confirmado que nenhum dos três envolvidos era bispo. Um deles foi afastado da paróquia e será julgado pela justiça civil. Os outros dois foram suspensos de suas tarefas eclesiásticas e estão sendo submetidos a um processo canônico por suspeita de pedofilia, mas até agora negam tudo", disse o porta-voz do Vaticano.O advogado do padre disse que as relações sexuais filmadas foram consentidas, e o mesmo rejeitou que o caso fosse tratado como pedofilia. Ele ainda acusou os jovens de tentarem extorquir o padre, tendo até assinado documento no qual se comprometiam a não divulgar o vídeo. Os supostos crimes cometidos no Brasil se somam à série de denúncias contra católicos em diversas partes do mundo. O Vaticano tem acompanhado de perto tais casos e nos últimos meses se reuniu com as cúpulas eclesiásticas da Irlanda e da Alemanha, países em que estão concentradas partes das acusações.Fonte: Ansa, Cidade Verde e Diário de Noticias/Portugal

EM CONGRESSO EVANGÉLICO, jOSÉ ALENCAR (VICE-PRESIDENTE DO BRASIL) DIZ QUE MILAGRE "DEFINHOU" TUMORES

O presidente em exercício, José Alencar, afirmou na noite de segunda-feira que a redução de seus tumores é milagrosa. "Estão definhando, desaparecendo e isso é um fato", afirmou ele, durante um evento da comunidade evangélica em Belo Horizonte.Alencar foi um dos palestrantes no 10º Congresso Empresarial da Igreja Universal do Reino de Deus. Ao público, formado por fiéis da Igreja Universal e políticos ligados ao movimento evangélico, o vice-presidente contou sua trajetória como empresário, desde o momento em que deixou a casa dos pais, aos 14 anos.Ele falou também da sua luta contra o câncer, que começou em 1997 e já o fez passar por 15 cirurgias. "Graças a Deus, agora na quarta-feira da semana passada, fizemos os exames. Olha, é um sucesso absoluto, é um verdadeiro milagre", disse.Alencar afirmou que, momentos antes de chegar ao evento, recebeu um telefonema do presidente Lula, que está no Oriente Médio, para lhe dar os parabéns pelo resultado dos exames de saúde."Eu, às vezes, fico preocupado, até. Será que eu mereço esse milagre, será que eu mereço isso? Eu terei feito alguma coisa para merecer isso? Eu me pergunto", afirmou.Fonte: Terra

terça-feira, 16 de março de 2010



IGREJA AFASTA MONSENHORES E PADRE ACUSADOS DE PEDOFILIA EM ARAPIRACA (AL)

A Igreja Católica anunciou neste fim de semana o afastamento das atividades eclesiásticas de dois monsenhores e um padre do município de Arapiraca (AL), a 130 km de Maceió. Eles são acusados de participarem de esquema de pedofilia e vão responder a um inquérito policial por conta de denúncias feitas por ex-coroinhas e familiares. A decisão da igreja foi anunciada durante celebração no último sábado (13) à noite, pelo bispo da diocese regional, Dom Valério Breda. Nesta segunda-feira (15), a cúria diocesana se reuniu para definir o nome dos substitutos das paróquias, entre elas, a catedral de Nossa Senhora do Bom Conselho, comandada por um dos acusados.A Polícia Civil já instalou inquérito para investigar o caso. Duas delegadas já foram designadas para apurar as denúncias. O pedido de investigação partiu do Ministério Público Estadual.O escândalo de pedofilia foi denunciado na última quinta-feira (11) pelo programa Conexão Repórter, do SBT. A reportagem especial, feita pelo jornalista Roberto Cabrini, denunciou diversos casos de pedofilia envolvendo membros da igreja. Vários ex-coroinhas relatam casos de abusos sexuais contra crianças e adolescentes.Um vídeo mostra um dos monsenhores praticando sexo com um jovem de 19 anos. A gravação seria de janeiro de 2009 e teria sido feita por outro ex-coroinha, que também teria sofrido abusos do padre. O jovem contou que desde os 12 anos, quando ingressou na igreja, era assediado sexualmente pelo monsenhor. “Ele pegava nos órgãos genitais durante a missa, beijava minha boca na sacristia. Não tinha como defender. Hoje tenho muito medo do que possa acontecer comigo. Não posso ver um carro na minha porta que fico com medo”, contou o jovem identificado como Fabiano. Outros ex-coroinhas também denunciaram casos, e acusaram os outros dois integrantes da igreja de participarem do esquema.As imagens causaram grande repercussão na cidade, que tem 200 mil habitantes e é a segunda maior de Alagoas. O DVD com gravações das cenas de sexo é vendido por ambulantes da cidade, que o comercializam por R$ 5,00.Segundo moradores, o monsenhor Luiz Marques, um dos afastados pela Igreja, era reconhecido como um dos religiosos mais conservadores da região agreste. Como prova da influência, ele foi homenageado com o título de monsenhor e dá nome a uma escola municipal, além de ter sido um dos escolhidos pela igreja, na década de 80, para receber o então papa João Paulo 2º no Nordeste.“Ele era um padre dos mais respeitados aqui do agreste. Ele se diz muito puritano. Uma vez, celebrando um casamento, ele mandou o noivo tirar o paletó para cobrir o decote da noiva, caso contrário não seguiria com a celebração”, contou ao UOL Notícias uma ex-frequentadora da igreja.Depois da repercussão, outras famílias procuraram a imprensa e a polícia para denunciar novos casos de assédio. “Eu tinha 16 anos e o padre começou a passar a mão em mim dentro da sacristia. Nunca tive coragem de denunciar, porque não foi tão grave e não passou disso”, contou José Marques, 38, que procurou um site local para denunciar o caso.Advogado negaO advogado do monsenhor, Daniel Fernandes, afirmou que toda relação sexual contida no vídeo foi consentida pelos adolescentes e negou prática de pedofilia do seu cliente. Segundo ele, os jovens teriam tentado extorquir o monsenhor pedindo R$ 5 milhões para não divulgar o vídeo. Um documento chegou a ser assinado pelos ex-coroinhas, em junho de 2009, onde eles se comprometeriam em não divulgar e destruir o vídeo, em troca do "pagamento de uma dívida de cartão de crédito" superior a R$ 32 mil.Durante o programa do SBT, o monsenhor não negou o assédio sexual a menores. “Não preciso admitir, nem negar. É caso de confessionário. Só ao meu confessor eu posso dizer qualquer pecado meu. Não admito que o senhor venha na minha casa saber disso. O senhor não tem esse direito, de entrar na minha privacidade”, disse.Já os outros dois integrantes da igreja acusados de participarem do esquema negam qualquer ato ou assédio sexual a menores. Eles afirmaram, segundo a diocese regional, que esperam a investigação da Igreja.Diocese lamentaEm nota nesta segunda-feira, a diocese regional lamentou as denúncias e se disse chocada com as imagens. “Reprovamos, de forma irrestrita e com o coração despedaçado pela vergonha e pela tristeza, os fatos, mesmo que ainda não provados, veiculado na referida reportagem, que revoltam a são consciência humana e cristã”, diz o texto, acrescentando que “se há jovens vítimas, como a apresentação dos fatos parece aludir, sentimo-nos ainda mais consternados e no dever da reparação”.Ainda segundo a diocese, nenhuma das supostas vítimas ou familiares procuraram oficialmente a igreja para fazer qualquer denúncia. Mas, por conta da repercussão, a igreja abriu processo de investigação interno e, “por prudência”, afastou preventivamente os acusados da atividade paroquial. “Considerando a urgência e a necessidade de preservar a honra e o direito das pessoas citadas e da Igreja Católica, frente à gravidade dos fatos acima mencionados, decretamos a abertura de Processo Administrativo Penal, nos termos do Código Canônico. Estamos a total dispor das autoridades da polícia e da Justiça em geral para tudo o que se fizer necessário”, conclui a nota.Fonte: UOL

VATICANO JÁ INVESTIGOU 3 MIL DENÚNCIAS DE PEDOFILIA

O monsenhor Charles J. Scicluna, do Ministério Público do Tribunal da Congregação da Fé, revelou, numa entrevista para um jornal italiano, no sábado (13), que três mil denúncias de pedofilia contra padres foram examinadas pela Justiça do Vaticano nos últimos dez anos (2001-2010). Essas acusações se referem a fatos cometidos nos últimos 50 anos.
Segundo Scicluna, cerca de 60% dos casos são atos de “efebofilia”, ou seja, atração física por adolescentes do mesmo sexo. Em 30% foram relações heterossexuais e os 10% restantes de verdadeira pedofilia.
Entrevista polêmica: irmão do papa era violento
Também no sábado (13), a revista Spiegel publicou uma entrevista com um ex-aluno de um coral da Alemanha, Thomas Mayer, revelando que o irmão do papa Bento XVI jogava cadeiras contra estudantes. O ex-membro do famoso coral de meninos de Ratisbona (sul do país), dirigido entre 1964 e 1994 pelo irmão pontífice, monsenhor Georg Ratzinger, relatou as violências que este era capaz de infligir.
Mayer contou que a fúria dele era tão grande, que a dentadura do então padre Ratzinger chegou a cair da boca. A arquidiocese de Ratisbona reconheceu dois casos de abusos sexuais contra menores no coral, ambos anteriores ao período do monsenho Ratzinger como diretor.
Imprensa quer explicações
A imprensa da Alemanha está cobrando explicações do Papa Bento XVI (o alemão Joseph Alois Ratzinger) sobre os recentes casos de pedofilia no país. Cerca de 19 das 27 dioceses alemãs estão envolvidas em escândalos de abusos sexuais, que começaram a serem denunciados no fim de janeiro. (DT)
Agência Unipress Internacional

sexta-feira, 12 de março de 2010

EXORCISTA HÁ BISPOS LIGADOS AO DIABO NO VATICANO

O exorcista-chefe da Igreja Católica disse a um jornal italiano que "o Diabo reside no Vaticano" e que bispos estariam "ligados" a ele.
Em entrevista ao diário La Repubblica, o padre Gabriele Amorth, que comanda o departamento de exorcismo em Roma há 25 anos, disse que o ataque ao papa Bento XVI na noite de Natal e os escândalos de pedofilia e abuso sexual envolvendo sacerdotes seriam provas da influência maléfica do Demônio na Santa Sé e que "é possível ver as consequências disso".
O sacerdote, de 85 anos, disse ainda que há, na Igreja, "cardeais que não acreditam em Jesus e bispos ligados ao Demônio".
Amorth, que já teria realizado o exorcismo de 70 mil possuídos, publicou um livro no mês passado, chamado Memórias de um Exorcista, em que narra suas batalhas contra o mal.
A série de entrevistas que compõe o livro foi realizada pelo jornalista Marco Tosatti, que conversou com o programa de rádio Newshour da BBC.
Tosatti disse que o Diabo atua de duas formas. Na primeira, a mais ordinária, "ele te aconselha a se comportar mal, a fazer coisas ruins e até a cometer crimes".
Na segunda, "que ocorre muito raramente", ele pode possuir uma pessoa. Tosatti disse que, de acordo com Amorth, Adolf Hitler e os nazistas foram possuídos pelo capeta.
O exorcista católico conta em suas memórias que, durante as sessões de exorcismo, os possuídos precisavam ser controlados por seis ou sete de seus assistentes. Eles também eram capazes de cuspir cacos de vidro, "pedaços de metal do tamanho de um dedo, mas também pétalas de rosas", segundo o sacerdote.
Guerra contra a Igreja
Amorth defende que a tentativa de assassinato do papa João Paulo II em 1981, assim como o ataque ao atual papa no Natal passado e os casos de abuso sexual cometidos por padres são exemplos de que o Diabo está em guerra com a igreja.
Em entrevista ao La Repubblica, o exorcista contou que o Demônio "pode permanecer escondido, ou falar diferentes línguas, ou mesmo se fazer parecer simpático".
Para Tosatti, não há nada que se possa fazer quando o Diabo está apenas influenciando as pessoas, em vez de estar possuindo-as.
Segundo o exorcista-chefe do Vaticano, o papa Bento 16 apoia o seu trabalho.
"Sua Santidade acredita de todo coração na prática do exorcismo. Ele tem encorajado e louvado o nosso trabalho".
No jornal italiano, Amorth também comentou sobre como o cinema retrata o exorcismo e a magia.
Segundo ele, o filme O Exorcista, de 1973, em que dois padres lutam para exorcizar uma garota possuída é "substancialmente preciso", apesar de "um pouco exagerado".
Já a série do jovem bruxo britânico Harry Potter é descrita como "perigosa" pelo sacerdote, pois traça "uma falsa distinção entre magia negra e magia do bem". fonte globo.

EXORCISTA :HÁ BISPOS LIGADOS AO DIABO NO VATICANO

O exorcista-chefe da Igreja Católica disse a um jornal italiano que "o Diabo reside no Vaticano" e que bispos estariam "ligados" a ele.
Em entrevista ao diário La Repubblica, o padre Gabriele Amorth, que comanda o departamento de exorcismo em Roma há 25 anos, disse que o ataque ao papa Bento XVI na noite de Natal e os escândalos de pedofilia e abuso sexual envolvendo sacerdotes seriam provas da influência maléfica do Demônio na Santa Sé e que "é possível ver as consequências disso".
O sacerdote, de 85 anos, disse ainda que há, na Igreja, "cardeais que não acreditam em Jesus e bispos ligados ao Demônio".
Amorth, que já teria realizado o exorcismo de 70 mil possuídos, publicou um livro no mês passado, chamado Memórias de um Exorcista, em que narra suas batalhas contra o mal.
A série de entrevistas que compõe o livro foi realizada pelo jornalista Marco Tosatti, que conversou com o programa de rádio Newshour da BBC.
Tosatti disse que o Diabo atua de duas formas. Na primeira, a mais ordinária, "ele te aconselha a se comportar mal, a fazer coisas ruins e até a cometer crimes".
Na segunda, "que ocorre muito raramente", ele pode possuir uma pessoa. Tosatti disse que, de acordo com Amorth, Adolf Hitler e os nazistas foram possuídos pelo capeta.
O exorcista católico conta em suas memórias que, durante as sessões de exorcismo, os possuídos precisavam ser controlados por seis ou sete de seus assistentes. Eles também eram capazes de cuspir cacos de vidro, "pedaços de metal do tamanho de um dedo, mas também pétalas de rosas", segundo o sacerdote.
Guerra contra a Igreja
Amorth defende que a tentativa de assassinato do papa João Paulo II em 1981, assim como o ataque ao atual papa no Natal passado e os casos de abuso sexual cometidos por padres são exemplos de que o Diabo está em guerra com a igreja.
Em entrevista ao La Repubblica, o exorcista contou que o Demônio "pode permanecer escondido, ou falar diferentes línguas, ou mesmo se fazer parecer simpático".
Para Tosatti, não há nada que se possa fazer quando o Diabo está apenas influenciando as pessoas, em vez de estar possuindo-as.
Segundo o exorcista-chefe do Vaticano, o papa Bento 16 apoia o seu trabalho.
"Sua Santidade acredita de todo coração na prática do exorcismo. Ele tem encorajado e louvado o nosso trabalho".
No jornal italiano, Amorth também comentou sobre como o cinema retrata o exorcismo e a magia.
Segundo ele, o filme O Exorcista, de 1973, em que dois padres lutam para exorcizar uma garota possuída é "substancialmente preciso", apesar de "um pouco exagerado".
Já a série do jovem bruxo britânico Harry Potter é descrita como "perigosa" pelo sacerdote, pois traça "uma falsa distinção entre magia negra e magia do bem". FONTE GLOBO.

PASTORES SÃO PRESOS NO MATO-GROSSO DO SUL TRANSPORTANDO SETE FUZIS PARA O RIO

Dois homens que se identificaram como pastores de uma igreja evangélica foram presos nesta quarta-feira, na BR-262, entre Miranda e Corumbá, no Mato Grosso do Sul, levando sete fuzis desmontados escondidos na tapeçaria do carro.Em depoimento o pastor responsável pelo carregamento disse que as armas vieram da Bolívia e seriam entregues no Morro do Martins em São Gonçalo, no Rio de Janeiro. Pelo transporte, o grupo receberia R$ 20 mil. A apreensão ocorreu durante fiscalização de rotina na rodovia. Após a descoberta das armas, os dois homens, S.B.F.N, de 42 anos, e F.J.S.F., de 33 anos, revelaram ainda o nome e endereço de um terceiro religioso, que também estaria envolvido no esquema, F.F. de M., de 31 anos. Ele foi preso horas depois. Os fuzis apreendidos são do modelo M15, de fabricação norte-americana, utilizado pelas tropas dos Estados Unidos no Iraque. Um disparo desse tipo de arma é capaz de furar a uma distância de até um quilômetro um colete à prova de balas. Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), essa é a maior apreensão de fuzis dos últimos anos no estado. Os presos e as armas foram encaminhados para a Superintendência da Polícia Federal em Campo Grande. Os três pastores vão responder por tráfico internacional de armas. Fonte: O Globo

quinta-feira, 11 de março de 2010

PASTOR IRANIANO É TORTURADO POR ' CONVERTER MUÇULMANOS".

Um pastor assírio, acusado pelo governo iraniano de “converter muçulmanos”, está sendo torturado na prisão e ameaçado de morte.No dia 2 de fevereiro, agentes de segurança prenderam o reverendo Wilson Issavi, 65, após uma reunião de oração na casa de um amigo em Isfahan . Uma cidade de mais de 1,5 de habitantes, Isfahan fica a 335 km ao sul de Teerã.De acordo com a rede de notícias cristã Farsi, a esposa de Issavi, Medline Nazanin, visitou seu marido na prisão, onde percebeu que ele apresentava sinais de tortura e estava em estado crítico. Os oficiais da Inteligência iraniana disseram para Nazanin que seu marido poderia ser executado por suas atividades ilegais.Issavi é o pastor da Igreja Evangélica de Kermanshah em Isfahan, uma congregação da Assembleia de Deus que cuida da população assíria.Durante a invasão, a polícia do estado prendeu todos que estavam na casa, mas depois os liberou, permanecendo detidos apenas Issavi e o dono da casa. Os oficiais de segurança também confiscaram bens da casa. Normalmente, em prisões de cristãos no Irã, os policiais confiscam todos os documentos, materiais, computadores e documentação pessoal. Issavi está detido em uma prisão não identificada.A prisão parece ser parte de uma “varredura” anticristã que está acontecendo em Isfahan. Além das detenções e execuções com motivações políticas que aconteceram depois das eleições de junho passado, parece que as autoridades estão “cercando” os líderes cristãos. Tradução: Missão Portas Abertas

terça-feira, 9 de março de 2010

CONFRONTOS RELIGIOSOS NA NIGÉRIA DEIXAM 500 PESSOAS MORTAS EM 3 HORAS.

Mais de 500 moradores de aldeias cristãs morreram vítimas de golpes dados com machetes, uma espécie de faca de mato, e queimados, em ataques praticados no final de semana por criadores de gado muçulmanos no centro da Nigéria, cenário de confrontos religiosos e étnicos, segundo um registro anunciado nesta segunda-feira pelas autoridades.Os ataques, coordenados segundo as testemunhas, aconteceram na noite de sábado em três aldeias ao sul de Jos, capital do estado de Plateau.Em três horas, pelo menos 500 pessoas foram massacradas, entre elas mulheres e crianças.Todas as forças de segurança de Plateau e dos estados próximos estão em alerta máximo desde domingo à noite por ordem do presidente interino, Goodluck Jonathan."Mais de 500 pessoas morreram neste ato abominável praticado por criadores de gado fulanis", informou nesta segunda-feira à AFP Dan Majang, secretário de Comunicação do estado de Plateau, que tem Jos como capital. Segundo ele, 95 pessoas foram detidas depois do ataque.Peter Gyang, morador de Dogo Nahawa, aldeia mais afetada, perdeu sua mulher e os dois filhos. "Atiraram para assustar as pessoas e depois as mataram a golpes de machete", contou aos jornalistas."A ação começou por volta das 03h00 da manhã e durou até as 06h00. Não vimos policiais", acrescentou."Aparentemente, foi tudo bem coordenado, os agressores lançaram ataques simultâneos (...) Muitas casas foram queimadas", relatou Shamaki Gad Peter, diretor de uma organização de defesa dos Direitos Humanos em Jos, depois visitar três aldeias no domingo."O nível de destruição é enorme", assegurou.Alguns moradores citados pelo jornal nigeriano The Guardian disseram que centenas de corpos estavam espalhados pelas ruas no domingo depois do ataque.Outras testemunhas, citadas pelo jornal The Nation, indicaram entre 300 e 500 agressores.No domingo à tarde, foram realizados funerais coletivos e nesta segunda-feira haverá outros, segundo autoridades locais.Os criadores de gado pertencem à etnia fulani, de maioria muçulmana, enquanto as vítimas, os berom, praticam a religião cristã.De acordo com uma fonte oficial, os últimos relatórios de segurança indicam que "os integristas islâmicos" na região instigaram o ataque contra os berom.Graças ao reforço das forças de segurança, não foram registrados novos confrontos no domingo à noite, afirmou Frank Tatgun, morador de Dogo Nahawa.Mas, em um comunicado divulgado no domingo, o Fórum dos Cristãos do estado de Plateau acusou o Exército nigeriano de permanecer passivo ante o ataque."Por que os soldados não intervieram?", pergunta a organização.A região estava submetida a um toque de recolher das 18h00 às 06h00 desde o episódio de violência religiosa anterior, em janeiro, quando mais de 300 pessoas morreram em Jos e em seus arredores.Fonte: AFP

ATÉISTAS LANÇAM A CAMPANHA 'SUJEIRA POR SUJEIRA' QUE TROCA BÍBLIAS POR REVISTAS PORNOGRÁFICAS.

Alunos da Universidade do Texas, em San Antonio, nos Estados Unidos, membros do “Atheist Agenda” (”Agenda Ateísta”, em português, que teve início em 2005), trabalharam para convencer outros alunos a trocarem livros ou textos religiosos por uma revista de pornografia através da campanha “Smut for Smut”, ou, em português claro “Sujeira por Sujeira”. A campanha deste ano levou milhares de pessoas à Sombrilla Plaza, na própria faculdade, entre os dias 1º e 3 de março (segunda a quarta).Segundo o site local http://www.mysanantonio.com/ , o movimento acredita que textos religiosos, de qualquer credo, são tão sujos quanto pornografia. Na visão de seus representantes, alguns fragmentos de livros sagrados contêm violência e tortura, além de propagarem guerras religiosas. A ideia do grupo foi promover o debate público e, logicamente, atrair mais membros para a sua comunidade.Segundo um dos participantes, se os grupos religiosos podem colocar seus missionários na rua, batendo de porta em porta e acordando os outros às sete horas da manhã de um sábado, ele pode colocar uma mesa em frente à faculdade onde estuda e promover seu movimento.Na manifestação, houve quem discordasse dos ateístas. Perto da mesa do “Smut for Smut”, um calouro colocou uma faixa dizendo “Deus ama você! Pegue sua Bíblia e aprenda com ela!”. Estudantes cristãos e ateístas travaram um debate intenso, mas não houve violência.Fonte: Época

segunda-feira, 8 de março de 2010

MULHERES BRASILEIRAS ENGAJADAS COM A CAUSA DA IGREJA PERSEGUIDA

“Nesse mês que comemoramos o Dia Internacional da Mulher, só tenho a agradecer a Deus pelas centenas de mulheres brasileiras que se engajaram em favor das mulheres da Igreja Perseguida”. Com esse agradecimento, Elizabeth Banov, coordenadora do “Mulheres do Caminho” – ministério da Portas Abertas, iniciou seu relato sobre os quatro dias que passou na cidade de Araçatuba, no interior de São Paulo, divulgando o trabalho. Durante esses dias, Elizabeth visitou a Comunidade Evangélica Luterana, a Associação Peniel, Igreja Cristã Cruzada Evangelização e a 2ª. Igreja Presbiteriana Independente.“Tive a oportunidade de falar também sobre o Ministério na rádio FM Boas Novas, em entrevista que durou 1 hora”, alegra-se Elizabeth. As igrejas visitadas já conheciam o trabalho da Missão Portas Abertas, mas não o ministério de mulheres. Segundo a coordenadora, o Ministério foi muito bem aceito, com um número expressivo de adesões e de renovações de cadastros. Em todos os locais visitados houve interesse das mulheres em receber mais informações e de saber como envolver-se nesse ministério.“Tivemos momentos de oração e intercessão pelas mulheres da Igreja Perseguida e um dos mais marcantes aconteceu na reunião de senhoras da Associação Peniel”, emociona-se Elizabeth. Elas formam um grupo interdenominacional que se reúne com o único intento de orar e agradecer a Deus por suas dádivas na semana.Através desse ministério, Deus tem levantado mulheres comprometidas a orar simplesmente porque crêem que a oração fará grande diferença na vida das mulheres que vivem em países onde é extremamente perigoso e difícil professar a fé em Jesus Cristo. Desde junho do ano passado, quando teve início no Brasil, o “Mulheres do Caminho” já conta com mais de mil mulheres cadastradas, fato comemorado por Elizabeth. “Formamos um grande clamor através da oração. E sabemos que isso faz toda a diferença para nossas irmãs nos quatro cantos da terra”, finaliza a coordenadora.Aniversárioem maio será comemorado o aniversário de um ano desse ministério. Para celebrar essa data, a Missão Portas Abertas receberá Didi Coman, uma holandesa com grande experiência e atuação junto às mulheres da Igreja Perseguida. O encontro será em São Paulo. Fonte: Missão Portas Abertas

sábado, 6 de março de 2010

CASAL CRISTÃO É CONDENADO A 25 ANOS DE PRISÃO

Nesta terça-feira, 2 de março, um tribunal paquistanês condenou um casal cristão a 25 anos de prisão por sujar o Alcorão.De acordo com o Centro de ajuda legal, assistência e assentamento (CLAAS), Munir Masih e Ruqqiya Bibi foram acusados de tocar o Alcorão sem lavar as mãos.A acusação de blasfêmia foi registrada contra Ruqqiya Bibi e seu marido Munir Masih no dia 19 de dezembro de 2008, sob a seção 295-B do Código Penal do Paquistão, na delegacia de Mustafabad, em Kasur.Nasir Saeed, diretor do CLAAS, disse que o casal teve direito à fiança, mas os extremistas muçulmanos pressionaram a polícia a envolver o casal em uma acusação de blasfêmia contra Maomé, o que pode levar à pena de morte.Novamente, o casal conseguiu o direito à fiança.A última audiência sobre o caso aconteceu no dia 18 de fevereiro de 2010.O advogado do casal, Tahir Gul Sadiq, relatou que Ruqqiya Bibi e Munir Masih foram condenados pelo juiz Ajmal Hussein a 25 anos de prisão.Ele conta que a polícia levou Ruqqiya Bibi e seu marido Munir Masih do tribunal, e depois enviou Masih para a prisão de Kasur e Ruqqiya para a Prisão Feminina de Multan.“Estamos muito tristes com a maneira como tudo terminou, e o CLAAS vai apelar da decisão do tribunal, em favor de Ruqqiya Bibi e seu marido Munir Masih.”Fonte: Missão Portas Abertas

quinta-feira, 4 de março de 2010

CRISTÃOS ATACADOS POR RADICAIS HINDUS

Dois cristãos residentes na cidade de Karwar, na Índia, foram atacados por extremistas e sofreram graves ferimentos na cabeça e fraturas nos braços e pernas.
De acordo com reportagem publicada no site do Global Council of Indian Christians (GCIC), David Lambani, 25, e Satish, 34, membros de uma comunidade evangélica, eram responsáveis pela construção de um templo e foram surpreendidos pela invasão dos radicais.Os cristãos foram falsamente acusados de realizar conversões forçadas e receberam diversos insultos. Os integrantes do grupo radical agrediram os cristãos com paus e os deixaram inconscientes. O tímpano esquerdo de Lambani foi prejudicado, e ele perdeu a audição. Satish tem diversos ferimentos e ossos quebrados. Lambani e Satish foram socorridos e levados imediatamente para um hospital próximo, onde receberam cuidados médicos e permanecem internados.(CM)

quarta-feira, 3 de março de 2010

CRISTÃOS PEDEM AÇÃO DO GOVERNO CONTRA ATAQUES

O líder da Associação Cristã da Nigéria (CAN) no estado de Zamfara disse estar desapontado devido à falta de respostas da polícia do Estado em relação aos incêndios a igrejas. “É uma pena que não haja nenhuma reação da polícia. Mesmo o governador se recusou a nos encontrar”, disse o presidente da CAN, pastor Edwin Okpara.O templo da congregação Igreja de Deus Cristãos Redimidos em Tudun Wada foi parcialmente queimado no dia 25 de janeiro, e a Igreja Bíblica Fé Cristã e a Capela Fundação de Fé Viva, ambas em Gusau, foram parcialmente incendiadas em 20 e 24 de janeiro, respectivamente. Zamfara, um dos estados com mais muçulmanos no norte da Nigéria, foi o primeiro no país a implementar a sharia (lei islâmica).Em uma petição de 26 de janeiro, a CAN declarou que os incêndios vieram como resultado de “uma grande conspiração para causar danos a igrejas e cristãos no estado por causa da crise religiosa em Jos, no estado de Plateau”.A associação alegou que aqueles que atacaram as igrejas em Zamfara foram encorajados porque nenhum oficial tomou alguma atitude para prender os responsáveis pelos ataques em Jos. Dois pastores e mais 46 cristãos foram mortos durante a violência em Jos no dia 17 de janeiro, quando jovens muçulmanos atacaram uma igreja católica; 10 templos foram incendiados, e a polícia estima que mais de 300 pessoas perderam suas vidas.“Estamos muito preocupados por causa do pânico que esses ataques geraram entre os cristãos, e pedimos que todas as medidas necessárias sejam tomadas para garantir a segurança de cristãos e muçulmanos no estado como cidadãos da Nigéria”, declara a petição da CAN. “Apesar destes ataques e provocações, a igreja e os cristãos, como um povo pacificador, mantiveram a calma e não têm planos de retaliar, mas apelamos a vocês, para que ajam e protejam nossos interesses.”O Comando da Polícia do Estado não estava disponível para comentar sobre o pedido da CAN.O pastor Edwin Okpara lamenta que os cristãos no estado tenham sofrido em silêncio, com poucos meios de atrair a atenção para o seu sofrimento.“O nível de perseguição em Zamfara é alarmante, mais do que em qualquer outro estado no país. Nem mesmo em Sokoto ou Kano os cristãos são sujeitos a esse tipo de discriminação.”Fonte: Missão Portas Abertas

terça-feira, 2 de março de 2010

VÍTIMAS DO ISLÃ RADICAL: OS MÁRTIRES MODERNOS DO CRISTIANISMO

A ascensão do extremismo islâmico coloca uma pressão cada vez maior sobre os cristãos que vivem em países muçulmanos, que são vítimas de assassinatos, violência e discriminação. Os cristãos agora são considerados o grupo religioso mais perseguido em todo o mundo. Paradoxalmente, sua maior esperança vem do Islã politicamente moderado.Kevin Ang é mais cauteloso hoje em dia. Ele espia ao redor, dá uma olhada para a esquerda para a longa fileira de lojas, e depois para a direita em direção à praça, para checar se não há ninguém por perto. Só então o zelador da igreja tira sua chave, destranca o portão, e entra na Igreja Metro Tabernacle num subúrbio de Kuala Lumpur.A corrente de ar vira páginas queimadas da Bíblia. As paredes estão cobertas de fuligem e a igreja cheira a plástico queimado. A Igreja Metro Tabernacle foi a primeira de onze igrejas a serem incendiadas por muçulmanos revoltados – tudo por causa de uma palavra: “Alá”, sussurra Kevin Ang.Tudo começou com uma questão – se os cristãos daqui, assim como os muçulmanos, poderiam chamar seu deus de “Alá”, uma vez que eles não têm nenhuma outra palavra ou língua à sua disposição. Os muçulmanos alegam que Alá é deles, tanto a palavra quanto o deus, e temem que se os cristãos puderem usar a mesma palavra para seu próprio deus, isso poderia desencaminhar os fiéis muçulmanos.Durante três anos isto era proibido e o governo confiscou Bíblias que mencionavam “Alá”. Então, em 31 de dezembro do ano passado, o mais alto tribunal da Malásia chegou a uma decisão: o deus cristão também poderia ser chamado de Alá.Os imãs protestaram e cidadãos enfurecidos jogaram coquetéis Molotov nas igrejas. Então, como se isso não bastasse, o primeiro-ministro Najib Razak declarou que não podia impedir as pessoas de protestarem contra determinados assuntos no país – e alguns interpretaram isso como um convite para a ação violenta. Primeiro as igrejas foram incendiadas, depois o outro lado revidou colocando cabeças de porcos na frente de duas mesquitas. Entre os habitantes da Malásia, 60% são muçulmanos e 9% são cristãos, com o restante composto por hindus, budistas e sikhs. Eles conseguiram viver bem juntos, até agora.É um batalha por causa de uma única palavra, mas há muito mais envolvido. O conflito tem a ver com a questão de quais direitos a minoria cristã da Malásia deve ter. Mais que isso, é uma questão política. A Organização Nacional dos Malaios Unidos, no poder, está perdendo sua base de apoio para os islamitas linha dura – e quer reconquistá-la por meio de políticas religiosas.Essas políticas estão sendo bem recebidas. Alguns dos Estados da Malásia interpretam a Sharia, o sistema islâmico de lei e ordem, de forma particularmente rígida. O país, que já foi liberal, está a caminho de abrir mão da liberdade religiosa – e o conceito de ordem está sendo definido de forma cada vez mais rígida. Se uma mulher muçulmana beber cerveja, ela pode ser punida com seis chibatadas. Algumas regiões também proíbem coisas como batons chamativos, maquiagem pesada, ou sapatos de salto alto.Expulsos, sequestrados e mortosNão só na Malásia, mas em muitos países em todo o mundo muçulmano, a religião ganhou influência sobre a política governamental nas últimas duas décadas. O grupo militante islâmico Hamas controla a Faixa de Gaza, enquanto milícias islamitas lutam contra os governos da Nigéria e Filipinas. Somália, Afeganistão, Paquistão e Iêmen caíram, em grande extensão, nas mãos dos islamitas. E onde os islamitas não estão no poder hoje, os partidos seculares no governo tentam ultrapassar os grupos mais religiosos assumindo uma tendência de direita.Isso pode ser visto de certa forma no Egito, Argélia, Sudão, Indonésia, e também na Malásia. Embora a islamização frequentemente tenha mais a ver com política do que com religião, e embora não leve necessariamente à perseguição de cristãos, pode-se dizer ainda assim que, onde quer que o Islã ganhe importância, a liberdade para membros de outras crenças diminui.Há 2,2 bilhões de cristãos em todo o mundo. A organização não-governamental Open Doors calcula que 100 milhões de cristãos são ameaçados ou perseguidos. Eles não têm permissão para construir igrejas, comprar Bíblias ou conseguir empregos. Esta é a forma menos ofensiva de discriminação e afeta a maioria desses 100 mil cristãos. A versão mais bruta inclui extorsão, roubo, expulsão, sequestro e até assassinato.Margot Kässmann, que é bispo e foi chefe da Igreja Protestante na Alemanha antes de deixar o cargo em 24 de fevereiro, acredita que os cristãos são “o grupo religioso mais perseguido globalmente”. As 22 igrejas regionais alemãs proclamaram este domingo como o primeiro dia de homenagem aos cristãos perseguidos. Kässmann disse que queria mostrar solidariedade para com outros cristãos que “têm grande dificuldade de viver de acordo com sua crença em países como a Indonésia, Índia, Iraque ou Turquia”.Há exemplos contrários, é claro. No Líbano e na Síria, os cristãos não são discriminados, e, na verdade, desempenham um papel importante na política e na sociedade. Além disso, a perseguição contra os cristãos não é de forma alguma um domínio exclusivo dos fanáticos muçulmanos – os cristãos também são presos, agredidos e assassinados em países como o Laos, Vietnã, China e Eritreia.“Lento genocídio” contra os cristãosA Open Doors edita um “índice de perseguição” global. A Coreia do Norte, onde dezenas de milhares de cristãos estão presos em campos de trabalho forçado, esteve no topo da lista por muitos anos. Ela é seguida pelo Irã, Arábia Saudita, Somália, Maldivas e Afeganistão. Entre os dez primeiros países da lista, oito são islâmicos, e quase todos têm o Islã como sua religião oficial.A perseguição sistemática de cristãos no século 20 – por comunistas na União Soviética e na China, mas também pelos nazistas – custou muito mais vidas do que qualquer outra coisa que tenha acontecido até o momento no século 21. Agora, entretanto, não são apenas os regimes totalitários que perseguem os cristãos, mas também moradores de Estados islâmicos, fundamentalistas fanáticos, e seitas religiosas – e com frequência simples cidadãos considerados fiéis.Foi-se a era da tolerância, em que os cristãos, chamados de “Povo do Livro”, desfrutavam de um alto grau de liberdade religiosa sob a proteção de sultões muçulmanos, enquanto a Europa medieval bania judeus e muçulmanos do continente ou até mesmo os queimava vivos. Também se foi o apogeu do secularismo árabe pós 2ª Guerra Mundial, quando árabes cristãos avançaram nas hierarquias políticas.À medida que o Islã político ficou mais forte, a agressão por parte de devotos deixou de se concentrar apenas nos regimes políticos corruptos locais, mas também e cada vez mais contra a influência ostensivamente corrupta dos cristãos ocidentais, motivo pelo qual as minorias cristãs foram consideradas responsáveis. Uma nova tendência começou, desta vez com os cristãos como vítimas.No Iraque, por exemplo, grupos terroristas sunitas perseguem especialmente pessoas de outras religiões. O último censo do Iraque em 1987 mostrou que havia 1,4 milhão de cristãos vivendo no país. No começo da invasão norte-americana em 2003, eles eram 550 mil, e atualmente o número está está pouco abaixo dos 400 mil. Os especialistas falam num “lento genocídio”.“As pessoas estão morrendo de medo” A situação na região da cidade de Mosul, no norte do Iraque, é especialmente dramática. A cidade de Alqosh fica no alto das montanhas sobre Mosul, a segunda maior cidade iraquiana. Bassam Bashir, 41, pode ver sua antiga cidade natal quando olha pela janela. Mosul fica a apenas 40 quilômetros dali, mas é inacessível. A cidade é mais perigosa que Bagdá, especialmente para homens como Bassam Bashir, um católico caldeu, professor e fugitivo dentro de seu próprio país.Desde o dia em que a milícia sequestrou seu pai de sua loja, em agosto de 2008, Bashir passou a temer por sua vida e pela vida de sua família. A polícia encontrou o corpo de seu pai dois dias depois no bairro de Sinaa, no rio Tigre, perfurado por balas. Não houve nenhum pedido de resgate. O pai de Bashir morreu pelo simples motivo de ser cristão.E ninguém afirma ter visto nada. “É claro que alguém viu alguma coisa”, diz Bashir. “Mas as pessoas em Mosul estão morrendo de medo.”Uma semana depois, integrantes da milícia cortaram a garganta do irmão de Bashir, Tarik, como num sacrifício de ovelhas. “Eu mesmo enterrei meu irmão”, explica Bashir. Junto com sua mulher Nafa e suas duas filhas, ele fugiu para Alqosh no mesmo dia. A cidade está está cercada por vinhedos e uma milícia cristã armada vigia a entrada.Aprovação tácita do EstadoOs familiares de Bashir não foram os únicos a se mudar para Alqosh à medida que a série de assassinatos continuou em Mosul. Dezesseis cristãos foram mortos na semana seguinte, e bombas explodiram em frente às igrejas. Homens que passavam de carro gritaram para os cristãos que eles podiam escolher – ou saíam de Mosul ou se convertiam ao Islã. Das 1.500 famílias cristãs da cidade, apenas 50 ficaram. Bassam Bashir diz que não voltará antes de lamentar a morte de seu pai e seu irmão em paz. Outros que perderam totalmente a esperança fugiram para países vizinhos como a Jordânia e muitos mais foram para a Síria.Em muitos países islâmicos, os cristãos são perseguidos menos brutalmente do que no Iraque, mas não menos efetivamente. Em muitos casos, a perseguição têm a aprovação tácita do governo. Na Argélia, por exemplo, ela tomou a forma de notícias de jornal sobre um padre que tentou converter muçulmanos ou insultou o profeta Maomé – e que divulgaram o endereço do padre, numa clara convocação para a população fazer justiça com as próprias mãos. Ou um canal de televisão pública pode veicular programas com títulos como “Nas Garras da Ignorância”, que descreve os cristãos como satanistas que convertem muçulmanos com o auxílio de drogas. Isso aconteceu no Uzbequistão, que está no décimo lugar do “índice de perseguição” da Open Doors.A blasfêmia também é outra justificativa frequentemente usada. Insultar os valores fundamentais do Islã é uma ofensa passível de punição em muitos países islâmicos. A justificativa é com frequência usada contra a oposição, quer sejam jornalistas, dissidentes ou cristãos. Imran Masih, por exemplo, cristão dono de uma loja em Faisalabad, no Paquistão, foi condenado à prisão perpétua em 11 de janeiro, de acordo com as seções 195A e B do código penal do Paquistão, que tratam do crime de ofender sentimentos religiosos ao dessacralizar o Alcorão. Um outro dono de loja o acusou de queimar páginas do Alcorão. Masih diz que ele queimou apenas documentos antigos da loja.É um caso típico para o Paquistão, onde a lei contra a blasfêmia parece convidar ao abuso – é uma forma fácil para qualquer um se livrar de um inimigo. No ano passado, 125 cristãos foram acusados de blasfêmia no Paquistão. Dezenas dos que já foram sentenciados estão agora esperando sua execução.“Não nos sentimos seguros aqui” A perseguição tolerada pelo governo acontece até mesmo na Turquia, o país mais secular e moderno do mundo muçulmano, onde cerca de 110 mil cristãos representam menos de um quarto de 1% da população – mas são discriminados assim mesmo. A perseguição não é tão aberta ou brutal quanto no vizinho Iraque, mas as consequências são semelhantes. Os cristãos na Turquia, que estavam bem acima dos 2 milhões no século 19, estão lutando para continuar a existir.É o que acontece no sudeste do país, por exemplo, em Tur Abdin, cujo nome significa “montanha dos servos de Deus”. É uma região montanhosa cheia de campos, picos e vários mosteiros de séculos de existência. O local abriga os assírios sírios ortodoxos, ou arameus, como denominam a si mesmos, membros de um dos grupos cristãos mais antigos do mundo. De acordo com a lenda, foram os três reis magos que levaram o sistema de crenças cristão de Belém para lá. Os habitantes de Tur Abdin ainda falam aramaico, a língua usada por Jesus de Nazaré.O mundo sabe bem mais sobre o genocídio cometido contra os armênios pelas tropas otomanas em 1915 e 1916, mas dezenas de milhares de assírios também foram assassinados durante a 1ª Guerra Mundial. Estima-se que cerca de 500 mil assírios viviam em Tur Abdin no começo do século 20. Hoje há apenas 3 mil. Um tribunal distrital turco ameaçou, no ano passado, tomar posse do centro espiritual assírio, o mosteiro Mor Gabriel de 1.600 anos de idade, porque acreditava-se que os monges haviam adquirido terras de forma ilegal. Três vilarejos muçulmanos vizinhos reclamaram que sentiam-se discriminados por causa do mosteiro, que abriga quatro monges, 14 freiras e 40 estudantes atrás de seus muros.“Mesmo que não queira admitir, a Turquia tem um problema com pessoas de outras religiões”, diz Ishok Demir, um jovem suíço de ascendência aramaica, que vive com seus pais perto de Mor Gabriel. “Nós não nos sentimos seguros aqui.”Mais que qualquer coisa, isso tem a ver com o lugar permanente que os armênios, assírios, gregos, católicos e protestantes têm nas teorias de conspiração nacionalistas do país. Esses grupos sempre foram vistos como traidores, descrentes, espiões e pessoas que insultam a nação turca. De acordo com uma pesquisa feita pelo Centro de Pesquisa Pew, sediado nos EUA, 46% dos turcos veem o cristianismo como uma religião violenta. Num estudo turco mais recente, 42% dos entrevistados disseram que não aceitariam cristãos como vizinhos.Os repetidos assassinatos de cristãos, portanto, não são uma surpresa. Em 2006, por exemplo, um padre católico foi assassinado em Trabzon, na costa do Mar Negro. Em 2007, três missionários cristãos foram assassinados em Malatya, uma cidade no leste da Turquia. Os responsáveis pelo crime eram nacionalistas radicais, cuja ideologia era uma mistura de patriotismo exagerado, racismo e Islã.Convertidos correm grande riscoOs muçulmanos que se converteram ao cristianismo, entretanto, enfrentam um perigo ainda maior do que os próprios cristãos tradicionais. A apostasia, ou a renúncia ao Islã, é castigada com a morte de acordo com a lei islâmica – e a pena de morte ainda se aplica no Irã, Iêmen, Afeganistão, Somália, Mauritânia, Paquistão, Qatar e Arábia Saudita.Até no Egito, um país secular, os convertidos atraem a cólera do governo. O ministro da religião defendeu a legalidade da pena de morte para os convertidos – embora o Egito não tenha uma lei como esta – com o argumento de que a renúncia ao Islã é alta traição. Esses sentimentos fizeram com que Mohammed Hegazy, 27, convertido para a Igreja Cóptica Ortodoxa, passasse a se esconder há dois anos. Ele foi o primeiro convertido no Egito a tentar fazer com que sua religião nova aparecesse oficialmente em sua carteira de identidade expedida pelo governo. Quando seu pedido foi recusado, ele tornou o caso público. Inúmeros clérigos pediram a sua morte em resposta.Os cópticos são a maior comunidade cristã do mundo árabe, e cerca de 8 milhões de egípcios pertencem à Igreja Cóptica. Eles são proibidos de ocupar altas posições no governo, no serviço diplomático e militar, assim como de desfrutar de vários benefícios estatais. As universidades têm cotas para alunos cópticos consideradas menores do que a porcentagem que eles representam na população.Não é permitido construir novas igrejas, e as antigas estão caindo aos pedaços por causa da falta de dinheiro e de permissão para reforma. Quando as meninas são sequestradas e convertidas à força, a polícia não intervém. Milhares de porcos também foram mortos sob o pretexto de combater a gripe suína. Naturalmente, todos os porcos pertenciam a cristãos.O vírus cristãoSeis cópticos foram massacrados em 6 de janeiro – quando os cópticos celebram a noite de Natal – em Nag Hammadi, uma pequena cidade 80 quilômetros ao norte do Vale dos Reis. Previsivelmente, o porta-voz da Assembleia do Povo, a câmara baixa do parlamento egípcio, chamou isso de “um ato criminoso isolado”. Quando acrescentou que os responsáveis queriam se vingar do estupro de uma jovem muçulmana por parte um cóptico, isso quase pareceu uma desculpa. O governo parece pronto a reconhecer o crime no Egito, mas não por tensão religiosa. Sempre que conflitos entre grupos religiosos acontecem, o governo encontra causas seculares por trás deles, como disputas por terras, vingança por algum crime ou disputas pessoais.Nag Hammadi, com 30 mil moradores, é uma poeirenta cidade comercial no Nilo. Mesmo antes dos assassinatos, era um lugar onde os cristãos e os muçulmanos desconfiavam uns dos outros. Os dois grupos trabalham juntos e moram próximos, mas vivem, casam-se e morrem separadamente. A superstição é generalizada e os muçulmanos, por exemplo, temem pegar o “vírus cristão” ao comer junto com um cóptico. Não surpreende que esses assassinatos tenham acontecido em Nag Hammadi, nem que depois deles tenham se seguido os piores atos de violência religiosa em anos. Lojas cristãs e casas muçulmanas foram incendiadas, e 28 cristãos e 14 muçulmanos foram presos.Nag Hammadi agora está cercada, com seguranças armados em uniformes negros guardando as estradas para entrar e sair da cidade. Eles certificam-se de que nenhum morador deixe a cidade e nenhum jornalista entre nela.Três suspeitos foram presos desde então. Todos eles têm fichas criminais. Um admitiu o crime, mas depois negou, dizendo que havia sido coagido pelo serviço de inteligência. O governo parece querer que o assunto desapareça o mais rápido possível. Os supostos assassinos provavelmente serão libertados assim que o furor passar.Mais direitos para os cristãos? Mas também há pequenos indícios de que a situação de cristãos acuados em países islâmicos possa melhorar – dependendo do tanto que recuarem o nacionalismo e a radicalização do Islã político.Uma das contradições do mundo islâmico é que a maior esperança para os cristãos parece surgir exatamente do campo do Islã político. Na Turquia, foi Recep Tayyip Erdogan, um ex-islamita e agora primeiro-ministro do país, que prometeu mais direitos aos poucos cristãos remanescentes no país. Ele aponta para a história do Império Otomano, no qual os cristãos e judeus tiveram de pagar um imposto especial por muito tempo, mas em troca, tinham a garantia de liberdade de religião e viviam como cidadãos respeitados.Uma atitude mais relaxada em relação as minorias certamente representaria um progresso para a Turquia.Fonte: Der Spiegel

segunda-feira, 1 de março de 2010

Pastores morrem cantando hino da harpa e emocionam bombeiros que os socorriam após acidente

Dois pastores evangélicos e um motociclista morreram num acidente envolvendo sete veículos, na manhã de ontem, na Rodovia do Contorno, trecho da BR 101 que liga Serra a Cariacica no Espírito Santo.

Os religiosos pertenciam à Igreja Assembleia de Deus e haviam saído de Alegre, município da Região Sul do Estado, rumo a uma convenção estadual da igreja em Nova Carapina II, na Serra.

Os veículos – cinco caminhões, uma moto e um automóvel Del Rey – bateram um atrás do outro. O engavetamento aconteceu às 8h15, no quilômetro 277, na Serra. Os pastores estavam no carro.

Tudo começou quando um caminhão freou por causa do intenso fluxo de carros no sentido Cariacica – Serra. Os veículos que vinham atrás dele frearam também, mas o último caminhão – de uma empresa de cerveja – não conseguiu parar a tempo. Com isso, os veículos que estavam à frente foram imprensados uns contra os outros.

Os pastores José Valadão de Souza e Nelson Palmeira dos Santos e o motociclista Jonas Pereira da Silva, 52 anos, morreram no local. Dois outros pastores, que também estavam no Del Rey, sobreviveram, e o motorista de um dos caminhões sofreu arranhões nas pernas. Nenhum dos outros caminhoneiros ficou ferido.

O proprietário e condutor do Del Rey é o pastor Dimas Cypriano, 61 anos, do município de Alegre. Ele saiu ileso do acidente e teve ajuda do motorista José Carlos Roberto, carona de um dos caminhões, para sair do veículo.

Seu amigo de infância, o pastor Benedito Bispo, 72, ficou preso às ferragens. Socorristas do Serviço Médico de Atendimento de Urgência (Samu) e bombeiros fizeram o resgate dele. O pastor teve politraumatismo e foi levado para o Hospital Dório Silva, na Serra.

A mulher de Benedito chegou a ver o marido sendo socorrido e teve que ser amparada por um familiar. Ela também seguia para a convenção num outro veículo. A rodovia ficou interditada durante vários momentos da manhã de ontem nos dois sentidos. O trecho só foi totalmente liberado no início da tarde.

O pastor Dimas Cypriano, que sobreviveu ileso ao acidente na manhã de ontem, no Contorno, contou que usava cinto de segurança e que ficou preso ao tentar sair. Ele dirigia o Del Rey e disse que precisou de ajuda para sair do carro. Mas depois continuou no local, acompanhando os trabalhos de resgate do colega, Benedito Bispo. Nas mãos, levava uma Bíblia que ficou suja de sangue. Mas isso não impediu que o pastor orasse durante o socorro.

O mais comovente do triste episódio, foi o relato dado por 2 pastores sobrevivente, e pelos bombeiros que tentavam tirar os pastores ainda com vida, que estavam presos nas ferragens.

As testemunha citadas acima, contam que os pastores Nelson Palmeiras e João Valadão, ainda com vida e presos nas ferragens, em meio a um mar de sangue que os envolvia, começaram a cantar o Hino 187 da harpa cristã:

Mais perto
Quero estar meu Deus de ti!
Ainda que seja a dor
Que me una a ti,
Sempre hei de suplicar
Mais perto
Quero estar meu Deus de ti!

Andando triste
Aqui na solidão
Paz e descanso
A mim teus braços dão
Nas trevas vou sonhar
Mais perto
Quero estar meu Deus de ti!

Minh’alma cantará a ti Senhor!
E em Betel alçará padrão de
Amor,
Eu sempre hei de rogar
Mais perto
Quero estar meu Deus de ti!

E quando Cristo,
Enfim, me vier chamar,
Nos céus, com serafins irei
Morar
Então me alegrarei
Perto de ti, meu Rei, meu Rei,
Meu Deus de ti!

Aos poucos suas vozes foram silenciando-se para sempre.

As lagrimas tomaram conta dos bombeiros, acostumados a resgatar pessoas em acidentes graves, porem jamais viram alguem morrer cantando um hino; como foi o caso dos pastores Nelson Palmeiras e João Valadão .

Fonte: Genizah Virtual / Gospel+