terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Agência: Milhares de cristãos fugiram do Iraque Central

A agência de Refugiados das Nações Unidas relatou que milhares de cristãos iraquianos estão fugindo do Iraque Central e buscando refúgio na região norte do país.

Cerca de 1000 famílias têm fugido de Bagdá e Mosul para a região controlada de Kurdish e Planícies de Nineveh no norte, de acordo com o Alto Comissariado para Refugiados das Nações Unidas (UNHCR, sigla em inglês). Um número crescente de cristãos iraquianos tem também cruzado a fronteira para a Síria, Jordão e Líbano.

A agência expressou preocupação com relação à Suécia ter repatriado forçosamente um grupo de 20 iraquianos, incluindo 5 cristãos de Bagdá, depois de seus pedidos de asilo serem rejeitados.

“A UNHCR reiterou fortemente o seu apelo aos países para absterem-se de deportar os iraquianos das partes mais perigosas do país,” falou Melissa Fleming, porta-voz chefe da agência, aos repórteres em Genova na sexta-feira.

Um cristão disse aos oficiais que escapou do Iraque em 2007 depois de receber ameaça de morte de milicianos. Ele viajou por todo o Oriente Médio e Europa antes de finalmente chegar à Suécia.

O homem disse que pediu asilo político três vezes em 2008 mas todos eles foram rejeitados porque não se considerou que ele estava pessoalmente visado.

Alguns foram rejeitados por causa da melhora das condições de segurança no Iraque.

Saída do país

“O êxodo lento, porém constante” dos cristãos se iniciou em 31 de outubro com o ataque mortal na Igreja Católica da capital do Iraque e ataques subsequentes. Pelo menos 58 pessoas morreram quando militantes armados, alguns vestindo coletes suicidas, invadiram a Igreja Nossa Senhora da Salvação durante a Missa de Domingo.

“Nós temos ouvido muitos testemunhos de pessoas fugindo de suas casas depois de receberem ameaças diretas. Alguns foram capazes de agarrar somente alguns de seus pertences com eles,” disse Fleming.

“Nossos escritórios distribuíram ajuda de emergência e estão em contato com as autoridades locais para assegurar que os cristãos que se deslocaram recentemente, estejam sendo apoiados e assistidos.”

Muitos dos cristãos iraquianos que recentemente chegaram à Síria, Jordão e Líbano, disseram aos escritórios da UNHCR que partiram com medo, como resultado do ataque violento em 31 de outubro.

A agência de refugiados disse que as Igrejas e organizações não governamentais os têm alertado a esperar que mais pessoas fujam nas próximas semanas.

Na quarta-feira, o Vice-Presidente dos EUA Joe Biden disse em seu discurso antes do Conselho de Segurança, que a frequência dos ataques violentos tem alcançado seu nível mais baixo desde que o governo dos Estados Unidos entrou no Iraque em 2003.

Mas ele reconheceu que “os ataques pelos extremistas” permanecem entre desafios enfrentados pelas forças de segurança no Iraque e expressaram preocupação particular pelos ataques dirigidos às pessoas de fé, incluindo cristãos e muçulmanos.

Proteção

A UNHCR disse reconhece os esforços que o governo do Iraque está fazendo para tentar proteger todos os cidadãos, incluindo grupos de minoria vulneráveis tais como os cristãos.

“O Iraque reiterou seu compromisso de aumentar a proteção dos lugares de culto,” disse Fleming.

Apesar do número de vítimas civis ser inferior em relação ao ano passado, grupos minoritários estão cada vez mais suscetíveis a ameaças e ataques, acrescentou ela.
Fleming reiterou a posição da UNHCR de que os requerentes de asilo que vêm das províncias de Bagdá, Diyala, Nineveh e Salah-al-Din, no Iraque, bem como da província de Kirkuk, não devem retornar e devem ser “considerados cuidadosamente” dada a “violência ainda em alto nível” em todo o Iraque.

“A UNHCR considera sério que – incluindo indiscriminação – ameaças à vida, integridade física ou liberdade resultantes da violência ou eventos que seriamente perturbam a ordem pública, são razões válidas para a proteção internacional,” disse Fleming.

Fonte: Missão Portas Abertas

‘Guerra’ na Assembleia de Deus envolve denúncias de corrupção, agressões, polícia e justiça

Insatisfação com a nova administração do pastor Samuel Câmara, levou fiéis da Assembleia de Deus de São José dos Campos a procurar ajuda judicial.

Uma igreja em pé de ‘guerra’. Na tarde de ontem, pela segunda vez em três dias, fiéis da igreja Assembleia de Deus de São José dos Campos se negaram a cumprir uma ordem judicial que determina que a presidência da igreja matriz da denominação seja transferida para uma junta de pastores, representados por Antônio Luis Celani, o antigo pastor .

A história, que envolve a troca de acusações e agressões entre os grupos rivais, teve início há cerca de um ano, quando o pastor Celani deixou o cargo. Em seu lugar, assumiu o também pastor Samuel Câmara, de Belém (PA).

Mas a insatisfação com a nova administração do templo levou uma parcela dos fiéis a procurar ajuda judicial.

Direta ou indiretamente, essa disputa afeta a atuação das 182 igrejas mantidas pela denominação em São José (subordinadas à matriz), que juntas possuem patrimônio avaliado em R$ 30 milhões (apenas contando imóveis). São 10 mil fiéis.

Justiça

Em outubro, o grupo descontente com a presidência atual acionou a Justiça, que no último dia 17 concedeu liminar determinando o afastamento da atual diretoria. No entanto, ela se nega a deixar a igreja.

No início da tarde de ontem, um grupo de fiéis cercou o pátio da matriz com automóveis. Um oficial de justiça esteve no local, mas, novamente os fiéis, que já ocupavam o prédio, se negaram a sair do templo. Alegando não serem representantes da igreja, disseram não poder assinar a ordem da Justiça.

Cerco

A Polícia Militar foi chamada, mas não entrou na igreja, porque foi surpreendida com o número de pessoas no local. Os fiéis que ocupavam a igreja comemoraram a saída das autoridades com uma oração do lado de fora da igreja.

No domingo, fiéis favoráveis ao retorno de Celani tentaram entrar no templo. Houve confronto com o grupo rival. O tumulto somente foi contido com ajuda da Polícia.

Fonte: Rede Bom Dia Bauru

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Cristão é incendiado e agredido

Um evangelista ainda se recupera de queimaduras após seis jovens muçulmanos o agredirem severamente e lhe atearem fogo no mês passado em uma aldeia perto da cidade da província de Punjab, segundo relatos de uma cristã ao Compass Direct.

Cristãos locais disseram ter encontrado o reverendo Wilson Agostinho, de 26 anos, inconsciente, com queimaduras na cabeça, mãos e braços em 22 de novembro perto da parada de ônibus nos arredores de Sargodha. Ele distribuia panfletos e anunciava Cristo porta-a-porta no dia anterior entre as famílias cristãs dali.

O cristão Rustam Masih disse ao Compass Direct que Agostinho ia porta a porta quando os filhos de um poderoso proprietário de terras viu um dos panfletos. Mais tarde os agressores foram identificados: Muhammad Usman Ghani, Taha Muhammad Khan, Mehmood Talha, Warriach Nisar, Cheema Zareen e Jamshaid Ali Ansari.

Aamir Masih, um cristão mais velho da mesma vila, disse que os jovens muçulmanos erroneamente consideravam versos do folheto que descreve a ressurreição de Jesus como algo depreciativo a Maomé, o profeta do islã.

"Depois de me incendiarem, eles começaram a me batendo de novo", disse Agostinho e continuou, “pelas agressões o fogo cessou e então eles me arrastaram para os arbustos próximos dali."

A polícia registrou um primeiro relatório de informação (FIR n º 1135/10) pelo ataque conjunto e tentativa de homicídio, mas se recusaram a nomear os suspeitos que a vítima queria identificar, disse Agostinho.

Um representante da polícia disse ao Compass Direct que os agentes se recusaram a registrar o caso contra os homens porque estava escuro e o cristão poderiam ter se confundido, proém o pai da viítima disse que a polícia foi subornada.



Fonte: Compass Direct

Edir Macedo pode perder a Rede Record

Segundo consta no processo, o bispo Edir Macedo usou dezenas de milhões de reais da Igreja Universal para concretizar a aquisição da Record.

Com a mesma isenção e imparcialidade com que há 10 anos a Tribuna da Imprensa acompanha a tramitação da Ação Declaratória de Inexistência de Ato Jurídico, que herdeiros dos antigos acionistas da ex-Rádio Televisão Paulista S/A movem contra a família Marinho, seguimos também o lento caminhar da Ação Civil Pública proposta pela Procuradoria da República em São Paulo contra a Rede Record de Televisão, a Igreja Universal do Reino de Deus e o bispo empresário Edir Macedo, com julgamento previsto para o dia 12 de janeiro de 2011.

No caso da TV Paulista (hoje, TV Globo de São Paulo), restou a triste conclusão de que o negócio foi consumado com documentos anacrônicos, falsos, ilegais, porém, validados por conta da prescrição do tempo: ou seja, Roberto Marinho se apossou de 48% do capital social inicial de 673 acionistas minoritários por apenas Cr$ 14.285 e pelos outros 52% despendeu apenas US$ 35, já que Victor Costa Junior, a quem pagou CR$ 3.750.000.000,00 nunca foi acionista daquela emissora. Esse processo ainda depende de julgamento no STJ.

Informa-se que o advogado que cuida desse processo principal, acaba de ser contratado para propor, via ação popular, a cassação da concessão da ex-Rádio TV Paulista por conta dos vícios que pontuaram a transferência da outorga para seus atuais controladores e sobretudo porque o processo administrativo existente na Administração Federal não contém documento algum que justifique tal controle.

Quanto à compra da TV Record por Edir Macedo, o Ministério Público Federal avalia que ela foi ilegal e é inconstitucional. A venda (que o empresário Silvio Santos fez a Edir Macedo e à sua esposa) da TV Record de São Paulo, hoje, a segunda maior rede de televisão do país e com faturamento anual batendo na casa dos R$ 3 bilhões, não teve prévia aprovação das autoridades federais e pode ter sido produto de simulação.

Segundo consta dos autos, o bispo Edir Macedo usou dezenas de milhões de reais da igreja que dirige para concretizar a aquisição. Esses vultosos recursos (doações de milhões de evangélicos) teriam sido “emprestados” pela Iurd para que o bispo Edir Macedo pudesse comprar a poderosa rede de TV e na qual, o mesmo bispo-empresário já investiu várias centenas de milhões de reais. A Rede de Televisão e Rádio Record, sem duvida alguma, é hoje avaliada em cerca de US$ 3 bilhões e, ao que se comenta, teria liquidez maior do que a da emissora líder em audiência.

A Procuradoria da República questiona a compra da emissora porque Edir Macedo, como cidadão, em 1990 comprovadamente não teria bens e recursos para participar dessa vultosa transação e que, por isso, estaria implementando uma aquisição ilegal, dissimulada. A verdadeira compradora da empresa de comunicação seria a pessoa jurídica denominada Igreja Universal do Reino de Deus, o que fere flagrantemente a Constituição Federal.

Nos autos do processo, que tem cerca de 2.500 páginas, e cuja relatora, a desembargadora Salette Nascimento, foi substituída pelo juiz convocado José Eduardo Leonel Junior, indaga-se como foi possível o bispo Edir Macedo, sem patrimônio algum, sem renda mensal (já que sabidamente trabalha por amor ao próximo e a Deus), da noite para o dia ter se transformado no segundo maior proprietário de rede de televisão do país, com o ciente e o de acordo do Ministério das Comunicações, que tem a obrigação de fiscalizar esse importante setor de prestação de serviço público de radiodifusão de som e de imagem?

No caso da TV Record, de se lamentar que um processo dessa importância tivesse permanecido por mais de 10 anos, no TRF da 3ª Região, sem solução alguma e, por certo, em “prejuízo” dos novos donos da Rede Record de Televisão, que permaneceram tão longo período, sob constrangimento judicial. É uma preocupação a mais para o Conselho Nacional de Justiça encarar e resolver.

Nesse processo são réus também Ester Eunice Bezerra, esposa de Edir Macedo, o senador Marcelo Crivella, Sylvia Crivella, TV Record de Rio Preto S/A, TV Record de Franca S/A e Rádio Record S/A (Canal 7 de São Paulo) e outros.

Fonte: Consultor Jurídico

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

SBT reavalia sua resistência à venda de horário para igrejas

Direção da emissora recebeu propostas tentadoras das igrejas evangélicas, principalmente, da Igreja Universal.

Fontes ligadas ao alto escalação do SBT atestam que a direção da emissora não se mostra disposta a resistir por muito tempo às tentadoras propostas feitas por igrejas evangélicas para a compra de horário em sua grade de programação.

Segundo um alto executivo da emissora ouvido pelo Estado, o próprio Alexandre Raposo, presidente da Record, teria intermediado uma proposta recente - leia-se após o aporte anunciado no Banco Panamericano, do Grupo Silvio Santos - propondo ao SBT a compra de horário pela Igreja Universal do Reino de Deus (IURD).

Raposo, por meio da assessoria de imprensa da Record, nega que tenha feito ou faça propostas em nome da IURD.

A decisão do SBT em repensar sua resistência à locação de horários, em especial às igrejas, parte puramente dos valores que o negócio representa, o que ganha reforço nesse contexto de crise do grupo.

Embora considerem a prática imoral, e já que legislação alguma dá sinais de coibir esse comércio que abastece os cofres da concorrência, Silvio Santos & Cia. refazem as contas. Estima-se que a IURD injete na Record algo em torno de R$ 500 milhões por ano.

Ao Grupo Bandeirantes, somando aí a Rede 21, locada pela Igreja Mundial do Poder de Deus, a fé renderia R$ 200 milhões ao ano. E na RedeTV!, o saldo chegaria a R$ 100 milhões/ano. Para se ter uma ideia do quanto isso valeria ao baú de Silvio Santos, o SBT fechará o ano com modestos R$ 850 milhões líquidos.

Procuradas, Record, Band e RedeTV! afirmam, por meio de suas assessorias de comunicação, que não se pronunciam sobre esses valores.

Fonte: Estadão

Em seis anos, percepção de que a corrupção afeta as instituições religiosas quase dobrou

Um dado que chama atenção numa pesquisa divulgada hoje, apontando o nível de percepção da corrupção em todo o mundo, diz respeito às instituições religiosas.

Em 2004, 28% dos entrevistados disse achar que a corrupção afetava as instituições religiosas. Em 2010, o número subiu para 58%.

Para Alejandro Salas, diretor da Transparência Brasil nas Américas, o resultado “está aberto a interpretações”. "Eu penso que os escândalos que atingiram a religião, especialmente a Igreja Católica nos últimos anos, por exemplo, os abusos de menores por parte de membros da Igreja, o que não é a corrupção como conhecemos, digo em relação a subornos, mas diz respeito a uma má conduta”, disse Salas.

Segundo o diretor, a pesquisa não aborda os motivos que levam as pessoas a ter uma determinada opinião, mas ele acredita que outro fator importante para esse aumento é a associação, considerada por ele equivocada, de religião e terrorismo. “Provavelmente também, apesar de não ter elementos científicos, acredito que os acontecimentos envolvendo o Islã também estão relacionados a esse aumento", afirmou Salas.

Na pesquisa geral divulgada hoje, 50% dos entrevistados afirmaram que associam a corrupção à religião. No Brasil, a religião é a penúltima instituição à qual os brasileiros associam a corrupção. De 1 a 5, considerando 5 o nível máximo de corrupção, a nota dada às instituições religiosas foi 2,5, atrás apenas do Exército, com 2,4.

O Relatório Global de Corrupção 2010 entrevistou mais de 91.000 pessoas em 86 países e territórios, entre 1º de junho e 30 de setembro de 2010.

Para 64% dos brasileiros, corrupção aumentou no país; apenas 4% dizem ter praticado suborno

O Brasil é um dos 23 países onde menos de 6% da população diz já ter praticado pequenos subornos para instituições e serviços, de saúde e educação a autoridades fiscais e outras instituições. Isso é o que revela o relatório mundial sobre corrupção divulgado nesta quinta-feira (9) pela Transparência Internacional (TI). Ainda segundo o levantamento, 64% dos brasileiros acham que a corrupção aumentou nos últimos três anos.

Segundo o levantamento, em todo o mundo, uma em cada quatro pessoas afirmaram que pagaram propina nos últimos 12 meses, a maioria (29%) para a polícia. A maior parte dos “subornadores” tem menos de 30 anos (35%). Os principais motivos do pagamento de propina são “para evitar problemas com autoridades” e “agilizar os processos”.

Nesse quesito o Brasil ocupa uma posição confortável ao lado de países como Austrália, Dinamarca, Finlândia, Geórgia, Nova Zelândia, Noruega, entre outros.

Entre os brasileiros, apenas 4% “confessaram” o suborno, o menor índice também entre os países da América Latina. O número causa certa surpresa, ainda mais considerando o famoso “jeitinho brasileiro” de resolver determinadas situações.

“Algumas coisas são inconfessáveis”, diz o professor de Filosofia e Ética da Unicamp, Roberto Romano. Para ele, a surpresa do número vem de uma diferença entre a imagem ideal que temos na consciência, de como as coisas devem ser, e a imagem na prática. “Não deve ser tão baixo assim, mas também não somos os piores do mundo”, comenta o professor.

"Para mim é um resultado muito bom", diz Alejandro Salas, diretor da TI das Américas. Ele afirma que não se surpreendeu com o resultado. A pergunta foi restritra a nove setores específicos, entre eles educação, Judiciário, saúde e serviço público, e segundo Salas, só quem dizia ter usado um dos serviços é que respondia se tinha ou não pagado propina.

Para 64% dos brasileiros, corrupção aumentou

A maioria dos brasileiros entrevistados pela pesquisa disse que nos últimos três anos a corrupção aumentou no país. Na percepção dos brasileiros, os partidos políticos e, em seguida, o Legislativo, são os mais corruptos. De 1 a 5, considerando 5 o nível máximo de corrupção, os brasileiros deram nota 4,1 para os partidos e o Legislativo, seguidos da polícia (3,8), Judiciário (3,3), serviço público (3,1) e setor privado (3). O órgão menos relacionado à corrupção é o Exército, que recebeu nota 2,4.

Para Roberto Romano, “a própria percepção de que a política é a área mais corrupta, já é um problema”. “Pensar isso é uma falsidade grande. Você tem um sistema de corrupção implantado também na economia, nas instituições religiosas, veja o exemplo da pedofilia”, diz o professor.

Segundo Romano, a impressão de que a política concentra a maior parte da corrupção deve-se à maior publicidade dos candidatos na mídia e de figuras como o premiê italiano Silvio Berlusconi, dono de diversos meios de comunicação na Itália e cujo nome aparece constantemente envolvido em polêmicas.

Sobre o combate à corrupção, 54% dos brasileiros consideram as ações do governo ineficazes. Apenas para 29% as ações são assertivas, e 9% consideram indiferentes.

Romano alerta que no Brasil, órgãos como Ministério Público e organizações como a Transparência Brasil, e até mesmo a CGU (Controladoria Geral da União), esta última, dentro de suas possibilidades, tem boas atuações no combate à corrupção. Ele cita também o movimento Ficha Limpa, que reuniu a sociedade e órgãos públicos, como um bom exemplo de mobilização para combater a corrupção.

“A corrupção é um sistema. Uma vez que deixamos o paraíso, não há sociedade que não tenha esse problema”, diz Romano.

O Relatório Global de Corrupção 2010 entrevistou mais de 91.000 pessoas em 86 países e territórios, entre 1º de junho e 30 de setembro de 2010.

Fonte: UOL

sábado, 4 de dezembro de 2010

Clérigo paquistanês radical oferece prêmio por morte de cristã

Um clérigo muçulmano paquistanês de linha-dura, pró-Talibã, ofereceu nesta sexta-feira um prêmio a quem matar uma mulher cristã sentenciada à morte por um tribunal pela acusação de ter insultado o Islã.

A sentença contra Asia Bibi provocou um novo debate sobre a lei paquistanesa contra a blasfêmia, que, segundo críticos, é usada para perseguir minorias religiosas, alimentar o extremismo religioso e promover vinganças pessoais. As minorias não-muçulmanas representam mais ou menos 4% dos 170 milhões de habitantes do Paquistão.

Maulana Yousef Qureshi, o imã de uma grande mesquita na cidade de Peshawar, no noroeste do país, ofereceu uma recompensa de US$ 5.800 e aconselhou o governo a evitar qualquer tentativa de modificar ou abolir a lei contra a blasfêmia.

"Resistiremos fortemente a qualquer tentativa de revogar leis que garantem a proteção da santidade do Santo Profeta Maomé", disse Qureshi a uma multidão de islâmicos radicais. "Quem matar Asia receberá 500 mil rúpias de recompensa da Masjid Mohabat Khan", acrescentou, referindo-se à sua mesquita.

Acredita-se que Qureshi não tenha uma grande base de seguidores, mas declarações de clérigos podem provocar reações violentas e complicar os esforços governamentais para combater o extremismo religioso e a militância.

Qureshi, que lidera há décadas a congregação da mesquita Mohabat Khan, do século 17, disse à Reuters mais tarde que está determinado a ver a mulher cristã morta:
- Esperamos que ela seja enforcada. Se isso não acontecer, pediremos aos mujahedins (combatentes islâmicos) e o Talibã a matará.

Bibi, que tem 45 anos e é mãe de quatro filhos, é a primeira mulher a ser sentenciada à morte por causa da lei contra a blasfêmia.

As condenações por blasfêmia são comuns no Paquistão, de maioria muçulmana. Embora a condenação à morte nunca tenha sido executada, já que a maioria das condenações é revogada após recursos, fanáticos e multidões enfurecidas já mataram muitas pessoas acusadas de blasfêmia.

Depois de condenada, Bibi fez um apelo ao presidente Asif Ali Zardari, pedindo para ser perdoada e dizendo que foi acusada injustamente por vizinhos devido a uma briga por motivos pessoais.






Fonte: Terra

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

STF nega Habeas Corpus a pastores da Igreja Universal

Os ministros da 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal negaram, ontem, Habeas Corpus a pastores da Igreja Universal do Reino de Deus acusados do assassinato de um adolescente em Salvador (BA).

A defesa dos pastores evangélicos F.A.S. e J.M pediram a suspensão do processo. Alegaram que a investigação deveria ser considerada nula em função da condução pelo Ministério Público e não pelas autoridades policiais.

A questão sobre o poder de investigação do Ministério Público está para ser analisada pelo plenário da Corte no HC 84.548, impetrado pela defesa de Sérgio Gomes da Silva, conhecido como "Sombra". Ele é acusado de ser o mandante do assassinato do ex-prefeito de Santo André (SP) Celso Daniel. O entendimento da Corte sobre esse processo vai orientar o julgamento de outros semelhantes.

Embora outros processos envolvendo o poder de investigação do Ministério Público estejam sobrestados para aguardar o posicionamento do Plenário sobre a questão, a Turma decidiu analisar o pedido dos pastores da Bahia, devido à peculiaridade do caso.

Ao citar precedentes da Corte, o relator ministro Ricardo Lewandowski lembrou que não está vedado ao Ministério Público, como titular da ação penal, proceder investigações, conforme previsto no artigo 129, incisos VI e VIII, da Constituição Federal.

O ministro Lewandowski observou ainda que, por outro lado, o inquérito policial, por ser peça meramente informativa, não é pressuposto necessário à propositura da ação penal, podendo essa ser embasada em outros elementos.

Durante o julgamento da Turma, o ministro salientou que a investigação não teve início no Ministério Público. Segundo ele, já havia um inquérito policial em curso. “Se até um particular pode juntar peças e obter declarações, por que não o MP”, questionou.

Assim, a Turma rejeitou a argumentação da defesa de que todo o processo seria nulo devido à interferência do Ministério Público. Ficou mantida, então, a ação penal contra os pastores evangélicos por homicídio qualificado e ocultação de cadáver.

Fonte: Consultor Jurídico

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Televangelista admite caso extraconjugal nos EUA

O influente televangelista Marcus Cordeiro revelou na terça-feira que teve um caso com outra mulher há vários anos.

Ele e sua esposa, Joni, que são fundadores da Rede de Televisão Daystar, fizeram o anúncio durante o programa de TV "Celebration." O casal decidiu contar ao público sobre o caso depois que três pessoas ameaçaram levar a história para a mídia, se a Daystar não lhes pagasse $ 7,5 milhões.

"Eles estão tentando levar a nossa dor e transformá-la em seu ganho," disse Marcus Cordeiro, durante a transmissão ao vivo, como relatado pela Associated Press. "Nós não estamos indo tomar o dinheiro de Deus para não sermos humilhados."

Os três indivíduos que tentaram extorquir milhões de dólares do casal não estavam envolvidos e nem foram afetados pelo caso.

Segundo Joni, a relação entre o marido e outra mulher foi algo emocional que, em seguida, tornou-se "inadequado."

Depois que o Senhor a convenceu de que "valia a pena lutar por," Marcus, o casal iniciou um processo de arrependimento, perdão e restauração por meio de aconselhamento pastoral e responsabilidade pessoal.

Joni disse aos telespectadores que o caso não era um segredo que eles estavam se escondendo, mas sim uma questão pessoal a partir do qual foram privados de cura, por recomendação de seus conselheiros espirituais.
"Joni e Marco escolheram revelar a sua história - e não para dar uma desculpa ao pecado, mas sim para celebrar a vitória da graça de Deus e do propósito redentor de suas vidas," lê-se em uma declaração na Daystar.com.

"Isso resultou em uma visão expandida do ministério focando a restauração do casamento entre casais e famílias, que já vem facilitando o um-para-um entre amigos."

Os Lambs começaram sua carreira no ministério de televisão em 1985. Depois de ganharem reconhecimento, passaram a começar a Rede de Televisão Daystar. Atualmente, a Daystar opera mais de 70 estações de televisão nos principais mercados nos Estados Unidos. Sua audiência nos EUA cresceu de 63 a 80 milhões casas no ano passado e transmite para mais de 200 países.

Juntamente com o co-patrocínio do jornal "Celebration" do programa, Marcus Cordeiro viaja pelo mundo regularmente, pregando.

Marcus e Joni residem em Dallas com seus três filhos, Jonathan, Rachel e Rebecca.

Fonte: Christian Post

Silvio Santos recusa propostas de igrejas que queriam comprar horário no SBT

O apresentador Silvio Santos recusou as propostas de várias igrejas que queriam comprar horários na madrugada do SBT.

Até segunda ordem, ele quer manter distância de bispos e pastores que anseiam pelos horários noturnos da emissora.

Mesmo com a crise nas empresas de seu grupo, Silvio está em Los Angeles estudando novos formatos televisivos.

De acordo com um interlocutor dele, o apresentador segue direto para Miami para as festas de fim de ano.

A informação é da coluna Mônica Bergamo, publicada na Folha de São Paulo desta quinta-feira (2).

Fonte: Folha Online

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Cristã iraquiana pede orações

A Portas Abertas Internacional recebeu uma carta de uma cristã iraquiana de Bagdá, falando de seus sentimentos neste momento de tribulação que a comunidade cristã atravessa no Iraque:

“Deus é bom em todo o tempo, e eu quero compartilhar com vocês sobre como nós estamos vivendo em Bagdá. Não estamos bem, desde o ataque a uma das igrejas com a morte de mais de 50 pessoas. Isto gerou medo entre os cristãos. Quando você ouve os relatos de quem estava naquela igreja, não tem como segurar as lágrimas; a situação foi tão grave que sequer podemos imaginar. Nós vemos tudo com o coração, com a mente e com os olhos, o que significa ser cristão. Permanecemos em casa o maior tempo possível, mas, mesmo assim, não podemos proteger nossas famílias dos terroristas. Os extremistas islâmicos continuam a matar cristãos dentro de suas casas usando armas e explosivos.”

“Não estamos indo bem, pois a nossa fé não é grande. Eu ando muito preocupada com a minha igreja, meu povo, e minha família. Naquele mesmo domingo quando eles atacaram a outra igreja, a polícia iraquiana veio até a minha igreja no meio do culto e conversou comigo. O policial me falou: ‘Por favor, parem o culto e mandem as pessoas para casa. Não temos condições de proteger vocês caso aconteça alguma coisa [um ataque terrorista] aconteça. Fujam daqui!’ Eu estive numa situação que fiquei sem saber por um tempo se meus irmãos da igreja seriam feitos reféns ou assassinados, e isto acabou acontecendo na outra igreja.”

“Agora tenho lido a Bíblia de uma maneira diferente da que lia antes. Agora, eu consigo entender mais a Paulo quando ele disse: ‘Tudo que sei é que em cada cidade o Espírito Santo me avisa que prisões e tribulações me aguardam, entretanto, em nada considero a vida valiosa para mim, contanto que eu possa completar a carreira e concluir a obra que o Senhor Jesus me confiou: testemunhar do evangelho da graça de Deus.’ Agora eu pude sentir o que Paulo quis dizer e o que estava no seu coração e nas suas emoções.


Cristianismo sem sofrimento é sem sabor e Deus tem algo muito especial para as nossas igrejas no Iraque. Não sabemos ainda o que é, mas pode bem ser a unidade entre as igrejas. Eu recebi uma mensagem pelo telefone: ‘Tenha muito cuidado, porque eles mataram muitos cristãos hoje. E também estão recolhendo informações sobre cristãos em nosso bairro, tome cuidado!’ Por favor, cubram-nos com orações, peçam ao Senhor para que nos permita sempre falar dEle e de Seu amor, e para que sejamos fiéis a Ele em atos, palavras e orações.

O Natal está chegando, mas a paz ainda não chegou ao Iraque. Orem por nós para que tenhamos um Natal de paz. Deus é muito bom e eu O amo muito. Por favor, orem por mim, para que eu possa novamente dizer como Paulo: ‘Em nada considero a vida valiosa para mim contanto que eu possa completar a carreira e concluir a obra que o Senhor Jesus me confiou: testemunhar do evangelho da graça de Deus.’ Lembremo-nos de Deus o tempo todo.

Que Deus lhes abençoe,
Marta

Fonte: Missão Portas Abertas

Uma igreja do tamanho do Brasil

Às portas do seu centenário, a Assembleia de Deus está em festa. Maior denominação evangélica e segunda instituição religiosa do país em número de fiéis – atrás, apenas, da Igreja Católica Romana –, a Assembleia de Deus (AD) comemora em 2011 um século de existência, trajetória marcada pelo fogo pen tecostal e pelo ardor missionário. Mais popular das confissões protestantes em território nacional, a AD é uma igreja com a cara do Brasil. Presente das grandes cidades aos vilarejos do interior, ela congrega gente de todo tipo, origem e classes sociais; ao mesmo tempo, mantém a ortodoxia doutrinária e a fidelidade às Escrituras que se tornaram sua marca desde que os fundadores, os missionários suecos Gunnar Vingren e Daniel Berg, aportaram em Belém (PA). Daqueles tempos de pioneirismo e perseguição, ficou na alma dos assembleianos a urgência de anunciar o Reino de Deus. Há quase 100 anos, os crentes da denominação só têm colocado mais e mais pedrinhas em sua coroa – é assim que eles, carinhosamente, chamam as almas ganhas para Jesus.

A ocasião festiva já está sendo comemorada em diversos eventos e a agenda vai ficar cheia até 2011. A coordenação do programa do centenário está a cargo da Convenção Geral das Assembléias de Deus do Brasil (CGADB), entidade que congrega mais de 100 mil igrejas e 35 mil pastores. O número exato de fiéis é impossível de mensurar. “Segundo o Censo de 1991, os assembleianos eram 2,4 milhões; já em 2000, 8,1 milhões de pessoas se declararam membros da AD”, lembra o pastor Silas Daniel, diretor de Jornalismo da Casa Publicadora das Assembleias de Deus (CPAD). “Nove anos depois do último Censo, com base não apenas em projeções, mas em dados de crescimento que nos chegam de alguns ministérios regionais, chega-se a um número estimado de 15 milhões.”

“Sal e luz”

A verdadeira dimensão numérica da AD é menos importante do que seu legado. Ao longo do século 20, a denominação exerceu papel fundamental na evangelização do país. “Há décadas as Assembleias de Deus têm feito a diferença em uma sociedade que diariamente perde os referenciais de ética, integridade, vida espiritual e moral”, destaca o pastor José Wellington Bezerra da Costa, presidente da CGADB. Em abril, ele foi reeleito para seu décimo mandato à frente da entidade numa participação recorde, tendo mais de 13 mil ministros eleitores, derrotando o pastor Samuel Câmara. A primeira vice-presidência ficou com o pastor e conferencista Silas Malafaia. “Deus nos chamou para ser sal e luz, e temos obedecido a esse chamado com poder e autoridade. O trabalho dos pioneiros continua em nossos dias, e o Senhor nos proporcionou os meios para fazê-lo da melhor forma possível.”

Sobre as comemorações, Wellington lembra que a história da AD é caracterizada pelo mover divino. “Cem anos não são cem dias. Contamos tempos trabalhosos, de perseguição, de incompreensão contra a nossa fé, e hoje podemos colher os frutos de um evangelismo pacífico e respeitoso em nossa nação. Deus se fez presente conosco, confirmando sua Palavra e acrescentando à igreja os que vão sendo salvos”. A programação começou oficialmente durante a Assembleia Extraordinária da CGADB em Porto Alegre (RS), ano passado. O marco inaugural foi um cerimonial no Hotel Sheraton, na capital gaúcha, com a presença de líderes de quase todas as convenções regionais e de órgãos ligados à igreja. Ali, toda a programação de 2008 a 2011 foi exibida em vídeo. Na ocasião, foi apresentada também a marca do centenário, que representa o número “100” estilizado com uma chama – lembrando o pentecostalismo – e duas alianças entrelaçadas.

Um dos destaques das comemorações é a série de conferências pentecostais que serão promovidas até 2011, uma em cada região do país. “Serão grandes eventos evangelísticos e de renovação espiritual”, descreve José Wellington. Mas o que está motivando os assembleianos do Brasil é mesmo comemorar os cem anos bem ao seu estilo – ou seja, pregando a Palavra a toda criatura. Uma das metas até 2011 é que cada membro leve ao menos uma pessoa à conversão ao Evangelho. Outro desafio é abrir uma congregação da AD em cada município do país. “Queremos que todas as cidades tenham uma igreja da Assembleia de Deus pregando a salvação em Jesus Cristo”, anuncia o dirigente.

A primeira conferência foi realizada no Centro-Oeste, em outubro de 2008, no Grande Templo da AD em Cuiabá (MT). A segunda será na Região Sul, em Curitiba, ainda este ano. Em seguida, será a vez do Nordeste, na cidade de Recife (PE), em junho de 2010; depois, será a vez da Região Norte, com o evento em Belém do Pará, já em junho de 2011, na semana de aniversário de cem anos da denominação no Brasil. Finalmente, em outubro de 2011, será realizada a última conferência, desta vez no Sudeste, na cidade de São Paulo, ocasião em que será inaugurado o novo templo-central da Assembleia de Deus do Belenzinho (SP).

Fonte: Cristianismo Hoje

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Clonagem de igrejas: parece, mas não é

Igrejas e congregações independentes adotam indevidamente nomes de grandes denominações com as quais não mantêm qualquer vínculo.

Um fenômeno decorrente do crescimento do segmento evangélico está chamando a atenção de algumas das mais tradicionais denominações do país. É a clonagem de nomes de igrejas, utilização indevida de marcas tradicionais no meio protestante por instituições sem qualquer ligação com as grandes convenções, cujos nomes utilizam numa tentativa de atrair fiéis e de tirar uma casquinha na credibilidade alheia. Em meio a um crescimento com ares desordenados – só em São Paulo, a cada ano são criadas cerca de 220 novas igrejas evangélicas, algumas das quais não passam de salinhas alugadas nas periferias –, parece cada vez mais difícil normatizar o setor. E o pior é que, além de gente bem intencionada que quer apenas anunciar o Evangelho da salvação, aventureiros pegam carona na tradição de grandes organizações religiosas, prejudicando sua imagem perante o público. No meio das mais de 300 mil igrejas evangélicas que funcionam no Brasil, muitas parecem uma coisa e são outra.

Denominações como a Batista, a Assembleia de Deus e a Presbiteriana são as maiores vítimas da clonagem eclesiástica. Organizadas em convenções nacionais, essas três gigantes, que juntas reúnem milhões de fiéis, estão capilarizadas por todo o território nacional, com uma trajetória cuja origem remonta à segunda metade do século 19 e início dos anos 1900. Mas a placa na entrada não é garantia de legitimidade. Muitas comunidades autônomas, sem qualquer ligação administrativa ou doutrinária com as denominações cujos nomes utilizam, funcionam livremente. Na zona norte do Rio de Janeiro, por exemplo, é possível encontrar a Assembleia de Deus Ministério Renovo e a Igreja Batista Templo de Milagres, que apesar dos nomes não são subordinadas às entidades cujas nomenclaturas adotam.

A clonagem eclesiástica preocupa líderes evangélicos. “Nós estamos acompanhando isso com muita perplexidade, porque essas igrejas estão nos causando grande prejuízo”, diz o pastor José Wellington Bezerra da Costa, presidente da Convenção Geral das Assembleias de Deus do Brasil (CGADB). Reeleito no mês de abril para mais um mandato à frente da maior denominação evangélica nacional, Wellington diz que a Assembleia de Deus é uma das mais afetadas pelo problema, pois acaba tendo seu nome respingado por qualquer atitude errada de religiosos free-lancers. “Muitas vezes, os pastores dessas igrejas não têm boa formação eclesiástica, espiritual, moral e até cultural para o exercício do ministério. Por isso, causam desordem doutrinária em seus púlpitos”, observa.

Um dos principais prejuízos acontece na área financeira. Segundo Wellington, eventuais desmandos ou calotes perpetrados por dirigentes de congregações clonadas sujam o nome da denominação. “Quando precisamos fazer alguma transação ou giro bancário, temos de provar por A mais B que não somos esse tipo de gente”, reclama. O presidente diz que está nos planos da denominação fortalecer seu Corpo Jurídico para acionar a Justiça em alguns casos. “Claro que primeiro tentaremos a via diplomática, solicitando a troca do nome”, adianta.

Fragilização

Para José Carlos da Silva, presidente da Convenção Batista Nacional (CBN) e pastor da Primeira Igreja Batista de Brasília, o que está em jogo é a soberania das denominações. “O uso indevido do nome ‘batista’ por igrejas desvinculadas das entidades que nos representam causa muitos problemas”, aponta. Os crentes batistas brasileiros estão ligados a dois grandes grupos: a CBN, reunindo as igrejas de orientação pentecostal, que surgiu na década de 1960, e a centenária Convenção Batista Brasileira (CBB), de linha tradicional, cada uma delas com mais de um milhão de fiéis. Há ainda entidades menores, como a Igreja Batista Regular e a Igreja Batista Independente. Em comum, explica Silva, todas essas organizações seguem estatutos denominacionais e administrativos, com representatividade através das assembleias gerais, que normatizam o processo de eleição dos líderes. “Ou seja, há prestação de contas.”

No entender do pastor, o processo de abertura indiscriminada de congregações reflete o processo de fragilização da Igreja Evangélica brasileira, “multifacetada e carente de orientação”. Basta uma passeada pelas maiores cidades brasileiras, e até mesmo no interior, para constatar que o mercado da expansão evangélica está a todo vapor. A cada dia, novas comunidades abrem suas portas – e os nomes, por vezes, são curiosos e até esdrúxulos, como Igreja Bailarinas da Valsa Divina ou Assembleia de Deus da Fonte Santa (ver abaixo). Para José Carlos da Silva, tanta originalidade, digamos assim, é uma característica cultural do povo brasileiro. “Normalmente, essas nomenclaturas são escolhidas a partir de experiências místicas, atribuídas a revelações ou sonhos. Expressam tanto ignorância como mau gosto, mas o amor tudo suporta”, resigna-se o presidente da CBN.

Roberto Brasileiro, pastor-presidente do Supremo Concílio da Igreja Presbiteriana do Brasil, também expressa preocupação com essa pulverização e pelo uso indevido do nome de sua denominação por grupos desconhecidos. “Esse fenômeno causa prejuízos para o Evangelho em geral, e traz descrédito e críticas para as igrejas. Mas nós não temos responsabilidade sobre isso”, comenta. O problema é que nomes como os usados pelas grandes denominações já são de domínio público – ou seja, quem os utiliza não comete nenhuma irregularidade do ponto de vista legal. É o que explica o advogado e mestre em direito Gilberto Garcia, especialista na legislação ligada ao funcionamento das instituições religiosas e colunista do portal FolhaGospel. Ele lançou o livro O Novo Código Civil e as Igrejas em 2003, época em que a mudança na lei causou alvoroço entre os pastores. Ele diz que um título como “metodista” pode ser utilizados por qualquer igreja, já que no Brasil é muito fácil abrir uma instituição religiosa. “Nomes como Assembleia de Deus, Igreja Batista ou Igreja Presbiteriana são exemplos de ‘nomes genéricos’, chamados assim por não terem sido registrados em órgãos oficiais na época oportuna.”

Segundo Garcia, depois de devidamente regulamentadas, as igrejas têm direito de personalidade sobre o seu nome, uma novidade implantada pelo novo Código Civil. “Tal direito antes só era reservado aos cidadãos”, acrescenta. “Daí ser praticamente inviável a adoção de providência legal para impedir que alguém adote essas nomenclaturas”. A proteção é assegurada, ressalva o advogado, apenas ao nome específico de uma igreja local, como Primeira Igreja Batista em São Paulo ou Igreja Presbiteriana Central de Brasília, por exemplo. “Cada igreja legalizada tem propriedade sobre seu nome específico, que é protegido contra plágios.”

“Mão torta”

Ainda segundo Gilberto Garcia, o Judiciário não pode fazer muito para frear esse processo. “No prisma legal, a denominação que uma igreja escolhe não traz qualquer embaraço, e o Cartório do Registro Civil das Pessoas Jurídicas não pode, a princípio, impedir o registro do Estatuto Associativo em função da nomenclatura”, explica. A Justiça só pode intervir, e assim mesmo se for provocada, quando o nome ferir o bom senso, os bons costumes e a percepção da sua atuação como instituição espiritual. Ou seja, a questão está sujeita a uma avaliação para lá de subjetiva.

“As igrejas aparecem, se multiplicam e ficam cheias porque oferecem uma mensagem simbólica que atende às demandas das pessoas”, opina o pastor e teólogo Lourenço Stélio Rega, diretor da Faculdade Teológica Batista de São Paulo. Referência evangélica na área da ética cristã – é autor de Dando um jeito no jeitinho: Como ser ético sem deixar de ser brasileiro, lançado em 2000 pela Editora Mundo Cristão –, ele frisa que o crescimento de movimentos evangélicos não o incomoda. “A Bíblia diz que a porta do Reino dos Céus é estreita. A mensagem pura do Evangelho encontra-se na Palavra de Deus.” Para Rega, a maneira certa de diminuir o apelo de igrejas de fachada é o Corpo de Cristo cumprir sua missão com mais seriedade e dar mais ênfase no testemunho pessoal do crente. “Temos que pregar a mensagem pura e simples do Evangelho e ter, como Igreja do Senhor, influência positiva no ambiente em que estivermos implantados”, conclui o teólogo.

Na mesma linha vai o doutor em sociologia Ricardo Mariano. Autor de Neopentecostais – Sociologia do neopentecostalismo, ele é um dos maiores especialistas brasileiros no fenômeno evangélico e acredita que as igrejas-clone são muito pequenas para prejudicar seriamente denominações de grande porte. “Isso não vai atrapalhar um movimento religioso ascendente, que já envolve mais de 40 milhões de brasileiros”, acredita. José Wellington aposta na semeadura do Evangelho: “Ainda que muitas vezes pregada por pessoas despreparadas, os brasileiros estão sendo apresentados à Palavra de Deus. O agente pode ter mão torta, mas se a semente cair, ela vai brotar. Na hora de passar a peneira, Deus passa.”

Entre o público e o privado

O advogado Gilberto Garcia, especializado em direito civil e na legislação que rege as entidades religiosas, respondeu a algumas perguntas de CRISTIANISMO HOJE sobre o processo de abertura de igrejas:

CRISTIANISMO HOJE – O que é preciso para se abrir uma igreja no Brasil?

GILBERTO GARCIA – A organização religiosa é uma entidade associativa, uma pessoa jurídica de direito privado. Para funcionar, ela precisa averbar seu Estatuto Associativo no Cartório do Registro Civil de Pessoas Jurídicas. Em seguida, os responsáveis devem providenciar o registro na Receita Federal, obtendo assim o Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ). É preciso, ainda, obter o certificado de vistoria do Corpo de Bombeiros para o templo, e em alguns casos, alvará, fornecido pela prefeitura local.

Existe algum tipo de controle ou exigência sobre quem será o titular da nova igreja?

Compete exclusivamente à igreja local, convenção, denominação ou grupo religioso estabelecer os critérios para que uma pessoa se torne um pastor – ou evangelista, presbítero, diácono, bispo, apóstolo... Não há qualquer controle público sobre isso, em função da liberdade religiosa consagrada pela Constituição Federal. Entretanto, se o dirigente vai assumir a presidência de uma organização religiosa – seja qual for sua confissão de fé – juntamente com a posição de líder religioso, ele precisa, de acordo com o Código Civil, ser civilmente capaz, e ainda, não ter qualquer pendência fiscal com a Receita. Também precisa comprovar que não foi condenada em processo criminal, através de certidões oficiais.

As entidades denominacionais não podem exercer um controle efetivo sobre a abertura de novas igrejas, sobretudo aquelas que utilizarão indevidamente nomenclaturas já consagradas?

As denominações históricas não têm qualquer controle sobre a abertura de igrejas com seus nomes, pois nomenclaturas como Assembleia de Deus, Batista ou Presbiteriana são consideradas de domínio público, não havendo qualquer ilegalidade em sua utilização de modo genérico. O que não se pode é utilizar o nome de uma igreja local que tenha sido registrada, por exemplo, como Assembléia de Deus em Goiás ou Igreja Batista em São Paulo. No caso das igrejas locais, seus membros podem adotar medidas legais cabíveis para impedir, inclusive judicialmente, a utilização do nome especifico, sob as penas da lei.

Para todos os gostos

O que um visitante desavisado diria ao ser convidado para assistir a um culto na Igreja Bailarinas da Valsa Divina? Ou que impacto pode ter sobre a vida de um crente carnal o ministério da Igreja Evangélica Pentecostal Jesus Vem, Se não Vigiar Você Fica Fora? Igrejas com nomes curiosos ou bizarros são cada vez mais comuns no Brasil. A jornalista Luciana Maz zarelli, de São Paulo, está preparando um livro sobre o assunto. Ela se diz surpresa com a criatividade dos pastores. “Em alguns casos, eles conseguem unir no mesmo nome palavras antagônicas, como Igreja Evangélica Muçulmana Javé É Pai”, diverte-se. No entanto, o objetivo de sua pesquisa – feita na maioria das vezes in loco, palmilhando ruas de periferias e bairros populares – não é ridicularizar ninguém, e sim, mostrar a diversidade de interpretações bíblicas e liturgias: “O fenômeno tem um lado positivo, pois assim o propósito de levar o Evangelho a todos os lugares está sendo cumprido”, explica Luciana. “Hoje em dia ninguém deixa de ir à igreja por falta de opção. Temos igrejas para cada tribo: surfistas, motociclistas, artistas... enfim, é igreja para todos os gostos”. Conheça algumas dessas congregações cuja originalidade já começa pelo nome:

. Assembleia de Deus do Azeite Quente
. Igreja da Bênção Mundial Fogo de Poder
. Igreja Batista Templo de Milagres
. Igreja Chave do Éden
. Igreja do Amor Maior que Outra Força
. Cruzada Evangélica do Ministério de Jeová, Deus do Fogo
. Igreja Bailarinas da Valsa Divina
. Igreja das Sete Trombetas do Apocalipse
. Igreja de Deus da Profecia (no Brasil e América do Sul)
. Igreja Cenáculo de Oração Jesus Está Voltando
. Igreja Pentecostal Subimos com Jesus
. Igreja Evangélica Pentecostal Jesus Vem,
. Se Não Vigiar Você Fica Fora (IEPJVSNVVFF)
. Igreja Evangélica Arca de Noé
. Rancho dos Profetas
. Igreja Asas de Águia – Visão Além do Alcance
. Igreja Evangélica Pentecostal Quero Te Ver na Glória
. Igreja do Cavaleiro do Cavalo Branco do Apocalipse 6.2
. Igreja da Ressurreição dos Mortos

Fonte: Cristianismo Hoje

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Rede TV quer eliminar evangélicos da programação até 2015

Enquanto algumas emissoras abrem espaço para a grade religiosa, outras reduzem como, por exemplo, a Rede TV.

A Rede TV! estipulou em seu planejamento estratégico que eliminará, até 2015, a venda de espaços na programação para grupos evangélicos.

Já o SBT, que antes rejeitava a hipótese, agora aceita conversar. Este mês, Silas Malafaia esteve com Guilherme Stoliar, superintendente comercial do SBT. Propôs um programa diário noturno.

R.R Soares e Valdemiro Santiago também apresentaram ideias semelhantes recentemente. A tendência é o SBT aceitar (se aceitar) apenas uma delas.

Fonte: Veja

Pastor em Porto dos Gauchos vai pagar um salário por invasão de hospital

O pastor Joel de Jesus, da Igreja Assembléia de Deus de Porto dos Gaúchos vai pagar um salário mínimo, hoje no valor de R$ 510,00, por ter forçado a entrada em um hospital da cidade para visitar uma paciente sem autorização da família e também fora do horário de visitas. Ele permaneceu pouco tempo no quarto e saiu pelos fundos depois que a Polícia foi chamada. A queixa contra o religioso foi firmada pelo médico Ricardo Felipe, que se encontrava de plantão. Ele é diretor clínico da instituição.

Pastor Joel terá que recolher o dinheiro em favor do Presídio Municipal, conforme entendimentos firmado pela promotora Roberta Cheregatti, como pena alternativa. A denúncia do médico foi baseada no artigo 330, da Lei 9.982/00, que pune quem desobedecer a ordem legal de funcionário público com detenção, de quinze dias a seis meses, e multa.

“Eu me dou por satisfeito, o que importa não é a pena, o importante é não deixarmos que esse mau exemplo prevaleça, ainda mais vindo de uma pessoa que exerce uma posição de liderança" - ela frisou. Tentei por duas vezes conversar com o pastor e resolver amigavelmente, porem ele não compareceu nas reuniões mandando representantes em seu lugar, diante disso não tive alternativa a não ser manter a queixa”, ponderou o doutor Ricardo.
Porto Noticias

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Pastor que propôs queimar o Alcorão faz protesto antimesquita em NY

O pastor Terry Jones fez uma manifestação no local onde se pretende construir uma mesquita e disse não ter nada contra muçulmanos pacíficos.

O pastor da Flórida que recuou de uma campanha para queimar cópias do Alcorão em 11 de setembro liderou algumas dezenas de manifestantes nesta terça-feira até o local onde se pretende construir uma mesquita, perto do Marco Zero, em Nova York.

Terry Jones expressou simpatia pelas famílias das vítimas dos atentados terroristas de 2001. Ele também falou contra o radicalismo islâmico, o qual culpou pelas mortes no ataque de 11/9.

Jones disse não saber se as pessoas que planejam a construção do centro cultural e da mesquita são radicais, no entanto.

Ele disse esperar que eles escolham não construir a mesquita ali, da mesma forma que ele decidiu não queimar o livro sagrado do Islã.

Ele disse não ter nada contra muçulmanos pacíficos.

Alguns dos manifestantes junto com Jones se identificaram como cristãos do Egito, e disseram ter fugido de perseguições por causa de sua religião.

Fonte: Folha Online

Após batismo evangélico, adolescente morre afogado

O adolescente participou da cerimônia de batismo e depois voltou ao mar para brincar, quando desapareceu.

Um adolescente de 14 anos, identificado como Fabrício Evangelista dos Santos, morreu afogado na Praia de Atalaia, na direção da Passarela do Caranguejo, em Aracaju, após a realização de uma cerimônia de batismo evangélico. O corpo de jovem, que estava desaparecido desde domingo, 14, foi encontrado na manhã desta terça-feira,16, por uma equipe do Grupamento Marítimo do Corpo de Bombeiros.

Segundo informações repassadas por populares que presenciaram a trágica cena, Fabrício havia participado da cerimônia de batismo de uma igreja evangélica que sua família freqüenta. Após a cerimônia, o jovem voltou ao mar para brincar com um colega quando misteriosamente desapareceu.

Enquanto as buscas eram realizadas, um grupo de integrantes da igreja evangélica junto da família do adolescente permaneceu em oração, com a íntima esperança de ver o jovem ainda com vida. O corpo de Fabrício foi levado para o Instituto Médico Legal para necropsia e a posterior liberação para sepultamento.

Fonte: Alagoas 24 Horas

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Cristão é atacado brutalmente por seis homens

Seis homens agrediram brutalmente um obreiro da Gopel for Asia em 17 de outubro no Nepal. O acusado de blasfêmia contra os deuses tradicionais é Indra Rai Waglan.

Ele também foi acusado de forçar todos os membros de duas famílias a se converterem ao cristianismo.

Indra e um cristão idoso viajavam para uma aldeia vizinha onde realizariam uma reunião de oração quando o ataque aconteceu. Os agressores o deixaram inconsciente ao lado da estrada. Mais tarde o obreiro foi capaz de obter tratamento médico, já que teve uma costela quebrada e hematomas por todo o corpo.

A polícia identificou e acusou seis homens pelo ataque. O caso está perante o tribunal.

Pedidos de oração:

• Ore pela comunidade de Indra, para que não tenham medo de ataques mas permaneçam confiantes no cuidado do Senhor.
• Ore pela cura de Indra; ore também pela sua família para manter firme sua fé em Cristo.
• Ore pelos seis agressores, para receberem a graça do Senhor e aceitá-Lo como seu Salvador.

Fonte: Missão Portas Abertas

Traficante monta laboratório de drogas em cima de igreja evangélica

O traficante Flancilio Gomes da Silva montou um laboratório de refino de drogas numa igreja em São Bernardo do Campo, no Grande ABC.

Um traficante montou um laboratório de refino de drogas no andar superior de uma igreja evangélica na Avenida Cláudia, no bairro Jardim Cláudia em São Bernardo do Campo, no Grande ABC.

A polícia descobriu o esquema orquestrado Flancilio Gomes da Silva, conhecido como o Baianinho do Cláudia, de 44 anos, na tarde desta quarta-feira, 10.

De acordo com o Departamento de Investigações sobre Crime Organizado (Deic), responsável pelo desmonte do esquema, no andar alugado foram apreendidos pasta de coca, papelotes de cocaína, porções de maconha, e toda a estrutura para refinar entorpecentes como produtos químicos, luzes, panelas e liquidificador industrial.

O Deic investigava as atividades de Silva há 30 dias. O traficante foi preso ao deixar o imóvel. Segundo o delegado Márcio Martins Mathias, ele apresentava passagem anterior por tráfico de drogas.

Fonte: Estadão

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Filósofos encontram novos argumentos para defender a existência de Deus

Pesquisadores e filósofos prosseguem na tradição de encontrar exemplos da “assinatura de Deus” nos sistemas biológicos para rebater o chamado novo ateísmo.

Nos últimos tempos, o mercado literário tem sido inundado por títulos defendendo o ateísmo. Boa parte deles viraram best-sellers – caso de Deus, um delírio, de Richard Dawkins, o mais ruidoso lançamento recente nesta linha. Pode-se supor, à primeira vista, que seja impossível aos pensadores modernos defender intelectualmente a existência de Deus. Todavia, um exame rápido nos livros do próprio Dawkins, bem como de autores como Sam Harris e Christopher Hitchens, entre outros, revela que o chamado novo ateísmo não possui base intelectual e deixa de lado a revolução ocorrida na filosofia anglo-americana. Tais obras refletem mais a pseudociência de uma geração anterior do que retratam o cenário intelectual contemporâneo.

O ápice cultural dessa geração aconteceu em 8 de abril de 1966. Naquela ocasião, o principal artigo da revista Time um dos maiores semanários da imprensa americana, foi apresentado numa capa completamente preta, com três palavras destacadas em vermelho: “Deus está morto?”. A história contava a suposta “morte” de Deus, movimento corrente na teologia naquela época. Porém, usando as palavras de Mark Twain, a notícia do “falecimento” do Senhor foi prematura. Ao mesmo tempo em que teólogos escreviam o obituário divino, uma nova geração de filósofos redescobria a vitalidade de Deus.

Para entender melhor a questão, é preciso fazer uma pequena digressão. Nas décadas de 1940 e 50, muitos filósofos acreditavam que falar sobre Deus era inútil – aliás, verdadeira tolice –, já que não há como provar a existência dele pelos cinco sentidos humanos. Essa tendência à verificação acabou se desfazendo, em parte porque os filósofos descobriram simplesmente que não havia como verificar a verificação! Esse foi o evento filosófico mais importante do século 20. O fim do império da verificação libertou os filósofos para voltarem a tratar de problemas tradicionais que haviam sido deixados de lado.

Com o renascimento do interesse nas questões empíricas tradicionais, sucedeu algo que ninguém havia previsto: o renascimento da filosofia cristã. A mudança começou, provavelmente, em 1967, com a publicação de livro God and Other Minds: A Study of the Rational Justification of Belief in God (“Deus e outras mentes: um estudo sobre a justificação racional da crença em Deus”), de Alvin Plantinga. Seguiram-se a ele vários filósofos cristãos, que militaram escrevendo em jornais eruditos, participando de conferências e publicando suas obras nas melhores editoras acadêmicas. Como resultado, a aparência da filosofia anglo-americana se transformou. Embora talvez ainda seja o ponto de vista dominante nas universidades americanas, o ateísmo hoje é uma filosofia em retirada.

Em um artigo recente, o filósofo Quentin Smith, da Universidade Western Michigan, lamentou o que chama de “dessecularização” da academia, que no seu entender evoluiu nos departamentos de filosofia desde o fim dos anos 60. Ele se queixa da passividade dos naturalistas diante da onda de “teístas inteligentes e talentosos que entram na academia hoje”. E conclui: “Deus não está morto na academia; voltou à vida no fim da década de 60 e hoje está vivo em sua última fortaleza acadêmica – os departamentos de filosofia”.

Teologia natural

O renascimento da filosofia cristã foi acompanhado pelo ressurgimento do interesse na teologia natural, ramo que tenta provar a existência de Deus sem usar a revelação divina. O alvo dessa teologia natural é justificar uma visão de mundo teísta ampla, que é comum entre cristãos, judeus e muçulmanos – e, claro, deístas. Embora poucos os considerem provas atraentes da existência de Yahweh dos cristãos, todos os argumentos tradicionais a favor da veracidade de Deus, além de alguns novos, encontram hoje defensores hábeis.

O argumento cronológico, por exemplo, defende que tudo o que existe tem uma explicação para sua existência, seja na necessidade de sua natureza ou em uma causa externa. E, se há uma explicação para a existência do universo, essa é a existência de Deus. Trata-se de um argumento com validade lógica, já que uma causa externa para o universo tem de estar além do espaço e do tempo; portanto, não pode ser física nem material. O argumento cronológico é defendido por estudiosos como Alexander Pruss, Timothy O’Connor, Stephen Davis, Robert Knoos e Richard Swinburne, entre outros.

Já o argumento cosmológico considera que tudo que começa a existir tem uma causa; portanto, se o universo passou à existência, também ele tem uma causa. Stuart Hackett, David Oderberg, Mark Nowacki e eu, particularmente, o defendemos. A premissa básica com certeza parece mais plausível do que sua negativa – afinal, acreditar que as coisas simplesmente comecem a existir sem uma causa é pior do que acreditar em mágica. Ainda assim, é surpreendente o número de ateus que evitam tal explicação. Tradicionalmente, os ateus defendem a eternidade do universo. Há, porém, muitos motivos, tanto filosóficos quanto científicos, para duvidar dessa eternidade. Para a filosofia, por exemplo, a idéia de passado infinito é absurda; se o universo nunca teve início, então o número de eventos históricos é infinito. Essa idéia é muito paradoxal, e, além disso, levanta um problema: como o evento presente poderia acontecer se houvesse um número infinito de eventos para acontecer antes?

Além do mais, uma série notável de descobertas astronômicas e astrofísicas do século passado conferiu nova vida ao argumento cosmológico. Temos, hoje, evidências bem fortes de que o universo não é eterno no passado, mas que teve um início absoluto há cerca de 13,7 bilhões de anos, em um cataclismo conhecido como Big Bang. Esta tese é espantosa porque representa a origem do universo a partir de praticamente nada – afinal, toda matéria e energia, inclusive o espaço e o tempo físicos, teriam derivado dele. Os recentes experimentos com o LHC, o mega-acelerador de partículas instalado nos Alpes suíços, caminham justamente nesta direção. Alguns cosmólogos até tentaram fabricar teorias alternativas para fugir a esse início absoluto – porém, nenhuma delas foi aceita pela comunidade científica.

Em 2003, os cosmólogos Arvind Borde, Alan Guth e Alexander Vilenkin conseguiram provar que qualquer universo que exista, em estado de expansão como o nosso, não pode ter passado eterno; mas teve, necessariamente, um início absoluto. “Os cosmólogos não podem mais se esconder atrás da possibilidade de um universo com passado eterno”, diz Vilenkin. “Não há como fugir – eles têm de encarar o problema do início cósmico”. Segue-se, então, que precisa ter havido uma causa transcendente que trouxe o universo à existência. Uma causa plausível no tempo, acima do espaço, e portanto, imaterial e pessoal.

“Assinatura de Deus”

Resta o argumento teológico. Este permanece firme como sempre, defendido, em várias formas, por gente como Robin Collins, John Leslie, Paul Davies, William Dembski e Michael Denton. Ultimamente, com o movimento denominado Projeto Inteligente, boa parte destes pesquisadores prosseguem na tradição de encontrar exemplos da “assinatura de Deus” nos sistemas biológicos. Todavia, o ponto sensível da discussão enfoca a recente descoberta da sintonia do cosmos com a vida. Essa sintonia assume dois aspectos – primeiro, porque quando as leis da natureza são expressas em equações matemáticas, como a da gravidade, apresentam certas constante. Logo, não determinam esses valores. Segundo, há certas variantes arbitrárias que fazem parte das condições iniciais do universo – a quantidade de entropia, por exemplo. Essas constantes e quantidades se encaixam em um alcance extraordinariamente pequeno de valores que permitem a existência de vida. Se fossem alteradas em valor inferior ao da grossura de um fio de cabelo, o equilíbrio que permite a existência e sustentação da vida seria destruído – ou seja, não haveria vida.

A essência dessa argumentação é de que a existência do universo, tal qual o conhecemos, decorre do acaso ou de um projeto. Quanto ao acaso, teóricos contemporâneos cada vez mais reconhecem que as evidências contra a sintonia são quase insuperáveis, a não ser quese esteja pronto a aceitar a hipótese especulativa de o nosso universo ser apenas um membro de um hipotético conjunto infinito e aleatório de universos. Nesse conjunto, pode-se imaginar qualquer tipo de mundo físico, e obviamente só encontraríamos um onde as constantes e quantidades são compatíveis com nossa existência.

Claro que todos esses argumentos são objeto de réplicas e contra-réplicas – e ninguém imagina que algum dia se chegará a consenso. Na verdade, há sinais de que o gigante adormecido do ateísmo, após um período de passividade, vai despertando de suasoneca e entrando na briga. J. Howard Sobel e Graham Oppy escreveram livros grandes e eruditos criticando os argumentos da teologia natural, e a Cambridge University Press lançou Companion to Atheism (“Companheiro do ateísmo”) no ano passado. De toda forma, a simples presença do debate na academia prova como é saudável e vibrante a visão de mundo teísta hoje.

Relativismo

Muita gente pode pensar que a reaparição da teologia natural em nossos dias seja apenas trabalho desperdiçado. Afinal, não vivemos em uma cultura pós-moderna, onde o apelo a argumentos apologéticos como esses deixaram de ser eficazes? Hoje, não se espera mais que argumentos para defender o teísmo funcionem. Não por outra razão, cada vez mais cristãos apenas compartilham sua história e convidam outros a participar dela.

Esse tipo de raciocínio carrega um diagnóstico errado, desastroso para a cultura contemporânea. A suposição de que vivemos em uma cultura pós-moderna não passa de mito. Na verdade, esse tipo de cultura é impossível; não poderíamos viver nela. Ninguém é relativista quando se trata de ciência, engenharia e tecnologia – o relativismo é seletivo, só surge quando o assunto é religião e ética. Mas é claro que isso não é pós-modernismo; é modernismo! Não passa do antigo verificacionismo, que sustentava que tudo que não se pode testar com os cinco sentidos é uma questão de preferência pessoal.

Fato é que vivemos em uma cultura que continua profundamente modernista. Se não for assim, não haverá explicação para a popularidade do novo ateísmo. Dawkins e sua turma são inegavelmente modernistas e até científicos em sua abordagem. Na leitura pós-modernista da cultura contemporânea, seus livros deveriam ter sido como água sobre pedra – porém, as pessoas os agarram ansiosas, convictas de que a fé religiosa é tolice.
Sob essa ótica, adequar o Evangelho à cultura pós-moderna leva à derrota. Deixando de lado as armas da lógica e da evidência, deixaremos o modernismo nos vencer. Se a Igreja adotar esse curso de ação, a próxima geração sofrerá conseqüências catastróficas. O cristianismo se tornará apenas mais uma voz em meio a uma cacofonia de vozes que competem entre si – cada uma apresentando sua narrativa e alegando ser a verdade objetiva sobre a realidade. Enquanto isso, o naturalismo científico continuará a moldar a visão da cultura sobre como o mundo realmente é.

Uma teologia natural consistente é bem necessária para que a sociedade ocidental ouça bem o Evangelho. Em geral, a cultura do Ocidente é profundamente pós-cristã – e este estado de coisas é fruto do iluminismo, que introduziu o fermento do secularismo na cultura européia. Hoje, esse fermento permeia toda a sociedade ocidental. Enquanto a maioria dos pensadores originais do iluminismo eram teístas, os intelectuais de hoje, majoritariamente, consideram o conhecimento teológico impossível. Aquele que se dedica ao raciocínio sem vacilar até o fim acabará ateísta – ou, na melhor das hipóteses, agnóstico.

Entender nossa cultura da forma correta é importante, porque o Evangelho nunca é ouvido isoladamente, mas sempre no cenário da cultura corrente. Uma pessoa que cresce em ambiente cultural que vê o cristianismo como opção viável estará aberta ao Evangelho – mas, neste caso, tanto faz falar aos secularistas sobre fadas, duendes ou Jesus Cristo! Cristãos que depreciam a teologia natural porque “ninguém se converte com argumentos intelectuais” têm a mente fechada. O valor dessa teologia vai muito além dos contatos evangelísticos imediatos. Ao passo que avançamos no século 21, a teologia natural será cada vez mais relevante e vital na preparação das pessoas para receberem o Evangelho. É tarefa mais ampla da apologética cristã, incluindo a teologia natural, ajudar a criar e sustentar um ambiente cultural em que o Evangelho seja ouvido como opção intelectual viável para pessoas que pensam. Com isso, lhes será conferida permissão intelectual para crer quando seu coração for tocado.

Fonte: Cristianismo Hoje

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Pastor preso por denunciar relação entre líder da Assembleia de Deus e Rev. Moon

O pastor Enoque Lima foi preso após denunciar ligações entre o bispo Manoel Ferreira , líder da Assembleia de Deus Ministério Madureira, com o Rev. Moon, líder da Igreja da Unificação.

Pastor Enoque Lima foi preso nesta última sexta-feira, após suas denúncias sobre a relação entre o presidente da Assembléia de Deus Madureira e o líder da Igreja Unificação, o Rev. Moon.

O advogado evangélico que está entrando em contato com a família do pastor, Dr. Zenóbio Fonseca, afirmou que a prisão foi feita de forma ilegal.

“O Pastor Enoque é um homem correto, honrado e a sua prisão tem correlação direta com a denúncia que ele fez sobre o reverendo Moon e o Bispo Manoel Ferreira. O pastor Enoque é membro da Assembléia de Deus e está sofrendo perseguição religiosa, ataque contra a sua liberdade de expressão e informação garantida pela Constituição Federal”.

Pastor Enoque denunciava a ligação do Bispo Manoel Ferreira, presidente da Assembléia de Deus Ministério Madureira, com o Rev. Moon, líder da Igreja Unificação – considerada seita. Sua esposa acredita que a prisão tem relação com Manoel Ferreira.

Júlio Severo, em seu blog cristão, informa que recebeu um comunicado da esposa de Enoque, dizendo que ele a teria telefonado para informar sobre a sua prisão.

Segundo denúncias em seu blog, Ferreira havia tido relações com o Rev. Moon, da seita Igreja da Unificação. “Nessas denúncias, meu blog sempre usou vídeos preparados pelo Pr. Lima,” disse Júlio.

O pastor em uma carta disse que desejava esclarecer dúvidas e “explicar o uso de minhas atribuições como ministro do evangelho no exposto e comentado ‘Caso Moon Ferreira’ na internet.”

“Nossa mente vai rejeitar aquilo que não entendemos ou não compreendemos e DEUS não tem obrigação de nos explicar tudo, nem nós podemos nos cobrar saber de tudo, o que não podemos ser é omissos quanto à verdade dos fatos. Por isso realizei uma profunda pesquisa sobre o assunto, encontrei fatos estranhos que de imediato nos parece apostasia e heresia,” expressou Pastor Enoque na carta.

Enoque expôs o “Caso Moon Ferreira” na Internet (youtube), que se refere a vídeos com a pessoa do bispo Manoel Ferreira e seu envolvimento com a seita da Unificação e o Reverendo Moon.

Segundo ele, os vídeos do ‘Caso Moon Ferreira 2010 bispo na Coréia são as provas da associação entre o líder principal da Assembléia de Deus Ministério Madureira, bispo Manoel Ferreira, e o reverendo Moon, líder da seita "Igreja da Unificação," da Coréia do Sul. Os vídeos foram editados e postados por ele.

Em sua carta ele fala sobre o vídeo ‘Caso Moon Ferreira 2010,’ que mostrou o bispo Manoel Ferreira em alguns eventos relacionados à seita, conferindo a benção em uma cerimônia religiosa (casamento místico espiritual) na Igreja do reverendo Moon, em sua sede mundial na Coréia do Sul. Além disso, ele afirma que “ao contrário do que possa parecer, este não é um evento ordinário na liturgia do grupo, mas um dos eventos mais importantes para os membros da seita, pois é através do casamento místico e espiritual que os fiéis se tornam filhos espirituais do reverendo Moon.”

Ele descreveu ainda a Igreja da Unificação, dizendo que ela “é uma seita fundada por Sun Myung Moon, o qual teria nascido para completar a salvação dos homens, sendo ele mesmo a concretização da segunda vinda de Cristo.”

“Em síntese, o grupo afirma que Jesus fracassou em sua primeira vinda e cabe ao reverendo Moon completar sua missão, redimindo a humanidade. De acordo com a teologia do Moonismo, o destino final dos homens é serem casados e terem uma família perfeita. Isso porém não pode atualmente se realizar por que Jesus falhou, e assim não executou a salvação completa,” finalizou ele.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Promotoria pode pedir quebra de sigilo da Igreja Universal

Superior Tribunal de Justiça autoriza solicitação de informações bancárias da igreja aos EUA com base em tratado

O Ministério Público de São Paulo poderá pedir aos EUA a quebra de sigilo bancário de membros da Igreja Universal do Reino de Deus.

O ministro Ari Pargendler, presidente do STJ (Superior Tribunal de Justiça), reviu sua decisão anterior, que mantinha o impedimento determinado pelo presidente do Tribunal de Justiça de SP, Antonio Carlos Viana Santos.

O caso tem origem em inquérito civil instaurado pelo promotor Saad Mazloum, de São Paulo, para apurar suspeitas de irregularidades praticadas por membros da Iurd. Ele solicitara as informações bancárias com base no Tratado de Assistência Legal Mútua entre Brasil e EUA.

A igreja pediu a cassação dessa medida, sob o argumento de que a quebra de sigilo bancário depende de prévia autorização judicial.

A juíza de direito Maria Gabriella Pavlópoulos Spaolonzi concedeu a ordem. O Ministério Público recorreu, pedindo a suspensão da sentença, o que foi indeferido pelo presidente do TJ-SP.

Para ele, a documentação bancária obtida sem respeitar às formalidades da lei seria imprestável como prova.

Em agosto, Saad Mazloum afirmou à Folha que centenas de casos de lavagem de dinheiro poderiam ser anulados se prevalecesse o entendimento de que um promotor não pode fazer pedidos diretos aos Estados Unidos.

Na decisão anterior, Pargendler afirmou que "a autoridade brasileira não pode obter, no exterior, pela via de colaboração jurídica internacional, o que lhe está vedado, no exercício da competência própria, no país".

O procurador da República Vladimir Aras, avaliou, naquela ocasião, que se a decisão do tribunal paulista fosse mantida pelo STJ, significaria "ampliar a jurisdição do país para além das fronteiras internacionais".

Ao reconsiderar sua decisão, Pargendler ponderou que a cooperação internacional tem caráter de solicitação, não depende da legislação do Estado requerido.

Ação contra bispo será transferida

O processo em que o líder da Igreja Universal, Edir Macedo, e outras nove pessoas foram acusadas de crimes de lavagem de dinheiro no exterior será transferido para a Justiça Federal, que vai receber os autos da causa e recomeçá-la do zero. O Tribunal de Justiça de SP anulou o processo porque tal ação é da competência da Justiça Federal. O Ministério Público Estadual estuda se vai recorrer.

Fonte: Folha de São Paulo

Silas Malafaia quer lugar ao Sol no SBT

O apresentador Ratinho estaria articulando encontro do pastor com diretora-geral do SBT para conseguir um programa em horário nobre.

De acordo com o jornalista Lauro Jardim, colunista no site Veja.com, a negociação está sendo articulada pelo apresentador Ratinho, que viabilizará um encontro do pastor com Daniela Beyruti, diretora-geral do SBT e uma das filhas de Silvio Santos.

A ideia é veicular um programa evangélico em horário nobre, assim como a Band faz com o "Show da Fé", do missionário R.R. Soares. Atualmente, a Igreja Assembleia de Deus exibe seu programa, o "Vitória em Cristo", em várias emissoras, como a Band, a RedeTV! e a CNT.

Essa não é a primeira vez que um líder de igreja evangélica tentar comprar horários no SBT. Recentemente, R.R. Soares fez proposta para ocupar horários no canal de Silvio Santos. Caso o SBT aceite a tentadora proposta da igreja de Malafaia, a Globo se tornará a única das grandes emissoras sem a veiculação de programas evangélicos em sua grade de programação.

Fonte: Creio

Seleção não é lugar para pregação, diz Mano Menezes

O técnico Mano Menezes comentou em entrevista exclusiva ao Terra sobre o assunto religião dentro da Seleção Brasileira.

O treinador afirmou que não proibirá que os jogadores cultuem suas crenças, mas que não aceitará imposições de crenças no grupo.

Durante a Copa do Mundo de 2010, o pastor Anselmo Alves, 51 anos, espécie de guru oficial do time nacional desde a Copa de 2002, esteve presente dentro do grupo de Dunga.

“Recebi por interesse de ir atrás do que tinha se passado (em 2010). Tem que se cuidar muito com quem você vai buscar essas informações. Mas eu tenho uma linha de conduzir nesse assunto delicado de maneira muito clara. Nem no clube nem na Seleção é lugar de pregação”, disse Mano.

“Pode cultuar a sua crença dentro do respeito e limite de cada um. Não vai lá convencer ninguém. Você respeita e cultua a sua”, completou o treinador da equipe verde e amarela.

O assunto sempre foi um tema que gerou polêmica. Em 2002, diversos jogadores comemoraram o título mundial com camisas em que exaltavam Jesus. A Fifa, inclusive, determinou a proibição de manifestações religiosas nas comemorações de suas competições.

Depois da Copa do Mundo de 2006, houve alguns boatos que teria acontecido um racha durante o Mundial entre os jogadores evangélicos e o resto do grupo. Fato desmentido pelo zagueiro Lúcio antes da Copa na África do Sul.

Fonte: Terra

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Dilma se compromete com evangélicos a vetar teses históricas do PT

Dilma Rousseff se comprometeu ontem com evangélicos a negar ampliação de direito ao aborto, casamento homossexual e novo registro civil para transexuais.

Na luta para garantir o voto dos eleitores evangélicos, a candidata do PT, Dilma Rousseff, comprometeu-se a vetar questões polêmicas previstas no Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3), que foi montado dentro do próprio governo.

Entre os itens que prometeu vetar, caso eleita, estão a ampliação do direito ao aborto, o casamento de pessoas do mesmo sexo e a mudança no registro civil para transexuais. Disse ainda que respeitará a livre organização religiosa e os cultos evangélicos. Para reforçar o compromisso, a campanha de Dilma estuda a divulgação de uma carta.

Fruto de seguidas conferências de direitos humanos - uma marca dos governos do PT -, até agora o PNDH-3 vinha sofrendo críticas por prever o controle social dos meios de comunicação e a revisão na Lei da Anistia, mas nunca havia sido atacado por um ex-ministro do atual governo. E com a importância de Dilma.

Em resposta às promessas da candidata, de que questões como o aborto, a fé e o homossexualismo não devem fazer parte da política do governo, 51 representantes de Igrejas Evangélicas que se reuniram com Dilma e com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante o almoço, ontem, disseram que a partir de sábado vão anunciar o apoio à petista em seus templos e cultos.

Dilma tem razão para ceder tanto aos evangélicos, a ponto de abjurar de parte do Programa de Direitos Humanos. De acordo com o pastor Ivanir de Moura, presidente da Federação Evangélica de Santa Catarina, hoje os evangélicos são cerca de 50 milhões, detendo por volta de 25 milhões a 30 milhões de votos.

Passagem secreta

Lula também contribuiu para convencer os evangélicos a apoiar Dilma. Sem alarde, o presidente deixou o Palácio do Planalto e foi até o hotel onde ocorria o encontro entre Dilma e os líderes religiosos. Entrou por uma passagem longe dos olhos dos repórteres. No encontro, disse que em seu governo nunca as igrejas tiveram tanta liberdade de culto. E lembrou veto seu ao artigo de uma lei que restringia as preces em voz alta durante os cultos, por considerá-las poluição sonora.

Lula disse também aos evangélicos que não acreditassem que Dilma seria favorável ao aborto. "Todo mundo se lembra que tanto em 2002 quanto em 2006 eu fui vítima de boatos e preconceitos. E nunca houve tanta liberdade quanto em meu governo", disse o presidente.

O reverendo Guilhermino Cunha, presidente da Igreja Presbiteriana, foi um dos primeiros a pregar o apoio dos evangélicos a Dilma. Recorreu a uma parábola para defender a petista. Segundo ele, numa viagem transoceânica, um rato estava roendo os fios do sistema de navegação da aeronave. O comandante pensou que todos cairiam no mar. Mas se lembrou de suas aulas de biologia e de que o rato tem o cérebro pequeno.

Então, imbicou o avião para o alto, até que o pouco ar no cérebro do roedor o levou à morte. "É preciso voar alto. Os ratos não resistem às grandes altitudes", disse o reverendo. Ele não quis dizer quem é rato da parábola. "Digo que fazer uma oposição injusta e ingrata, à base de boatos, não resiste aos voos mais altos."

O deputado Manoel Ferreira (PR-RJ), coordenador da bancada evangélica na campanha de Dilma, disse que o encontro foi importante porque os pastores vão se engajar na luta para eleger a petista. Ele afirmou que, mesmo tendo sido procurado pelo tucano José Serra, preferiu ficar com Dilma por causa do governo Lula. "O ponto alto de nossa campanha é a continuidade do governo do presidente Lula, dos programas sociais e da distribuição de renda", argumentou ele.

Fonte: Estadão

Ameaças de radicais abalam a fé de cristãos

Um líder da Igreja em Israel, cuja identidade não é revelada por questão de segurança, confirma que vem mantendo contato com cristãos recém-convertidos do islã. Ele informa que eles estão vulneráveis e precisam do apoio da Igreja.

“Nós precisamos ajudá-los e orientá-los. Sei que preciso estar próximo deles”, declara.

Esta atitude tem provocado reações de grupos islâmicos. O líder cristão e sua igreja têm recebido sérios alertas de que devem interromper o contato com a população muçulmana. Devido à tensão crescente, algumas famílias abandonaram a congregação com medo de serem abordadas e sofrerem ameaças.

“Não temos problemas com a autoridade Palestina”, afirma o líder da Igreja. Nós cremos que eles fazem o melhor para proteger os cristãos, mas é de um pequeno grupo de fanáticos que estamos recebendo ameaças; estes são difíceis de serem controlados pelas autoridades.

Motivos de oração:

Ore pela proteção da comunidade cristã na Cisjordânia, especialmente por aqueles sem passado cristão.
Ore para que este líder específico, e também pelos pastores em situação semelhante para que recebam de Deus sabedoria e força neste momento.
Ore pelos cristãos da Palestina que passam por dificuldades e/ou sofrem ameaças. Ore para que o Senhor os ajude a tomarem as melhores decisões.


Fonte: Missão Portas Abertas

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Silas Malafaia: “Não voto mais em Marina e digo por quê

Após apoiar candidatura de Marina Silva à presidência da República, o pastor Silas Malafaia fica indignado com afirmações da candidata e muda sua opção de voto.

"NÃO VOTO MAIS EM MARINA", comunica. Abaixo, ele divulga o motivo de sua decisão:

"Pior do que o ímpio é um cristão que dissimula. Eu queria entender como uma pessoa que se diz cristã, membro da Assembleia de Deus, afirma que se for eleita presidente do Brasil vai convocar um plebiscito para que o povo decida se aprova ou não o aborto, ou se aprova ou não o uso da maconha.

Marina precisa aprender com a ex-senadora Heloísa Helena, católica praticante e pertencente a um partido ultrarradical. Heloísa Helena declarou peremptoriamente: “Sou contra o aborto!” Na audiência pública da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados, deu um verdadeiro show, não apenas à luz de questões religiosas, como também científicas. Ela mostrou a desgraça, a mazela, e uma das coisas que mais aborrecem a Deus: a força dos poderosos contra os indefesos.

Ao propor plebiscito, Marina está “jogando para a torcida”, para ficar bem com os que são contra e com os que são a favor. SAI DE CIMA DO MURO, MINHA IRMÃ! QUE PLEBISCITO COISA NENHUMA! O povo brasileiro não tem todas as informações necessárias para decidir esta questão de maneira isenta. Temos toda a mídia a favor dessa nojeira do aborto. Com certeza vão jogar pesado para influenciar.

Cultivar uma vida cristã significa ser radical. Radical contra o pecado, contra esse sistema mundano dirigido pelo diabo. Como diz a Bíblia, não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento (Romanos 12.2).

A palavra de Marina como cristã teria de ser apenas isto: “Sou contra o aborto e a legalização da maconha”. Como faltaram convicção e firmeza em suas declarações, uma vez que o cristão tem de “mostrar a cara” posicionando-se de forma categórica contra o pecado, Marina perdeu meu voto. Já que não tenho tantas opções, votarei em Serra para presidente.

Infelizmente, Marina não nega suas raízes petistas."

Fonte: Site do Pastor Silas Malafaia

Tráfico leva pastor para a prisão

O pastor Márcio Henrique da Silva Vieira, 24, da igreja evangélica Deus é Amor, foi preso depois de fugir 2 vezes do cerco policial em Ribeirão Cascalheira (900 km a leste de Cuiabá).

Ele é investigado por tráfico de drogas em toda região do baixo Araguaia.

Segundo o delegado Marcos Leão, em uma abordagem da Polícia Militar, dias antes da prisão, no veículo do pastor foram encontrados 53 gramas de pasta-base de cocaína e vários papelotes com resíduos de drogas. Na ocasião, ele abandonou o automóvel e se escondeu no mato escapando do cerco policial.

Na terça-feira (21), uma equipe de policiais civis de Água Boa (730 km a leste de Cuiabá) tentaram prender o pastor na igreja, mas ele acabou fugindo pela segunda vez.

Durante investigações, a Polícia Civil descobriu que Márcio usava a igreja para comercializar drogas. Ele se aproveitava dos deslocamentos "a trabalho", para abastecer a clientela, andando em um dia mais de 200 km. Como haviam vários pontos de pregação em municípios e regiões mais distantes, Márcio demorou a levantar suspeitas.

Além de Água Boa e Ribeirão Cascalheira, eram abastecidas por ele a região de Espigão do Leste (povoado conhecido como Baianos), situado na BR-080, e São José do Xingu (1.200 km a nordeste de Cuiabá). Em depoimento ele negou que fosse traficante. Disse apenas que é usuário de drogas e que comprou uma grande quantidade, apreendida em seu veículo, para uso próprio.

Segundo o delegado, depois da prisão dele, surgiram membros da igreja comentando que já desconfiavam do pastor. Mas antes, nenhuma suspeita da direção da igreja foi oficializada. Márcio já responde a inquérito policial por tráfico de entorpecentes.

Fonte: Gazeta Digital

Evangélicos centram fogo contra Dilma Rousseff

A candidata do PT, Dilma Rousseff, é acusada pelos evangélicos de desafiar Jesus Cristo em entrevista a um jornalista de Minas Gerais.

Os evangélicos endureceram o discurso contra o PT nesta reta final da campanha política. Dois dias depois de 12 pastores de Jaboatão dos Guararapes mobilizarem os fiéis e realizarem uma carreata pró-Família e contra o PT no município, vários protestantes do estado começaram a disseminar, nas igrejas e na internet, uma mensagem contra a presidenciável Dilma Rousseff (PT). Nos cultos e na rede virtual, pastores de várias denominações pedem que os fiéis não votem em Dilma com o argumento de que, numa entrevista dada a um jornalista de Minas Gerais, a candidata teria dito "nem mesmo querendo, Cristo me tira esta vitória. As pesquisas comprovam o que estou dizendo. Vou ganhar no primeiro turno".

Uma cópia do e-mail que circula na rede chegou à redação do Diário de Pernambuco ontem por meio de um pastor da Igreja Batista Renovada da UR-7 Várzea, mas vários religiosos falaram sobre o assunto nos cultos do fim de semana, dizendo-se "perplexos'. A versão é de que Dilma teria falado esta frase- vista como uma afronta a Jesus - a um jornalista mineiro, durante a inauguração de um comitê eleitoral. O jornal Estado de Minas, que faz parte do Grupo Diários Associados, informou que a versão contra a petista não procede. A candidata não teria dito aquela frase em comitê algum de Minas.

A assessoria de comunicação da presidenciável também publicou uma nota no site dilma13.com.br negando que a petista tivesse desafiado Jesus Cristo, como interpretam os evangélicos. Segundo a assessoria, a nota foi publicada assim que o boato se espalhou na rede, embora só tenha começado a circular com força em Pernambuco no último fim de semana. "Diante desse cenário de vitória, inúmeras mentiras em relação a Dilma têm sido inventadas e espalhadas na internet. A baixaria mais recente diz respeito a um e-mail que atribui a ela uma falsa declaração. Dilma jamais disse isso. E nunca reconheceu uma vitória antecipadamente. Ao contrário, ela tem dito que pesquisa não ganha eleição, que eleição se ganha na rua", explica a campanha petista.

Segundo a nota, os adversários de Dilma estão tentando repetir "a campanha do medo" feita contra Lula em 2002. "Já vimos esse filme em outras eleições e, como bem definiu o presidente Lula naquele ano, a esperança venceu o medo. E vai ser assim novamente, com a eleição de Dilma presidente", diz o texto do site. "Não se deixe enganar", acrescenta, encerrando o assunto.

Youtube

O boato contra Dilma também está sendo veiculado em vários vídeos no Youtube e em comunidades de igrejas evangélicas no orkut. A reportagem assistiu às gravações com o maior número de visitas virtuais, mas não encontrou nenhuma declaração da petista dizendo que venceria até contra a vontade de Cristo. Os títulos dos vídeos no Youtube chamam para o assunto, porém o conteúdo não prova a citada entrevista. Quase todos mostram a posição de Dilma favorável às mulheres que desejam fazer o aborto e exibe seu compromisso de garantir o apoio do SUS a essas pessoas. Alguns dos vídeos fazem edições mal intencionadas, mostrando umtrecho de um discurso de Dilma onde ela diz que "ficou presa três anos", mas sem revelar que a prisão teria sido na época da Ditadura Militar.

Fonte: Diário de Pernambuco

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Morte do homem cristão provoca oposição em aldeia

A morte de um cristão local criou oposição em sua aldeia natal quando membros da família declararam que iriam enterrá-lo de acordo com os costumes cristãos.

Os moradores seguem crenças religiosas tradicionais que cremam seus mortos em vez de enterrá-los. Quando Khadim Pillai e Silas Das, pastores apoiados pela Gospel for Asia, chegaram à área, os moradores gritavam se opondo a eles. O chefe da aldeia insistiu para o funeral ser de acordo com seus costumes religiosos alegando medo de ter sua moradia perto de um cadáver enterrado.

Durante dois dias, os pastores e os chefes da aldeia discutiram sobre a situação. A tensão sobre as diferentes opiniões cresceram, mas Khadim e Silas oravam a Jesus para resolver o problema.

O Senhor fez um milagre e inclinou o coração do povo local, que mais tarde permitiu a família de enterrar seus entes queridos.

O homem falecido e sua família eram os únicos cristãos na aldeia e tinha vindo para Cristo no máximo, oito meses antes de sua morte.

A oração é necessária para a família: que o Senhor console a cada membro durante esse tempo de luto, e que Ele use-as para atingir os seus vizinhos que necessitam do amor salvífico de Jesus. Ore também pelos moradores: que Deus trabalhe em seus corações para conhecerem Jesus como seu Salvador. fonte portas abertas.

Dois jovens americanos acusam bispo batista de abuso de poder para seduzi-los

Os americanos acusam o bispo batista Eddie Long de coagi-los a ter relações sexuais quando eram membros de sua congregação.

Dois homens entraram com processo na justiça acusando o bispo Eddie Long de explorar seu papel como pastor na área de uma grande igreja na região de Atlanta para coagi-los a ter relações sexuais quando eram membros de sua congregação.

O advogado dos rapazes, hoje com 20 e 21 anos, disse que eles abriram o processo nesta terça-feira na corte do condado de DeKalb.

O advogado do pastor, Craig Gillen, disse que ele "categoricamente nega as acusações".

Os rapazes tinham 17 e 18 anos, e eram membros da Igreja Batista Missionária do Novo Nascimento em Lithonia, quando dizem que Long tirou proveito de sua autoridade espiritual para seduzi-los com carros, dinheiro, roupas, joias, viagens internacionais e acesso a celebridades.

Fonte: Folha Online

Filha de pastor com suposto poder de cura atrai milhares no RJ

Alani, de seis anos, filha de um pastor pentecostal, atrai milhares de pessoas em busca de pretensas milagrosas.

Ela participa dos cultos da Igreja Pentecostal dos Milagres em Alcântara, um bairro do Rio de Janeiro.

Na entrada da igreja os cartazes mostram fotos das curas de fiés que receberam a cura através da missionárinha Alani.

Antes de subir no palco a menina assiste ao culto com uma boneca no colo.O pai da menina Adauto Santos pastor da Igreja Pentecostal dos milagres escolhe pessoas da igreja que dizem que foram curados pela oração da menina.

Alani faz uma oração antes de começar a sessão de cura e algumas pessoas até caem.

O pai de Alani conversa com as pessoas que foram tocadas para mostrar os milagres realizados durante a oração da menina.

Fonte: Creio

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Ex-pastor da Mundial diz que distorcia trechos da Bíblia

A Igreja Mundial do Poder de Deus é tida como a igreja neopentecostal que mais cresce no Brasil. Tem mais de 2.300 templos e ocupa quase toda a programação da Rede 21, além de horários em outros canais. Quando foi fundada pelo apóstolo Valdemiro Santiago, em 1998, o então motorista de caminhão Givanildo de Souza começava a trabalhar em Sorocaba, no interior de São Paulo. Entusiasmado com as promessas de cura, enriquecimento e ressurreição, ele resolveu trocar o caminhão pelos templos. Virou discípulo de Valdemiro e obreiro da Mundial. Para provar sua proximidade com Valdemiro, Givanildo exibe fotos de sua família com a de Valdemiro, todos em trajes de lazer.

A dedicação ao altar lhe rendeu promoções. Givanildo passou por várias cidades até ser transferido para Araçatuba, a 525 quilômetros da capital paulista. Lá ficou responsável por 14 igrejas. Como pastor regional, chefiava os colegas e respondia pelo dinheiro arrecadado. Semanalmente, diz, enviava para a sede os montantes recolhidos. O vínculo com a Mundial durou até julho deste ano. Depois de se declarar descontente, Givanildo decidiu sair e agora faz acusações contra a Mundial. Ele afirma que era orientado a distorcer trechos da Bíblia para aumentar a arrecadação com os fiéis. É a primeira vez que um dissidente da Mundial dá um depoimento assim.

Representantes da igreja foram procurados para comentar, mas não quiseram responder. A seguir, suas principais afirmações sobre o funcionamento da Mundial.

A pressão por arrecadação

Os líderes da Igreja Mundial, segundo Givanildo, estabelecem metas financeiras a seus subordinados e cobram resultados. “Se eu não dobrasse o valor, ia ser mandado embora com minha família e tudo”, diz. Givanildo conta que, um pouco antes de deixar a Mundial, despachava para a sede cerca de R$ 300 mil por mês, oriundos do bolso dos fiéis. “Depositava na conta da igreja. Às vezes, pediam para levar em mãos.”

A pressão por arrecadação e as técnicas para extrair dinheiro de fiéis, segundo ele, eram ditadas pelo bispo Josivaldo Batista, o segundo homem da Mundial. Josivaldo, diz, lidera a segunda parte dos encontros periódicos de pastores para falar de crescimento financeiro. “A primeira parte da reunião é televisionada. Depois que desligam tudo, o bispo Josivaldo começa a falar: ‘O negócio é o seguinte, se não crescer, vamos fazer umas trocas aí. Vamos botar os pastores lá no fundão do Nordeste, no meio do mato’.”

O uso da Bíblia

Givanildo diz que, nas reuniões, Josivaldo também mostra como usar trechos da Bíblia para aumentar a arrecadação. “Houve uma campanha feita em cima de Isaías 61:7, sobre a dupla honra. Aí surgiu a proposta de pedir 30% do salário da pessoa.” Esse versículo diz o seguinte: “Em lugar da vossa vergonha tereis dupla honra; (…) por isso na sua terra possuirão o dobro e terão perpétua alegria”. Segundo Givanildo, os pastores passaram a pregar que para obter a “dupla honra” era necessário “dobrar” o dízimo e dar mais 10% do salário como oferta. Total: 30%. O “trízimo” ficou conhecido como uma inovação introduzida pela igreja de Valdemiro.

Outra orientação comum, diz Givanildo, é fazer associações simplórias entre números citados em textos sagrados e metas de ofertas. Num trecho bíblico que descreve uma batalha está dito que 7 mil guerreiros “não se dobraram a Baal”. É o que basta para uma associação. Depois de reler essa frase aos fiéis, os pastores passam a pedir doações de 7 mil pessoas, insinuando que se trata de uma determinação bíblica.

A barganha pela água benta

Na Mundial, de acordo com Givanildo, o acesso a bens sagrados são barganhados. Josivaldo, diz ele, mandava distribuir água benta só aos que contribuíssem financeiramente. “A gente tinha de dizer assim: ‘Eu quero 200 pessoas com oferta de R$ 100, que eu vou dar uma água’. Para aquelas que não tinham oferta, não podia dar.”

Os motivos da ruptura

“Eu fazia meu melhor no altar, só que quando chegava nesse momento de pedir oferta não me sentia bem. Ficava enojado”, afirma. “Se a igreja está passando necessidade, não pode ter fazenda, clube.” Givanildo conta que era considerado “rebelde” por não colocar em prática as campanhas de ofertas acima de R$ 100. E, quando o faturamento caía, era acusado de roubo, diz. “Um dia, na reunião, o bispo Josivaldo, querendo me humilhar, gritou assim: ‘Pastor Souza, vem aqui na frente’. Ele disse que tinha uma acusação, que eu estava pegando propina de outros pastores.”

A nova igreja

Fora da Mundial, Givanildo montou sua própria igreja, a Missionária do Amor. Seu primeiro templo, em Araçatuba, tem sistema de som, grafite na parede e quase uma centena de bancos estofados. Com que dinheiro montou tudo isso? “Tem gente que acredita e está me ajudando”, afirma. Sua igreja não parece ser muito diferente da Mundial. Givanildo afirma que, pelo menos no que diz respeito à forma de pedir ofertas, não segue os passos de Valdemiro.



Com informações da Revista Época / Gospel Prime

Moradores da cidade onde o pastor queimaria o Alcorão se sentem envergonhados com o caso

Os moradores se sentem envergonhados pelos atos do pastor que pintaram a cidade como um paraíso para preconceituosos.

Na última vez em que o reverendo Milford Griner presenciou tamanha comoção aqui, um exército de repórteres havia chegado para acompanhar um enxame de autoridades locais, estaduais e federais que caçavam um assassino em série.

Foi em 1990. Danny Rolling, mais tarde conhecido como o Estuprador de Gainesville, tinha assassinado e mutilado cinco estudantes colegiais em uma semana, e a cidade no centro da Flórida viveu uma espécie de estado de sítio durante quatro meses, até que os detetives o encontraram e prenderam.

Griner olhou para a fileira de câmeras de vídeo diante do Centro de Serviços Sociais Dove World na semana passada e balançou a cabeça, comparando a atenção que Gainesville recebeu 20 anos atrás com o espetáculo que evoluiu desde a ameaça do pastor Terry Jones de queimar exemplares do Alcorão diante de sua igreja.

"Na época, tratava-se apenas de medo", disse Griner sobre os assassinatos. "Todo mundo tinha medo porque havia um assassino à solta."

Desta vez, segundo Griner e outros moradores de Gainesville, a maioria dos habitantes está simplesmente envergonhada.

"Quero dizer, existe um pouco de medo sobre o que vai acontecer agora, e também há raiva", disse Griner, 35 anos, um morador de Gainesville e pastor metodista de duas igrejas, em uma declaração antes que a controvérsia oficialmente terminasse. "Eu acho que as pessoas daqui estão sentindo as três coisas - medo, raiva e vergonha. Mas a maior das três é a vergonha."

Envergonhadas, disseram Griner e outros, de que os atos de Jones tenham pintado a cidade estudantil como um paraíso para preconceituosos.

Mesmo depois que Jones cancelou o evento de sábado, prometeu que jamais queimaria um Alcorão e viajou para Nova York na esperança de se reunir com o imã de Nova York que propõe um centro islâmico perto do "Marco Zero" (local onde ficavam as duas torres do World Trade Center), centenas de moradores de Gainesville sentiram a necessidade de deixar claro que o pastor não fala por eles.

"É difícil acreditar que esse tipo de mentalidade exista aqui", disse Dara Hughes, vendo as 300 pessoas que se reuniram para protestar diante da igreja no sábado.

Hughes e sua vizinha, Linda Mihalisin, subiram em banquetas e observaram o desfile de manifestantes por trás do muro de seu condomínio na mesma rua do Dove World.

Hughes havia morado em uma cidade vizinha, Alachua, até cerca de 14 anos atrás. Mihalisin mudou-se do Connecticut para Gainesville há quatro. Ambas disseram que gostariam que a polêmica estivesse acontecendo em qualquer lugar, menos lá.

"Eu gosto de morar aqui. É um bom lugar", disse Hughes.

Timothy Nevin, estudante de graduação na Universidade da Flórida, disse acreditar que o ponto de vista anti-islâmico de Jones - pelo menos em Gainesville --só existe entre ele e seus seguidores.

Então, em sua placa de protesto Nevin pediu para um amigo desenhar uma caricatura de Jones. Embaixo dela escreveu várias frases condenando as opiniões do pastor, mas o texto mais visível dizia simplesmente: "É uma vergonha!"

"Gainesville é uma cidade muito progressista", disse Nevin. "E o que ele afirma é completamente desprezível para nós."

Para Dale Robbins, 60, a polêmica sobre a queima do Alcorão trouxe de volta memórias dolorosas que ela pensava ter deixado para trás, memórias de antes que Gainesville se tornasse a comunidade progressista que ela acredita ser hoje.

A família de Robbins era uma das poucas famílias judias que viviam em Gainesville quando ela era criança. Ela se lembra de sair à rua e ver suásticas pintadas na calçada em frente à sua casa.

Um dia, quando tinha 9 anos, Robbins, sua irmã e uma amiga cristã da irmã se afastaram alguns quarteirões de seu bairro, deitaram-se no capim e escorregaram sobre as barrigas por uma brecha entre dois suportes de uma tenda para ver como era um grande "renascimento" batista.

Quando o pregador disse que todos os judeus deveriam deixar a cidade porque os judeus mataram Jesus, Robbins lembra que se deitou de novo e deslizou para fora, com as lágrimas turvando sua visão.

Mas Robbins disse que, assim como outras partes do país depois do movimento pelos direitos civis, Gainesville havia mudado.

"Isso é o que me deixa tão louca neste caso", ela disse, contendo as lágrimas. "Aqui não é mais assim, não mais. Se fosse, eu não estaria morando aqui."

Este ano a cidade elegeu seu primeiro prefeito declaradamente gay, Craig Lowe, indicou Robbins. E as relações entre líderes de várias religiões eram fortes mesmo antes das ações recentes de Jones, disseram membros do clero local na semana passada.

Amara Atia, um dos líderes do Centro Islâmico Hoda de Gainesville, disse que se tivesse de contar ao mundo sobre a comunidade religiosa de Gainesville, um exemplo melhor que Jones seriam os pastores, padres e rabinos que ele conheceu aqui - homens e mulheres de fé que ampliaram suas percepções de outras religiões.

"Eu não sabia que cristãos e judeus tinham tanto respeito por nós", disse Atia. "Eles são o que nós conhecemos dessas religiões, e não o pastor Jones."

Quanto a Griner, que trouxe para Jones um livro devocional de sua biblioteca na quinta-feira, ele disse que o problema que os atos de Jones causaram podem transformá-lo na pessoa mais infame em Gainesville depois de Rolling, que foi executado em 2006.

"Depois do que aconteceu toda essa atenção--, as pessoas que vivem aqui não vão esquecer facilmente", disse Griner. "Não sei se ele terá de deixar a cidade, mas vai enfrentar dificuldades com os moradores."

Fonte: Cox News Service