quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Sobrinha de Estevam Hernandes estaria por trás das denúncias contra Zé Bruno

Sem dar prazos, governador de SP afirmou que dará andamento às investigações sobre participação de deputado em susposto esquema de venda de emendas

O jornal O Estado de São Paulo divulgou nesta quarta-feira novas denúncias contra o ex-bispo da Renascer, José Antônio Bruno, que atuou como deputado estadual entre 2006 e 2010.

Uma testemunha afirmava que Zé Bruno recebia 30% de comissão por cada emenda aprovada a pedido dos prefeitos.

A depoente se identifica como ex-assessora parlamentar de Zé Bruno e diz também que repassou para ele um envelope com dinheiro entregue por uma “prefeita gordinha”.

“A comissão era paga normalmente em espécie, o dinheiro era acondicionado em envelopes ou enrolado em elástico”, afirmou a nova testemunha.

Essa ex-assessora também diz “algumas vezes” o dinheiro também era depositado em contas bancárias de dois bispos que agora são pastores da igreja fundada por Zé Bruno, A Casa da Rocha e um deles seria sócio da empresa Iktus Comércio Ltda, que administra os negócios e contratos da banda Resgate.

“Houve uma oportunidade em que uma prefeita (cujo nome disse não se recordar) chegou ao gabinete e perguntou por Fabrício e pelo deputado, ambos não se encontravam. A prefeita pediu que eu entregasse ao deputado um envelope, o qual continha valor em dinheiro, cujo montante eu não contei.”

Zé Bruno conta detalhes sobre as denúncias

Mais uma vez o pastor Zé Bruno enviou um comunicado a imprensa para se explicar sobre as novas denúncias. A primeira foi feita por bispo da Renascer que foi demitido por não comparecer ao expediente. A nova testemunha seria sobrinha do casal Hernandes e estaria agindo com o intuito de manchar a imagem do ex-bispo.

A nota explica o motivo da então assessora ter sido exonerada. “[Ela] Foi exonerada de meu gabinete porque depois de minha saída da Renascer, Fabiana quis trabalhar com a tia [bispa Sônia] e receber pelo gabinete, expliquei a ela que este procedimento não seria feito em meu gabinete. Os filhos do casal Hernandes na época eram investigados por terem sido funcionários fantasma durante o mandato do Bp. Geraldo Tenuta, presidente da Igreja. Eu não aceitaria tal coisa.”

Sobre a suposta “prefeita gordinha” que entregou envelope com dinheiro o ex-bispo questiona a falta de identidade. “Sua área de trabalho era a recepção na entrada do gabinete. Havia um caderno de visitas e entrada de pessoas com nome, cidade e e-mail. A mim me espanta uma prefeita entrar num gabinete, sem ter sequer seu nome anotado, afinal de contas é uma prefeita.”

O texto de resposta também aponta que a empresa Iktus está inativa e que não tem conta bancária em movimento. “A Iktus é a Banda Resgate. Não tem conta bancária nem movimento, ainda não a utilizamos. Não tenho funcionários na empresa, somos sócios como integrantes da Banda.”

Zé Bruno encerra o texto dizendo mais uma vez que tais denúncias estão sendo articuladas pela cúpula da Renascer com a intenção de denegrirem sua imagem.

Leia a nota na íntegra:

“Mais uma vez meu nome foi citado em uma matéria de Jornal. Segundo a matéria uma ex-assessora teria recebido em meu gabinete um envelope de uma Prefeita “Gordinha”, a mim endereçado com dinheiro. Apenas hoje tive acesso à denúncia feita na Corregedoria.
Depois do Bispo Carlinhos, que é integrante da direção da Igreja Renascer, agora vem o esclarecimento da matéria de hoje:

1) A assessora em questão é Fabiana da Silva Henrique que após se casar com o sobrinho do casal Hernandes, Eduardo, recebeu o sobrenome Hernandes. É hoje assessora direta de sua tia Bispa Sônia. Foi exonerada de meu gabinete porque depois de minha saída da Renascer, Fabiana quis trabalhar com a tia e receber pelo gabinete, expliquei a ela que este procedimento não seria feito em meu gabinete. Os filhos do casal Hernandes na época eram investigados por terem sido funcionários fantasma durante o mandato do Bp Geraldo Tenuta, presidente da Igreja. Eu não aceitaria tal coisa. Em seu twitter hoje se autodenomina “filha” do casal Hernandes.

2) Sua área de trabalho era a recepção na entrada do gabinete. Havia um caderno de visitas e entrada de pessoas com nome, cidade e e-mail. A mim me espanta uma prefeita entrar num gabinete, sem ter sequer seu nome anotado, afinal de contas é uma prefeita.

3) Iktus é uma empresa inativa. A Iktus é a Banda Resgate. Não tem conta bancária nem movimento, ainda não a utilizamos. Não tenho funcionários na empresa, somos sócios como integrantes da Banda. A denunciante não sabe dizer quais são os dois Bispos que receberam depósitos?

4) Por último me espanta mais uma vez, como ela alega, que tal fato tenha acontecido com tamanha exposição, e esses dois ex-assessores com relacionamento tão próximo ao casal Hernandes, guardarem por 2 anos, de 2009 a 2011, tal denúncia.

Isso me faz suspeitar ainda mais que tais denúncias são orquestradas pela cúpula da Igreja Renascer. Está evidente a clara intenção de denegrir a minha imagem. Volto a afirmar que nunca recebi tais valores, volto ainda a frisar que as providências das ações judiciais para reparação de danos a mim causados já estão em andamento. Tais resultados serão divulgados no momento oportuno.



Corregedoria encaminhará caso de Zé Bruno ao MP, diz Alckmin

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), informou nesta quarta-feira, 5, que a Corregedoria Geral da Administração (CGA) encaminhará ao Ministério Público as conclusões da investigação sobre suposto esquema de recebimento de propina envolvendo o ex-deputado estadual José Antonio Bruno (DEM). Uma testemunha afirmou à corregedoria ter presenciado pagamento de propina em troca de emendas parlamentares no gabinete do então deputado, conhecido como Zé Bruno, na Assembleia Legislativa. O caso teria origem no suposto esquema de venda de emendas parlamentares que foi denunciado pelo deputado Roque Barbiere (PTB), revelado pelo Estado.

"O caso do ex-deputado José Bruno já está sendo averiguado pela Corregedoria do Estado antes da convocação do deputado Roque Barbiere", afirmou. "O caso está sendo averiguado com rapidez e rigor e será encaminhado ao Ministério Público", disse o governador, sem dar um prazo para a conclusão das investigações. O deputado nega as acusações.

Alckmin participou nesta quarta da solenidade de entrega de 21 veículos à Polícia Militar Rodoviária para o patrulhamento do trecho Sul do Rodoanel Mário Covas. No evento, voltou a cobrar de Barbiere que aponte "aquilo que sabe". Nessa terça-feira, 4, o parlamentar comparou a atividade da Assembleia Legislativa à de um camelódromo e alegou que teria alertado o secretário de Planejamento, Emanuel Fernandes, e a subsecretária de Assuntos Parlamentares da Casa Civil, identificada como "delegada Rose", sobre possíveis irregularidades na destinação das verbas liberadas por emendas.

"Ele não citou um caso para ninguém. Pode entrevistar a delegada Rose ou o secretário Emanuel Fernandes", disse Alckmin. "E eu entendo que ele (Barbiere) tem o dever, como homem público, de apontar o que sabe."

O governador reafirmou que as informações sobre as emendas liberadas já foram publicadas na internet. "E tudo está transparente", garantiu.

'É estranho'

O ex-deputado Zé Bruno afirma que nunca vendeu emendas e afirmou achar "estranho" o fato de seus ex-assessores relatarem o caso somente após o fim do mandato. Zé Bruno atribui as acusações a pessoas ligadas a uma igreja a que pertenceu por 17 anos.

Fonte: Gospel Prime e Estadão

Zé Bruno exigia 30% 'no mínimo', diz ex-assessora

Falando à corregedoria, ela confirma denúncia de outra testemunha sobre suposto esquema de venda de emendas. 'Me chamam de filho do diabo', reage ex-deputado evangélico.

O ex-deputado José Antonio Bruno (DEM), o Zé Bruno, recebia "no mínimo 30%" de comissão por emenda aprovada a pedido de prefeitos. A revelação foi feita em depoimento formal à Corregedoria-Geral da Administração (CGA) por uma ex-assessora parlamentar de Zé Bruno, que deixou a Assembleia Legislativa de São Paulo em 14 de março, ao fim de seu mandato. "A comissão era paga normalmente em espécie, o dinheiro era acondicionado em envelopes ou enrolado em elástico", afirmou a nova testemunha.

O relato da ex-assessora ocorreu dia 29 de setembro passado. Ela confirma denúncia de outra testemunha, que também assessorou Zé Bruno, sobre suposto esquema de venda de emendas parlamentares envolvendo prefeitos do interior paulista.

"O prefeito de algum município solicitava ao deputado liberação de uma respectiva quantia, via emenda, para a realização de alguma obra", declarou a ex-assessora.

Segundo ela, quando o valor era liberado Zé Bruno recebia "um porcentual do montante total", a título de comissão. O dinheiro, afirma, era levado por um certo Fabrício que frequentava o gabinete do parlamentar.

O próprio Zé Bruno declarou que Fabrício certa vez levou a ele uma relação de emendas. "Ele dizia que era amigo de outros deputados. O Fabrício foi várias vezes no meu gabinete, sempre com os prefeitos."

A ex-assessora conta que "algumas vezes" o dinheiro também era depositado nas contas bancárias de dois bispos da igreja fundada por Zé Bruno, a Casa da Rocha - um deles seria sócio da empresa Iktus Comércio Ltda, que administra os negócios e contratos da Resgate, banda musical do ex-deputado.

A ex-assessora parlamentar contou, ainda, que várias reuniões eram realizadas com prefeitos. Citou que era comum o gabinete receber "diversas ligações telefônicas de prefeitos ou seus assessores que perguntavam sobre Fabrício ou o próprio deputado".

"Houve uma oportunidade em que uma prefeita (cujo nome disse não se recordar) chegou ao gabinete e perguntou por Fabrício e pelo deputado, ambos não se encontravam."

A prefeita foi levar dinheiro, segundo a denunciante. A entrega da propina teria ocorrido "entre maio e junho de 2009". "A prefeita pediu que eu entregasse ao deputado um envelope, o qual continha valor em dinheiro, cujo montante eu não contei."

Gordinha

A testemunha disse que poderá reconhecer a prefeita, se encontrá-la outra vez. Descreveu-a como uma mulher "branca, cabelos castanho escuro, até o ombro, mais ou menos um metro e 68 de altura, um pouco gordinha, aparentava cerca de 40 anos de idade".

"Eu recebi o envelope das mãos da prefeita, a qual ainda pediu que eu tomasse cuidado na guarda do envelope pois disse que continha dinheiro", prosseguiu a ex-assessora. "Eu recebi o envelope e o deixei na mesa do gabinete do deputado fechando a porta com chave."

Ela disse que "soube que o deputado iria cobrar um pedágio dos assessores os quais deveriam pagar cerca de 30% do salário, uma espécie de repasse que deveria ser pago a ele próprio. A testemunha afirmou que foi demitida porque não concordou em abrir mão de parte de seus vencimentos.

Revelou que um dos demitidos, a quem identificou como Leonardo, teria sido recontratado por um salário quatro vezes maior. Leonardo, segundo ela, teria se gabado. "Tá vendo como é bom a gente saber das coisas, é bom ter algumas provas."

'Me chamam de filho do diabo', reage ex-deputado

"Essas pessoas (testemunhas) dizem que viram fatos em 2009 e não disseram nada esse tempo todo?", reagiu o ex-deputado José Antonio Bruno (DEM), referindo-se aos relatos de dois ex-assessores seus. "Ficaram em silêncio? Deixaram passar a oportunidade de fazer a denúncia? Seis meses depois que acabou meu mandato resolvem depor? Isso é estranho."

Ele se diz convencido de que seus acusadores são ligados a pessoas da Igreja Renascer, à qual pertenceu por 17 anos. "Há um ano e meio tenho sido chamado de Judas, traidor, Ló, filho do diabo, através das redes sociais e comentários de duplo sentido em meios de comunicação ligados à Renascer desde meu desligamento." Zé Bruno está indignado. O que o desconforta, diz, é o dissabor que ele e os filhos têm que suportar. "Sou um homem honesto, jamais vendi emendas. Abro mão do sigilo bancário e fiscal."

Fonte: Estadão

Malafaia: Qual é a diferença da arruda da sua igreja e a do centro de macumba? Qual é a diferença do sal grosso da sua igreja e o do centro de macumba

O pastor Silas Malafaia usou seu programa para responder ao Bispo Edir Macedo e outros bispos da Igreja Universal do Reino de Deus que falaram nas últimas semanas contra as manifestações pentecostais e contra os cantores evangélicos dizendo que 99% deles são endemoniados.

“Qual é a diferença da arruda da sua igreja e a do centro de macumba? Qual é a diferença do sal grosso da sua igreja e o do centro de macumba? Qual é a diferença da rosa ungida da sua igreja e da do centro de macumba?”, questiona Malafaia falando sobre as campanhas da Igreja Universal.

O pastor assembleiano demonstra indignação ao falar sobre o caso e critica, sem citar nome de igrejas ou líderes, o ponto de vista teológico usado pela IURD. “Você é tão trouxa na tua argumentação, tão fraco que teologicamente vocês são um zero! Eu digo até que vocês entendem de fé, de oração. Eu digo até que vocês entendem um pouco trabalho. Mas de teologia, vocês são analfabetos.”

Malafaia fala contra a Rede Record
Outro tema criticado pelo presidente da Assembleia de Deus Vitória em Cristo foi a forma como a IURD fala sobre demônios e também diz que a Rede Record é comandada por principados das trevas. “Os demônios que incorporam pessoas no máximo eles comandam legiões, agora em efésios 6, a partir do versículo10, diz que satanás tem principados, príncipes das trevas, está falando de demônios que comandam principados, esses não incorporam em pessoas, esses comandam a programação da rede de televisão de vocês”.

A crítica se refere ao fato de usar o dinheiro dos membros da igreja para financiar a programação secular que Silas Malafaia caracteriza como “lixo moral financiado por dízimos e ofertas”. Ainda sobre a programação da Record ele cita que a fazenda, que hoje é palco de um reality show, antes era usada para treinamento de pastores.

Jogo comercial de gravadoras
O apresentador do programa Vitória em Cristo também comentou sobre os cantores evangélicos que foram chamados de endemoniados. Na visão do pastor Silas Malafaia, a cúpula da IURD só está falando isso para impedir que os membros de sua igreja comprem os CDs dos cantores que não fazem parte do casting da gravadora ligada à Igreja Universal.

“A gravadora dele não está com nada, a gravadora dele está dando prejuízo há anos, e a Ana Paula [Valadão] gravou por essa grande gravadora dessa grande emissora de TV. O jogo é comercial”, disse Malafaia que ainda concluiu. “É para o povo dele não comprar o CD”.

Ainda sobre esse tema ele fala sobre as rádios que pertencem a IURD, questionando que se 99% dos cantores evangélicos são endemoniados porque as emissoras de rádio da igreja transmitem a música desses artistas em sua programação? Malafaia termina o programa dizendo que não está falando da Igreja, mas dos líderes.