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segunda-feira, 7 de junho de 2010

Pastor e família são atacados

No dia 28 de maio, 12 homens armados atacaram um pastor e sua família em Smundri, Paquistão. O pastor Mubarak Masih e sua família foram atacados depois que Shaid Masih, o sobrinho do pastor, de 13 anos, se recusou a ler alguns versos do Alcorão, mesmo sendo pressionado por seu professor.Os muçulmanos bateram na cabeça do pastor com paus e barras de ferro; quase mataram seu irmão com tiros, e quebraram o braço da mulher dele.Em uma declaração para a International Christian Concern (ICC), a família disse que Zufair Gujhar, professor de Shaid, é um muçulmano fundamentalista, que força seus alunos cristãos a lerem o Alcorão e outros livros muçulmanos. Ele pressiona os alunos a aceitarem o islamismo.O pastor Mubarak, um pastor da Igreja de Deus, “Continuaremos nosso trabalho missionário a qualquer custo e ninguém poderá nos parar”.A família relatou o incidente para a polícia, mas eles não tomaram nenhuma atitude contra os criminosos. Tradução: Missão Portas Abertas

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Presidente quer suspender trabalho de ONGs cristãs

O presidente do Afeganistão, Hamid Karzai, tem demonstrado um interessa pessoal no caso de duas organizações ocidentais no centro de uma controvérsia sobre o proselitismo cristão.O governo afegão suspendeu duas ONGs cristãs depois que um programa de TV afirmou que eles estavam cometendo proselitismo. O que é ilegal no país muçulmano.As organizações - Norwegian Church Aid e Church World Service of the United States – estão sendo investigadas depois que a TV Noorin relatou que elas haviam convertido muçulmanos ao cristianismo. Conversões do islamismo para outra religião é punível de morte sob a lei afegã. A constituição está fundamentada na sharia, lei islâmica tradicional, que proíbe a conversão religiosa.“O presidente do Afeganistão está pessoalmente interessado em acompanhar esse assunto”, declara Waheed Omar. “No ponto de vista do presidente, essa é uma questão muito séria e precisa ser investigada”.Uma das organizações publicou uma declaração negando as acusações e dizendo que ela trabalha para melhorar a vida dos afegãos mais vulneráveis.O deputado Abdul Sattar Khawasi, quer que os muçulmanos que se converteram ao cristianismo sejam executados. Um legislador da província de Herat, Qazi Nazir Ahmad, disse que matar um ex-muçulmano, agora cristão, “não é crime”.Ore por essa situação. Peça a Deus que traga paz e sabedoria para os cristãos, e para que e presidente e todos os acusadores conheçam o amor de Cristo. Tradução: Missão Portas Abertas
Fonte: AFP

quinta-feira, 3 de junho de 2010

De perseguidor a perseguido

Abdus Samad reúne os jovens de seu vilarejo em Nilphamari, norte de Bangladesh. Furioso, Samad fala: “Um cristão está vindo para cá, para converter as pessoas. Não podemos permitir que ele faça isso! Colham o máximo de varas de bambu que puderem. Vamos usá-los como armas”, ele disse.O tal dia chegou. Quando Samad soube onde o cristão estava, ele correu até e ficou surpreso ao ver seu tio e seu sobrinho entre a multidão. “Por que eles estão mergulhando na água?”, questionou ele.A cena deveria ter enfurecido Samad. No entanto, ele ficou curioso. Ele queria saber por que as pessoas estavam mergulhando e sobre o que o cristianismo falava. Enquanto Samad pensava, seu tio veio em sua direção para cumprimentá-lo. Eles conversaram sobre Samad conhecer o cristão, que era pastor.Samad concordou. Ele esperou até que a cerimônia acabasse. Quando se aproximou, os cristãos – que pensaram que Samad iria machucar o pastor – o barraram.“Ele não pode ver você agora. Está descansando”, disseram. “Mas eu só queria conversar com ele sobre o cristianismo e sobre esses mergulhos”, respondeu Samad.De outra sala, o pastor ouviu a conversa e advertiu as pessoas a deixar Samad entrar. Depois de se cumprimentarem, Samad despejou suas dúvidas, enquanto o pastor respondia a cada uma delas com muita calma. A ausência de medo nos olhos do pastor impressionou muito os muçulmanos.Após sua conversa com o pastor, Samad ficou pensando muito. O cristão disse que Jesus era o único caminho para o céu. “Eu tenho apenas que crer e aceitá-lo como meu Salvador?”, Samad pensou. Ele estava confuso por que o cristianismo parecia muito fácil. Mas o pastor falava com confiança e convicção.O pastor não tinha medo de Samad, que havia planejado agredi-lo com bambus alguns dias antes. Em seu coração, Samad queria saber o que o cristão possuía, e se decidiu em seu próximo passo: “Quero mergulhar na água também”.Samad fez uma oração de salvação e foi batizado em 2007. Antes de perceber, Samad estava mergulhando nas profundas águas da perseguição também. As notícias sobre sua conversão se espalharam em todo o vilarejo, e o líder muçulmano local foi o primeiro a pressionar Samad a voltar para o islamismo – e com dinheiro.O ex-muçulmano foi excluído da sociedade. Seu negócio foi fechado, e sua família começou a passar fome. Durante uma reunião no vilarejo para decidir o futuro de Samad, um dos líderes questionaram se ele recebia dinheiro de homens brancos. Samad respondeu: “Não. Eu só recebi a vida eterna através de Jesus Cristo. É por causa disso que eu me tornei cristão”.Quando Samad percebeu que o líder do vilarejo estava ouvindo, ele começou a repetir tudo o que ouvira do pastor, sem saber que estava citando a Bíblia. Ele não tinha lido a Palavra, pois não sabia.Depois da reunião, Samad pode abrir seu negócio novamente. “Contanto que você não converta as pessoas ao cristianismo”, alertou o líder. Quando tudo se acalmou para Samad, ele ficou mais firme em sua caminhada com Cristo e entrou para uma igreja no vilarejo.“Os clientes começaram a voltar. Finalmente há paz em nossa casa. Minha esposa cozinha para meu restaurante. Quando juntar mais dinheiro, vou expandir meu negócio e contratar dois ou três funcionários, para que minha esposa possa passar mais tempo com as crianças.Samad é um dos beneficiários do projeto de microcrédito da Portas Abertas. Ele também participou das aulas de alfabetização da Portas Abertas em 2009, e agora consegue ler a Bíblia e cantar com o hinário. Tradução: Missão Portas Abertas
Fonte: Portas Abertas

Promotores investigam arcebispo alemão sob alegação de envolvimento em abuso

Promotores da Alemanha estão investigando o líder dos bispos católicos da igreja do país sob suspeita de ajudar e induzir o abuso sexual de crianças.O arcebispo Robert Zollitsch, de Freiburg, é suspeito de permitir o remanejamento de um padre acusado de abuso infantil em 1987.Zollitsch era o encarregado dos funcionários em Freiburg na época.A arquidiocese rejeitou a acusação e afirmou que promotores e imprensa estão fazendo "sensacionalismo".A arquidiocese também afirmou que o arcebispo Zollitsch não foi o responsável pela nova indicação do padre, uma decisão tomada de forma independente pela ordem religiosa a qual o padre pertencia, de acordo com a agência de notícias Reuters.Um dos promotores, Wolfgang Maier, teria afirmado que a acusação contra Zollitsch é baseada em apenas uma reclamação de uma vítima de abuso e ainda precisa ser investigada.A Alemanha é um dos vários países europeus no qual a Igreja Católica foi atingida por uma série de acusação de abusos contra criança em 2010.Nos últimos meses, o arcebispo Zollitsch, que chefia a Conferência dos Bispos da Alemanha, já pediu desculpas às vítimas de abuso, afirmando que a Igreja Católica não ajudou estas vítimas.Fonte: BBC Brasil

Papa condena ação de Israel e diz que violência gera violência

Em audiência pública nesta quarta-feira, o papa Bento 16 condenou o ataque dos militares israelenses contra a frota de navios que se dirigia à Faixa de Gaza, na segunda-feira, e fez um apelo em favor do diálogo.“Mais uma vez repito, com o espírito aflito, que a violência não resolve as controvérsias, mas aumenta as dramáticas consequências e gera mais violência”, disse Bento 16 diante de fiéis na Praça de São Pedro, no Vaticano.O pontífice disse que acompanha com preocupação os acontecimentos na região.“Sinto a necessidade de expressar meu profundo pesar pelas vítimas destes dolorosos eventos que preocupam quem anseia pela paz na região. Convido a todos para se unirem às minhas orações pelas vítimas, por seus familiares e pelos que sofrem”, disse o líder da Igreja Católica.O papa também fez um apelo aos lideres políticos, pedindo para que não deixem de buscar a paz na região.“Faço um apelo aos que têm responsabilidade em nível local e internacional para que busquem sem cessar soluções justas por meio do diálogo, para que sejam garantidas melhores condições de vida, em concórdia e serenidade, para as populações daquela área.”ViagemO conflito entre israelenses e palestinos estará na pauta da viagem do papa a Chipre, que começa na sexta-feira, dia 4.Durante sua estadia de três dias, Bento 16 deverá entregar o texto-base sobre os argumentos que serão discutidos na Assembleia Especial sobre o Oriente Médio do Sínodo dos Bispos, para entregá-lo aos prelados daquela região.Segundo agências de notícias da Itália, o texto condenaria a ocupação dos territórios palestinos por parte de Israel.“A ocupação israelense dos territórios palestinos torna difícil a vida cotidiana, a economia e a vida social e religiosa. Para ter acesso aos locais sagrados é necessária a autorização dos militares. Alguns grupos fundamentalistas cristãos justificam a injustiça política imposta aos palestinos, o que torna ainda mais delicada a posição dos cristãos árabes”, diz o texto.A Assembleia, que está sendo considerada como um evento histórico, vai ocorrer em outubro em Roma.Fonte: BBC Brasil

terça-feira, 1 de junho de 2010

Padre é preso pela 5ª vez suspeito de dirigir bêbado

Condenado pela Justiça por embriaguez ao volante e indiciado em três inquéritos policiais por cometer infrações de trânsito, dirigir embriagado, atropelar dois motociclistas e fugir sem prestar socorro, o padre Aparecido Donizete Bianchi, de São José do Rio Preto, no interior de São Paulo, foi detido mais uma vez. Ontem, ele foi parado por patrulheiros rodoviários no quilômetro 98 da BR-153, em José Bonifácio, quando dirigia em zigue-zague, a ponto de causar um acidente. Bianchi, que estava sem Carteira Nacional de Habilitação (CNH), apreendida depois de atropelar dois motociclistas em agosto de 2009, se recusou a fazer o exame do bafômetro, mas se submeteu a exame de dosagem alcoólica depois de ser levado ao Plantão Policial, em José Bonifácio.De acordo com a assessoria de imprensa da Secretaria de Segurança Pública (SSP), o padre disse que havia rezado três missas e tomado um cálice de vinho em cada uma delas. O delegado de polícia da cidade, Sebastião José Guzolinho, se negou a prestar informações à imprensa, mas mandou dizer por meio da Secretaria de Segurança Pública (SSP) que vai esperar o resultado do exame de dosagem para decidir se abre inquérito. Por telefone, Bianchi negou as acusações, afirmou que não cometeu crime algum e que deve ter sido confundido com outro motorista. "Não sei o que aconteceu, mas não é nada comigo, acho que me confundiram", disse o padre. "Não era eu quem estava dirigindo embriagado, eu não assinei nada", completou. O padre reclamou do assédio da imprensa para ouvi-lo depois dos "incidentes". "A mídia só me procura para noticiar coisas ruins. E foi ela quem me expulsou de Rio Preto."O padre, de 52 anos, perdeu o cargo de pároco da Catedral São José, a matriz de São José do Rio Preto, e foi transferido para a cidade vizinha de Planalto depois que atropelou dois motociclistas, em agosto de 2009, ao invadir uma preferencial no centro da cidade e fugir sem prestar socorro. Ele ainda fazia tratamento contra alcoolismo quando em janeiro deste ano invadiu outra preferencial e bateu num carro de um aposentado.Na madrugada de 26 de dezembro de 2006, o padre dirigia na contramão do calçadão de São José do Rio Preto quando foi parado por policiais militares. Visivelmente alcoolizado, ele aproveitou o som alto do carro para dançar a música do "É o Tchan" e fazer gestos obscenos para os PMs. Foi levado ao plantão policial e, posteriormente, condenado pela Justiça a dois anos, mas a pena foi transformada em multa. Fonte: Agência Estado

Amantes de padres católicos pedem fim de celibato em carta aberta

Representantes de um grupo de mulheres que dizem ter relações sentimentais com sacerdotes católicos divulgaram uma carta aberta que enviaram ao Vaticano para pedir o fim do celibato para os padres.O grupo é formado por cerca de 40 mulheres de várias cidades da Itália, que tiveram ou ainda têm um relacionamento com padres católicos. Elas se conheceram e se comunicam através da internet.Elas dividem experiências e pedem orientações. A maioria prefere manter a própria identidade sob sigilo.Recentemente, 10 mulheres deste grupo escreveram uma carta aberta ao papa, pedindo que o celibato seja eliminado ou se torne opcional.“Estamos acostumadas a viver de forma anônima os poucos momentos que os padres nos concedem e vivemos diariamente o medo e as inseguranças dos nossos homens, suprindo suas carências afetivas e sofrendo as consequências da obrigação do celibato”, diz o texto da carta, que foi enviada a 150 órgãos de imprensa italianos.A carta foi assinada apenas por três mulheres: Antonella Carisio, Maria Grazia Filipucci e Stefania Salomone. As outras preferiram permanecer no anonimato.“Todos têm medo porque estamos perto do Vaticano. As mulheres, os padres e as pessoas que sabem dos casos preferem não falar. Por causa disso é difícil que na Itália exista uma verdadeira associação, como existe na França, na Suíça ou na Espanha”, disse Stefania Salomone a BBC Brasil.Embora exista desde 2007, o grupo só ficou conhecido recentemente, devido ao escândalo dos abusos sexuais cometidos por padres católicos.O celibato foi apontado como uma das possíveis causas dos abusos e a ala progressista da Igreja Católica defende sua abolição. O papa Bento 16, no entanto, reafirmou que o celibato é obrigatório e que seu valor é “sagrado”.“Quando ouvimos mais uma vez o papa declarar que o celibato é sagrado, decidimos escrever pedindo que ele seja eliminado ou que se torne opcional”, disse Stefania, 42 anos, de Roma.Ela disse que teve um relacionamento de 5 anos com um sacerdote.Casos como o seu são comuns, segundo ela, embora não sejam divulgados.“A coisa fundamental é que não se saiba. O superior do religioso não tem interesse de impedir que o padre se encontre com uma mulher ou mesmo com um homem. O problema surge quando isto se torna público, ou quando desta relação nasce um filho. No grupo temos mulheres com filhos de padres.”TransferênciaQuando os casos são descobertos, segundo ela, os clérigos são transferidos para outras dioceses, como ocorreu com um padre brasileiro que teria se envolvido com outra mulher do grupo.Antonella Carisio, de 42 anos, divorciada, com um filho de 15 anos, diz que teve uma relação de quase dois anos com o sacerdote brasileiro.O religioso foi transferido para o Brasil, depois que o caso foi descoberto.“Tenho certeza que ele quis voltar ao Brasil para colocar um fim no nosso relacionamento, que foi muito intenso.”, declarou Antonella à BBC Brasil.“Todos na minha família o conheciam, até minha avó, e eram cordiais com ele. Chegamos a sair diversas vezes com meu filho, que eu não teria envolvido se não fosse um relacionamento sério”, afirmou Antonella.A família do sacerdote no Brasil contudo, não sabia de nada. “Seria um choque para sua mãe, familiares e amigos” , diz a italiana.“Eu estava disposta a ficar a seu lado do mesmo jeito, nunca impus que deixasse o sacerdócio. Seria difícil para ele, que entrou no seminário aos 12 anos de idade e viveu 30 anos nesta condição. Eu teria aceito ficar na sombra”.Na avaliação de Antonella, os sacerdotes não têm o apoio necessário para enfrentar os problemas ligados à sexualidade e aos sentimentos.“Nos seminários ensinam apenas a excluir os sentimentos da própria vida e a criar uma parede entre si e os outros. Como podem entender certas situações que nunca viveram?”De acordo com Stefania Salomone, dificilmente um padre envolvido com uma mulher deixa o sacerdócio.“A maior parte não abandona o sacerdócio por uma mulher. Preferem ter as duas coisas pois não suportam deixar de ser ministros sagrados para entrar na rotina de um casamento”.O grupo tem o apoio de outros movimentos católicos que defendem o fim do celibato, como a associação de padres casados e o movimento internacional “Nós somos Igreja” .Um estudo publicado pela revista Civiltà Cattolica, da Ordem dos Jesuitas, aponta que em 40 anos, de 1964 a 2004, 69 mil padres deixaram o sacerdócio no mundo. A maior parte dos pedidos de dispensa, segundo o estudo, deve-se a situações de instabilidade afetiva. Fonte: BBC Brasil