O pastor Joel de Jesus, da Igreja Assembléia de Deus de Porto dos Gaúchos vai pagar um salário mínimo, hoje no valor de R$ 510,00, por ter forçado a entrada em um hospital da cidade para visitar uma paciente sem autorização da família e também fora do horário de visitas. Ele permaneceu pouco tempo no quarto e saiu pelos fundos depois que a Polícia foi chamada. A queixa contra o religioso foi firmada pelo médico Ricardo Felipe, que se encontrava de plantão. Ele é diretor clínico da instituição.
Pastor Joel terá que recolher o dinheiro em favor do Presídio Municipal, conforme entendimentos firmado pela promotora Roberta Cheregatti, como pena alternativa. A denúncia do médico foi baseada no artigo 330, da Lei 9.982/00, que pune quem desobedecer a ordem legal de funcionário público com detenção, de quinze dias a seis meses, e multa.
“Eu me dou por satisfeito, o que importa não é a pena, o importante é não deixarmos que esse mau exemplo prevaleça, ainda mais vindo de uma pessoa que exerce uma posição de liderança" - ela frisou. Tentei por duas vezes conversar com o pastor e resolver amigavelmente, porem ele não compareceu nas reuniões mandando representantes em seu lugar, diante disso não tive alternativa a não ser manter a queixa”, ponderou o doutor Ricardo.
Porto Noticias
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
Pastor que propôs queimar o Alcorão faz protesto antimesquita em NY
O pastor Terry Jones fez uma manifestação no local onde se pretende construir uma mesquita e disse não ter nada contra muçulmanos pacíficos.
O pastor da Flórida que recuou de uma campanha para queimar cópias do Alcorão em 11 de setembro liderou algumas dezenas de manifestantes nesta terça-feira até o local onde se pretende construir uma mesquita, perto do Marco Zero, em Nova York.
Terry Jones expressou simpatia pelas famílias das vítimas dos atentados terroristas de 2001. Ele também falou contra o radicalismo islâmico, o qual culpou pelas mortes no ataque de 11/9.
Jones disse não saber se as pessoas que planejam a construção do centro cultural e da mesquita são radicais, no entanto.
Ele disse esperar que eles escolham não construir a mesquita ali, da mesma forma que ele decidiu não queimar o livro sagrado do Islã.
Ele disse não ter nada contra muçulmanos pacíficos.
Alguns dos manifestantes junto com Jones se identificaram como cristãos do Egito, e disseram ter fugido de perseguições por causa de sua religião.
Fonte: Folha Online
O pastor da Flórida que recuou de uma campanha para queimar cópias do Alcorão em 11 de setembro liderou algumas dezenas de manifestantes nesta terça-feira até o local onde se pretende construir uma mesquita, perto do Marco Zero, em Nova York.
Terry Jones expressou simpatia pelas famílias das vítimas dos atentados terroristas de 2001. Ele também falou contra o radicalismo islâmico, o qual culpou pelas mortes no ataque de 11/9.
Jones disse não saber se as pessoas que planejam a construção do centro cultural e da mesquita são radicais, no entanto.
Ele disse esperar que eles escolham não construir a mesquita ali, da mesma forma que ele decidiu não queimar o livro sagrado do Islã.
Ele disse não ter nada contra muçulmanos pacíficos.
Alguns dos manifestantes junto com Jones se identificaram como cristãos do Egito, e disseram ter fugido de perseguições por causa de sua religião.
Fonte: Folha Online
Após batismo evangélico, adolescente morre afogado
O adolescente participou da cerimônia de batismo e depois voltou ao mar para brincar, quando desapareceu.
Um adolescente de 14 anos, identificado como Fabrício Evangelista dos Santos, morreu afogado na Praia de Atalaia, na direção da Passarela do Caranguejo, em Aracaju, após a realização de uma cerimônia de batismo evangélico. O corpo de jovem, que estava desaparecido desde domingo, 14, foi encontrado na manhã desta terça-feira,16, por uma equipe do Grupamento Marítimo do Corpo de Bombeiros.
Segundo informações repassadas por populares que presenciaram a trágica cena, Fabrício havia participado da cerimônia de batismo de uma igreja evangélica que sua família freqüenta. Após a cerimônia, o jovem voltou ao mar para brincar com um colega quando misteriosamente desapareceu.
Enquanto as buscas eram realizadas, um grupo de integrantes da igreja evangélica junto da família do adolescente permaneceu em oração, com a íntima esperança de ver o jovem ainda com vida. O corpo de Fabrício foi levado para o Instituto Médico Legal para necropsia e a posterior liberação para sepultamento.
Fonte: Alagoas 24 Horas
Um adolescente de 14 anos, identificado como Fabrício Evangelista dos Santos, morreu afogado na Praia de Atalaia, na direção da Passarela do Caranguejo, em Aracaju, após a realização de uma cerimônia de batismo evangélico. O corpo de jovem, que estava desaparecido desde domingo, 14, foi encontrado na manhã desta terça-feira,16, por uma equipe do Grupamento Marítimo do Corpo de Bombeiros.
Segundo informações repassadas por populares que presenciaram a trágica cena, Fabrício havia participado da cerimônia de batismo de uma igreja evangélica que sua família freqüenta. Após a cerimônia, o jovem voltou ao mar para brincar com um colega quando misteriosamente desapareceu.
Enquanto as buscas eram realizadas, um grupo de integrantes da igreja evangélica junto da família do adolescente permaneceu em oração, com a íntima esperança de ver o jovem ainda com vida. O corpo de Fabrício foi levado para o Instituto Médico Legal para necropsia e a posterior liberação para sepultamento.
Fonte: Alagoas 24 Horas
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
Cristão é atacado brutalmente por seis homens
Seis homens agrediram brutalmente um obreiro da Gopel for Asia em 17 de outubro no Nepal. O acusado de blasfêmia contra os deuses tradicionais é Indra Rai Waglan.
Ele também foi acusado de forçar todos os membros de duas famílias a se converterem ao cristianismo.
Indra e um cristão idoso viajavam para uma aldeia vizinha onde realizariam uma reunião de oração quando o ataque aconteceu. Os agressores o deixaram inconsciente ao lado da estrada. Mais tarde o obreiro foi capaz de obter tratamento médico, já que teve uma costela quebrada e hematomas por todo o corpo.
A polícia identificou e acusou seis homens pelo ataque. O caso está perante o tribunal.
Pedidos de oração:
• Ore pela comunidade de Indra, para que não tenham medo de ataques mas permaneçam confiantes no cuidado do Senhor.
• Ore pela cura de Indra; ore também pela sua família para manter firme sua fé em Cristo.
• Ore pelos seis agressores, para receberem a graça do Senhor e aceitá-Lo como seu Salvador.
Fonte: Missão Portas Abertas
Ele também foi acusado de forçar todos os membros de duas famílias a se converterem ao cristianismo.
Indra e um cristão idoso viajavam para uma aldeia vizinha onde realizariam uma reunião de oração quando o ataque aconteceu. Os agressores o deixaram inconsciente ao lado da estrada. Mais tarde o obreiro foi capaz de obter tratamento médico, já que teve uma costela quebrada e hematomas por todo o corpo.
A polícia identificou e acusou seis homens pelo ataque. O caso está perante o tribunal.
Pedidos de oração:
• Ore pela comunidade de Indra, para que não tenham medo de ataques mas permaneçam confiantes no cuidado do Senhor.
• Ore pela cura de Indra; ore também pela sua família para manter firme sua fé em Cristo.
• Ore pelos seis agressores, para receberem a graça do Senhor e aceitá-Lo como seu Salvador.
Fonte: Missão Portas Abertas
Traficante monta laboratório de drogas em cima de igreja evangélica
O traficante Flancilio Gomes da Silva montou um laboratório de refino de drogas numa igreja em São Bernardo do Campo, no Grande ABC.
Um traficante montou um laboratório de refino de drogas no andar superior de uma igreja evangélica na Avenida Cláudia, no bairro Jardim Cláudia em São Bernardo do Campo, no Grande ABC.
A polícia descobriu o esquema orquestrado Flancilio Gomes da Silva, conhecido como o Baianinho do Cláudia, de 44 anos, na tarde desta quarta-feira, 10.
De acordo com o Departamento de Investigações sobre Crime Organizado (Deic), responsável pelo desmonte do esquema, no andar alugado foram apreendidos pasta de coca, papelotes de cocaína, porções de maconha, e toda a estrutura para refinar entorpecentes como produtos químicos, luzes, panelas e liquidificador industrial.
O Deic investigava as atividades de Silva há 30 dias. O traficante foi preso ao deixar o imóvel. Segundo o delegado Márcio Martins Mathias, ele apresentava passagem anterior por tráfico de drogas.
Fonte: Estadão
Um traficante montou um laboratório de refino de drogas no andar superior de uma igreja evangélica na Avenida Cláudia, no bairro Jardim Cláudia em São Bernardo do Campo, no Grande ABC.
A polícia descobriu o esquema orquestrado Flancilio Gomes da Silva, conhecido como o Baianinho do Cláudia, de 44 anos, na tarde desta quarta-feira, 10.
De acordo com o Departamento de Investigações sobre Crime Organizado (Deic), responsável pelo desmonte do esquema, no andar alugado foram apreendidos pasta de coca, papelotes de cocaína, porções de maconha, e toda a estrutura para refinar entorpecentes como produtos químicos, luzes, panelas e liquidificador industrial.
O Deic investigava as atividades de Silva há 30 dias. O traficante foi preso ao deixar o imóvel. Segundo o delegado Márcio Martins Mathias, ele apresentava passagem anterior por tráfico de drogas.
Fonte: Estadão
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
Filósofos encontram novos argumentos para defender a existência de Deus
Pesquisadores e filósofos prosseguem na tradição de encontrar exemplos da “assinatura de Deus” nos sistemas biológicos para rebater o chamado novo ateísmo.
Nos últimos tempos, o mercado literário tem sido inundado por títulos defendendo o ateísmo. Boa parte deles viraram best-sellers – caso de Deus, um delírio, de Richard Dawkins, o mais ruidoso lançamento recente nesta linha. Pode-se supor, à primeira vista, que seja impossível aos pensadores modernos defender intelectualmente a existência de Deus. Todavia, um exame rápido nos livros do próprio Dawkins, bem como de autores como Sam Harris e Christopher Hitchens, entre outros, revela que o chamado novo ateísmo não possui base intelectual e deixa de lado a revolução ocorrida na filosofia anglo-americana. Tais obras refletem mais a pseudociência de uma geração anterior do que retratam o cenário intelectual contemporâneo.
O ápice cultural dessa geração aconteceu em 8 de abril de 1966. Naquela ocasião, o principal artigo da revista Time um dos maiores semanários da imprensa americana, foi apresentado numa capa completamente preta, com três palavras destacadas em vermelho: “Deus está morto?”. A história contava a suposta “morte” de Deus, movimento corrente na teologia naquela época. Porém, usando as palavras de Mark Twain, a notícia do “falecimento” do Senhor foi prematura. Ao mesmo tempo em que teólogos escreviam o obituário divino, uma nova geração de filósofos redescobria a vitalidade de Deus.
Para entender melhor a questão, é preciso fazer uma pequena digressão. Nas décadas de 1940 e 50, muitos filósofos acreditavam que falar sobre Deus era inútil – aliás, verdadeira tolice –, já que não há como provar a existência dele pelos cinco sentidos humanos. Essa tendência à verificação acabou se desfazendo, em parte porque os filósofos descobriram simplesmente que não havia como verificar a verificação! Esse foi o evento filosófico mais importante do século 20. O fim do império da verificação libertou os filósofos para voltarem a tratar de problemas tradicionais que haviam sido deixados de lado.
Com o renascimento do interesse nas questões empíricas tradicionais, sucedeu algo que ninguém havia previsto: o renascimento da filosofia cristã. A mudança começou, provavelmente, em 1967, com a publicação de livro God and Other Minds: A Study of the Rational Justification of Belief in God (“Deus e outras mentes: um estudo sobre a justificação racional da crença em Deus”), de Alvin Plantinga. Seguiram-se a ele vários filósofos cristãos, que militaram escrevendo em jornais eruditos, participando de conferências e publicando suas obras nas melhores editoras acadêmicas. Como resultado, a aparência da filosofia anglo-americana se transformou. Embora talvez ainda seja o ponto de vista dominante nas universidades americanas, o ateísmo hoje é uma filosofia em retirada.
Em um artigo recente, o filósofo Quentin Smith, da Universidade Western Michigan, lamentou o que chama de “dessecularização” da academia, que no seu entender evoluiu nos departamentos de filosofia desde o fim dos anos 60. Ele se queixa da passividade dos naturalistas diante da onda de “teístas inteligentes e talentosos que entram na academia hoje”. E conclui: “Deus não está morto na academia; voltou à vida no fim da década de 60 e hoje está vivo em sua última fortaleza acadêmica – os departamentos de filosofia”.
Teologia natural
O renascimento da filosofia cristã foi acompanhado pelo ressurgimento do interesse na teologia natural, ramo que tenta provar a existência de Deus sem usar a revelação divina. O alvo dessa teologia natural é justificar uma visão de mundo teísta ampla, que é comum entre cristãos, judeus e muçulmanos – e, claro, deístas. Embora poucos os considerem provas atraentes da existência de Yahweh dos cristãos, todos os argumentos tradicionais a favor da veracidade de Deus, além de alguns novos, encontram hoje defensores hábeis.
O argumento cronológico, por exemplo, defende que tudo o que existe tem uma explicação para sua existência, seja na necessidade de sua natureza ou em uma causa externa. E, se há uma explicação para a existência do universo, essa é a existência de Deus. Trata-se de um argumento com validade lógica, já que uma causa externa para o universo tem de estar além do espaço e do tempo; portanto, não pode ser física nem material. O argumento cronológico é defendido por estudiosos como Alexander Pruss, Timothy O’Connor, Stephen Davis, Robert Knoos e Richard Swinburne, entre outros.
Já o argumento cosmológico considera que tudo que começa a existir tem uma causa; portanto, se o universo passou à existência, também ele tem uma causa. Stuart Hackett, David Oderberg, Mark Nowacki e eu, particularmente, o defendemos. A premissa básica com certeza parece mais plausível do que sua negativa – afinal, acreditar que as coisas simplesmente comecem a existir sem uma causa é pior do que acreditar em mágica. Ainda assim, é surpreendente o número de ateus que evitam tal explicação. Tradicionalmente, os ateus defendem a eternidade do universo. Há, porém, muitos motivos, tanto filosóficos quanto científicos, para duvidar dessa eternidade. Para a filosofia, por exemplo, a idéia de passado infinito é absurda; se o universo nunca teve início, então o número de eventos históricos é infinito. Essa idéia é muito paradoxal, e, além disso, levanta um problema: como o evento presente poderia acontecer se houvesse um número infinito de eventos para acontecer antes?
Além do mais, uma série notável de descobertas astronômicas e astrofísicas do século passado conferiu nova vida ao argumento cosmológico. Temos, hoje, evidências bem fortes de que o universo não é eterno no passado, mas que teve um início absoluto há cerca de 13,7 bilhões de anos, em um cataclismo conhecido como Big Bang. Esta tese é espantosa porque representa a origem do universo a partir de praticamente nada – afinal, toda matéria e energia, inclusive o espaço e o tempo físicos, teriam derivado dele. Os recentes experimentos com o LHC, o mega-acelerador de partículas instalado nos Alpes suíços, caminham justamente nesta direção. Alguns cosmólogos até tentaram fabricar teorias alternativas para fugir a esse início absoluto – porém, nenhuma delas foi aceita pela comunidade científica.
Em 2003, os cosmólogos Arvind Borde, Alan Guth e Alexander Vilenkin conseguiram provar que qualquer universo que exista, em estado de expansão como o nosso, não pode ter passado eterno; mas teve, necessariamente, um início absoluto. “Os cosmólogos não podem mais se esconder atrás da possibilidade de um universo com passado eterno”, diz Vilenkin. “Não há como fugir – eles têm de encarar o problema do início cósmico”. Segue-se, então, que precisa ter havido uma causa transcendente que trouxe o universo à existência. Uma causa plausível no tempo, acima do espaço, e portanto, imaterial e pessoal.
“Assinatura de Deus”
Resta o argumento teológico. Este permanece firme como sempre, defendido, em várias formas, por gente como Robin Collins, John Leslie, Paul Davies, William Dembski e Michael Denton. Ultimamente, com o movimento denominado Projeto Inteligente, boa parte destes pesquisadores prosseguem na tradição de encontrar exemplos da “assinatura de Deus” nos sistemas biológicos. Todavia, o ponto sensível da discussão enfoca a recente descoberta da sintonia do cosmos com a vida. Essa sintonia assume dois aspectos – primeiro, porque quando as leis da natureza são expressas em equações matemáticas, como a da gravidade, apresentam certas constante. Logo, não determinam esses valores. Segundo, há certas variantes arbitrárias que fazem parte das condições iniciais do universo – a quantidade de entropia, por exemplo. Essas constantes e quantidades se encaixam em um alcance extraordinariamente pequeno de valores que permitem a existência de vida. Se fossem alteradas em valor inferior ao da grossura de um fio de cabelo, o equilíbrio que permite a existência e sustentação da vida seria destruído – ou seja, não haveria vida.
A essência dessa argumentação é de que a existência do universo, tal qual o conhecemos, decorre do acaso ou de um projeto. Quanto ao acaso, teóricos contemporâneos cada vez mais reconhecem que as evidências contra a sintonia são quase insuperáveis, a não ser quese esteja pronto a aceitar a hipótese especulativa de o nosso universo ser apenas um membro de um hipotético conjunto infinito e aleatório de universos. Nesse conjunto, pode-se imaginar qualquer tipo de mundo físico, e obviamente só encontraríamos um onde as constantes e quantidades são compatíveis com nossa existência.
Claro que todos esses argumentos são objeto de réplicas e contra-réplicas – e ninguém imagina que algum dia se chegará a consenso. Na verdade, há sinais de que o gigante adormecido do ateísmo, após um período de passividade, vai despertando de suasoneca e entrando na briga. J. Howard Sobel e Graham Oppy escreveram livros grandes e eruditos criticando os argumentos da teologia natural, e a Cambridge University Press lançou Companion to Atheism (“Companheiro do ateísmo”) no ano passado. De toda forma, a simples presença do debate na academia prova como é saudável e vibrante a visão de mundo teísta hoje.
Relativismo
Muita gente pode pensar que a reaparição da teologia natural em nossos dias seja apenas trabalho desperdiçado. Afinal, não vivemos em uma cultura pós-moderna, onde o apelo a argumentos apologéticos como esses deixaram de ser eficazes? Hoje, não se espera mais que argumentos para defender o teísmo funcionem. Não por outra razão, cada vez mais cristãos apenas compartilham sua história e convidam outros a participar dela.
Esse tipo de raciocínio carrega um diagnóstico errado, desastroso para a cultura contemporânea. A suposição de que vivemos em uma cultura pós-moderna não passa de mito. Na verdade, esse tipo de cultura é impossível; não poderíamos viver nela. Ninguém é relativista quando se trata de ciência, engenharia e tecnologia – o relativismo é seletivo, só surge quando o assunto é religião e ética. Mas é claro que isso não é pós-modernismo; é modernismo! Não passa do antigo verificacionismo, que sustentava que tudo que não se pode testar com os cinco sentidos é uma questão de preferência pessoal.
Fato é que vivemos em uma cultura que continua profundamente modernista. Se não for assim, não haverá explicação para a popularidade do novo ateísmo. Dawkins e sua turma são inegavelmente modernistas e até científicos em sua abordagem. Na leitura pós-modernista da cultura contemporânea, seus livros deveriam ter sido como água sobre pedra – porém, as pessoas os agarram ansiosas, convictas de que a fé religiosa é tolice.
Sob essa ótica, adequar o Evangelho à cultura pós-moderna leva à derrota. Deixando de lado as armas da lógica e da evidência, deixaremos o modernismo nos vencer. Se a Igreja adotar esse curso de ação, a próxima geração sofrerá conseqüências catastróficas. O cristianismo se tornará apenas mais uma voz em meio a uma cacofonia de vozes que competem entre si – cada uma apresentando sua narrativa e alegando ser a verdade objetiva sobre a realidade. Enquanto isso, o naturalismo científico continuará a moldar a visão da cultura sobre como o mundo realmente é.
Uma teologia natural consistente é bem necessária para que a sociedade ocidental ouça bem o Evangelho. Em geral, a cultura do Ocidente é profundamente pós-cristã – e este estado de coisas é fruto do iluminismo, que introduziu o fermento do secularismo na cultura européia. Hoje, esse fermento permeia toda a sociedade ocidental. Enquanto a maioria dos pensadores originais do iluminismo eram teístas, os intelectuais de hoje, majoritariamente, consideram o conhecimento teológico impossível. Aquele que se dedica ao raciocínio sem vacilar até o fim acabará ateísta – ou, na melhor das hipóteses, agnóstico.
Entender nossa cultura da forma correta é importante, porque o Evangelho nunca é ouvido isoladamente, mas sempre no cenário da cultura corrente. Uma pessoa que cresce em ambiente cultural que vê o cristianismo como opção viável estará aberta ao Evangelho – mas, neste caso, tanto faz falar aos secularistas sobre fadas, duendes ou Jesus Cristo! Cristãos que depreciam a teologia natural porque “ninguém se converte com argumentos intelectuais” têm a mente fechada. O valor dessa teologia vai muito além dos contatos evangelísticos imediatos. Ao passo que avançamos no século 21, a teologia natural será cada vez mais relevante e vital na preparação das pessoas para receberem o Evangelho. É tarefa mais ampla da apologética cristã, incluindo a teologia natural, ajudar a criar e sustentar um ambiente cultural em que o Evangelho seja ouvido como opção intelectual viável para pessoas que pensam. Com isso, lhes será conferida permissão intelectual para crer quando seu coração for tocado.
Fonte: Cristianismo Hoje
Nos últimos tempos, o mercado literário tem sido inundado por títulos defendendo o ateísmo. Boa parte deles viraram best-sellers – caso de Deus, um delírio, de Richard Dawkins, o mais ruidoso lançamento recente nesta linha. Pode-se supor, à primeira vista, que seja impossível aos pensadores modernos defender intelectualmente a existência de Deus. Todavia, um exame rápido nos livros do próprio Dawkins, bem como de autores como Sam Harris e Christopher Hitchens, entre outros, revela que o chamado novo ateísmo não possui base intelectual e deixa de lado a revolução ocorrida na filosofia anglo-americana. Tais obras refletem mais a pseudociência de uma geração anterior do que retratam o cenário intelectual contemporâneo.
O ápice cultural dessa geração aconteceu em 8 de abril de 1966. Naquela ocasião, o principal artigo da revista Time um dos maiores semanários da imprensa americana, foi apresentado numa capa completamente preta, com três palavras destacadas em vermelho: “Deus está morto?”. A história contava a suposta “morte” de Deus, movimento corrente na teologia naquela época. Porém, usando as palavras de Mark Twain, a notícia do “falecimento” do Senhor foi prematura. Ao mesmo tempo em que teólogos escreviam o obituário divino, uma nova geração de filósofos redescobria a vitalidade de Deus.
Para entender melhor a questão, é preciso fazer uma pequena digressão. Nas décadas de 1940 e 50, muitos filósofos acreditavam que falar sobre Deus era inútil – aliás, verdadeira tolice –, já que não há como provar a existência dele pelos cinco sentidos humanos. Essa tendência à verificação acabou se desfazendo, em parte porque os filósofos descobriram simplesmente que não havia como verificar a verificação! Esse foi o evento filosófico mais importante do século 20. O fim do império da verificação libertou os filósofos para voltarem a tratar de problemas tradicionais que haviam sido deixados de lado.
Com o renascimento do interesse nas questões empíricas tradicionais, sucedeu algo que ninguém havia previsto: o renascimento da filosofia cristã. A mudança começou, provavelmente, em 1967, com a publicação de livro God and Other Minds: A Study of the Rational Justification of Belief in God (“Deus e outras mentes: um estudo sobre a justificação racional da crença em Deus”), de Alvin Plantinga. Seguiram-se a ele vários filósofos cristãos, que militaram escrevendo em jornais eruditos, participando de conferências e publicando suas obras nas melhores editoras acadêmicas. Como resultado, a aparência da filosofia anglo-americana se transformou. Embora talvez ainda seja o ponto de vista dominante nas universidades americanas, o ateísmo hoje é uma filosofia em retirada.
Em um artigo recente, o filósofo Quentin Smith, da Universidade Western Michigan, lamentou o que chama de “dessecularização” da academia, que no seu entender evoluiu nos departamentos de filosofia desde o fim dos anos 60. Ele se queixa da passividade dos naturalistas diante da onda de “teístas inteligentes e talentosos que entram na academia hoje”. E conclui: “Deus não está morto na academia; voltou à vida no fim da década de 60 e hoje está vivo em sua última fortaleza acadêmica – os departamentos de filosofia”.
Teologia natural
O renascimento da filosofia cristã foi acompanhado pelo ressurgimento do interesse na teologia natural, ramo que tenta provar a existência de Deus sem usar a revelação divina. O alvo dessa teologia natural é justificar uma visão de mundo teísta ampla, que é comum entre cristãos, judeus e muçulmanos – e, claro, deístas. Embora poucos os considerem provas atraentes da existência de Yahweh dos cristãos, todos os argumentos tradicionais a favor da veracidade de Deus, além de alguns novos, encontram hoje defensores hábeis.
O argumento cronológico, por exemplo, defende que tudo o que existe tem uma explicação para sua existência, seja na necessidade de sua natureza ou em uma causa externa. E, se há uma explicação para a existência do universo, essa é a existência de Deus. Trata-se de um argumento com validade lógica, já que uma causa externa para o universo tem de estar além do espaço e do tempo; portanto, não pode ser física nem material. O argumento cronológico é defendido por estudiosos como Alexander Pruss, Timothy O’Connor, Stephen Davis, Robert Knoos e Richard Swinburne, entre outros.
Já o argumento cosmológico considera que tudo que começa a existir tem uma causa; portanto, se o universo passou à existência, também ele tem uma causa. Stuart Hackett, David Oderberg, Mark Nowacki e eu, particularmente, o defendemos. A premissa básica com certeza parece mais plausível do que sua negativa – afinal, acreditar que as coisas simplesmente comecem a existir sem uma causa é pior do que acreditar em mágica. Ainda assim, é surpreendente o número de ateus que evitam tal explicação. Tradicionalmente, os ateus defendem a eternidade do universo. Há, porém, muitos motivos, tanto filosóficos quanto científicos, para duvidar dessa eternidade. Para a filosofia, por exemplo, a idéia de passado infinito é absurda; se o universo nunca teve início, então o número de eventos históricos é infinito. Essa idéia é muito paradoxal, e, além disso, levanta um problema: como o evento presente poderia acontecer se houvesse um número infinito de eventos para acontecer antes?
Além do mais, uma série notável de descobertas astronômicas e astrofísicas do século passado conferiu nova vida ao argumento cosmológico. Temos, hoje, evidências bem fortes de que o universo não é eterno no passado, mas que teve um início absoluto há cerca de 13,7 bilhões de anos, em um cataclismo conhecido como Big Bang. Esta tese é espantosa porque representa a origem do universo a partir de praticamente nada – afinal, toda matéria e energia, inclusive o espaço e o tempo físicos, teriam derivado dele. Os recentes experimentos com o LHC, o mega-acelerador de partículas instalado nos Alpes suíços, caminham justamente nesta direção. Alguns cosmólogos até tentaram fabricar teorias alternativas para fugir a esse início absoluto – porém, nenhuma delas foi aceita pela comunidade científica.
Em 2003, os cosmólogos Arvind Borde, Alan Guth e Alexander Vilenkin conseguiram provar que qualquer universo que exista, em estado de expansão como o nosso, não pode ter passado eterno; mas teve, necessariamente, um início absoluto. “Os cosmólogos não podem mais se esconder atrás da possibilidade de um universo com passado eterno”, diz Vilenkin. “Não há como fugir – eles têm de encarar o problema do início cósmico”. Segue-se, então, que precisa ter havido uma causa transcendente que trouxe o universo à existência. Uma causa plausível no tempo, acima do espaço, e portanto, imaterial e pessoal.
“Assinatura de Deus”
Resta o argumento teológico. Este permanece firme como sempre, defendido, em várias formas, por gente como Robin Collins, John Leslie, Paul Davies, William Dembski e Michael Denton. Ultimamente, com o movimento denominado Projeto Inteligente, boa parte destes pesquisadores prosseguem na tradição de encontrar exemplos da “assinatura de Deus” nos sistemas biológicos. Todavia, o ponto sensível da discussão enfoca a recente descoberta da sintonia do cosmos com a vida. Essa sintonia assume dois aspectos – primeiro, porque quando as leis da natureza são expressas em equações matemáticas, como a da gravidade, apresentam certas constante. Logo, não determinam esses valores. Segundo, há certas variantes arbitrárias que fazem parte das condições iniciais do universo – a quantidade de entropia, por exemplo. Essas constantes e quantidades se encaixam em um alcance extraordinariamente pequeno de valores que permitem a existência de vida. Se fossem alteradas em valor inferior ao da grossura de um fio de cabelo, o equilíbrio que permite a existência e sustentação da vida seria destruído – ou seja, não haveria vida.
A essência dessa argumentação é de que a existência do universo, tal qual o conhecemos, decorre do acaso ou de um projeto. Quanto ao acaso, teóricos contemporâneos cada vez mais reconhecem que as evidências contra a sintonia são quase insuperáveis, a não ser quese esteja pronto a aceitar a hipótese especulativa de o nosso universo ser apenas um membro de um hipotético conjunto infinito e aleatório de universos. Nesse conjunto, pode-se imaginar qualquer tipo de mundo físico, e obviamente só encontraríamos um onde as constantes e quantidades são compatíveis com nossa existência.
Claro que todos esses argumentos são objeto de réplicas e contra-réplicas – e ninguém imagina que algum dia se chegará a consenso. Na verdade, há sinais de que o gigante adormecido do ateísmo, após um período de passividade, vai despertando de suasoneca e entrando na briga. J. Howard Sobel e Graham Oppy escreveram livros grandes e eruditos criticando os argumentos da teologia natural, e a Cambridge University Press lançou Companion to Atheism (“Companheiro do ateísmo”) no ano passado. De toda forma, a simples presença do debate na academia prova como é saudável e vibrante a visão de mundo teísta hoje.
Relativismo
Muita gente pode pensar que a reaparição da teologia natural em nossos dias seja apenas trabalho desperdiçado. Afinal, não vivemos em uma cultura pós-moderna, onde o apelo a argumentos apologéticos como esses deixaram de ser eficazes? Hoje, não se espera mais que argumentos para defender o teísmo funcionem. Não por outra razão, cada vez mais cristãos apenas compartilham sua história e convidam outros a participar dela.
Esse tipo de raciocínio carrega um diagnóstico errado, desastroso para a cultura contemporânea. A suposição de que vivemos em uma cultura pós-moderna não passa de mito. Na verdade, esse tipo de cultura é impossível; não poderíamos viver nela. Ninguém é relativista quando se trata de ciência, engenharia e tecnologia – o relativismo é seletivo, só surge quando o assunto é religião e ética. Mas é claro que isso não é pós-modernismo; é modernismo! Não passa do antigo verificacionismo, que sustentava que tudo que não se pode testar com os cinco sentidos é uma questão de preferência pessoal.
Fato é que vivemos em uma cultura que continua profundamente modernista. Se não for assim, não haverá explicação para a popularidade do novo ateísmo. Dawkins e sua turma são inegavelmente modernistas e até científicos em sua abordagem. Na leitura pós-modernista da cultura contemporânea, seus livros deveriam ter sido como água sobre pedra – porém, as pessoas os agarram ansiosas, convictas de que a fé religiosa é tolice.
Sob essa ótica, adequar o Evangelho à cultura pós-moderna leva à derrota. Deixando de lado as armas da lógica e da evidência, deixaremos o modernismo nos vencer. Se a Igreja adotar esse curso de ação, a próxima geração sofrerá conseqüências catastróficas. O cristianismo se tornará apenas mais uma voz em meio a uma cacofonia de vozes que competem entre si – cada uma apresentando sua narrativa e alegando ser a verdade objetiva sobre a realidade. Enquanto isso, o naturalismo científico continuará a moldar a visão da cultura sobre como o mundo realmente é.
Uma teologia natural consistente é bem necessária para que a sociedade ocidental ouça bem o Evangelho. Em geral, a cultura do Ocidente é profundamente pós-cristã – e este estado de coisas é fruto do iluminismo, que introduziu o fermento do secularismo na cultura européia. Hoje, esse fermento permeia toda a sociedade ocidental. Enquanto a maioria dos pensadores originais do iluminismo eram teístas, os intelectuais de hoje, majoritariamente, consideram o conhecimento teológico impossível. Aquele que se dedica ao raciocínio sem vacilar até o fim acabará ateísta – ou, na melhor das hipóteses, agnóstico.
Entender nossa cultura da forma correta é importante, porque o Evangelho nunca é ouvido isoladamente, mas sempre no cenário da cultura corrente. Uma pessoa que cresce em ambiente cultural que vê o cristianismo como opção viável estará aberta ao Evangelho – mas, neste caso, tanto faz falar aos secularistas sobre fadas, duendes ou Jesus Cristo! Cristãos que depreciam a teologia natural porque “ninguém se converte com argumentos intelectuais” têm a mente fechada. O valor dessa teologia vai muito além dos contatos evangelísticos imediatos. Ao passo que avançamos no século 21, a teologia natural será cada vez mais relevante e vital na preparação das pessoas para receberem o Evangelho. É tarefa mais ampla da apologética cristã, incluindo a teologia natural, ajudar a criar e sustentar um ambiente cultural em que o Evangelho seja ouvido como opção intelectual viável para pessoas que pensam. Com isso, lhes será conferida permissão intelectual para crer quando seu coração for tocado.
Fonte: Cristianismo Hoje
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
Pastor preso por denunciar relação entre líder da Assembleia de Deus e Rev. Moon
O pastor Enoque Lima foi preso após denunciar ligações entre o bispo Manoel Ferreira , líder da Assembleia de Deus Ministério Madureira, com o Rev. Moon, líder da Igreja da Unificação.
Pastor Enoque Lima foi preso nesta última sexta-feira, após suas denúncias sobre a relação entre o presidente da Assembléia de Deus Madureira e o líder da Igreja Unificação, o Rev. Moon.
O advogado evangélico que está entrando em contato com a família do pastor, Dr. Zenóbio Fonseca, afirmou que a prisão foi feita de forma ilegal.
“O Pastor Enoque é um homem correto, honrado e a sua prisão tem correlação direta com a denúncia que ele fez sobre o reverendo Moon e o Bispo Manoel Ferreira. O pastor Enoque é membro da Assembléia de Deus e está sofrendo perseguição religiosa, ataque contra a sua liberdade de expressão e informação garantida pela Constituição Federal”.
Pastor Enoque denunciava a ligação do Bispo Manoel Ferreira, presidente da Assembléia de Deus Ministério Madureira, com o Rev. Moon, líder da Igreja Unificação – considerada seita. Sua esposa acredita que a prisão tem relação com Manoel Ferreira.
Júlio Severo, em seu blog cristão, informa que recebeu um comunicado da esposa de Enoque, dizendo que ele a teria telefonado para informar sobre a sua prisão.
Segundo denúncias em seu blog, Ferreira havia tido relações com o Rev. Moon, da seita Igreja da Unificação. “Nessas denúncias, meu blog sempre usou vídeos preparados pelo Pr. Lima,” disse Júlio.
O pastor em uma carta disse que desejava esclarecer dúvidas e “explicar o uso de minhas atribuições como ministro do evangelho no exposto e comentado ‘Caso Moon Ferreira’ na internet.”
“Nossa mente vai rejeitar aquilo que não entendemos ou não compreendemos e DEUS não tem obrigação de nos explicar tudo, nem nós podemos nos cobrar saber de tudo, o que não podemos ser é omissos quanto à verdade dos fatos. Por isso realizei uma profunda pesquisa sobre o assunto, encontrei fatos estranhos que de imediato nos parece apostasia e heresia,” expressou Pastor Enoque na carta.
Enoque expôs o “Caso Moon Ferreira” na Internet (youtube), que se refere a vídeos com a pessoa do bispo Manoel Ferreira e seu envolvimento com a seita da Unificação e o Reverendo Moon.
Segundo ele, os vídeos do ‘Caso Moon Ferreira 2010 bispo na Coréia são as provas da associação entre o líder principal da Assembléia de Deus Ministério Madureira, bispo Manoel Ferreira, e o reverendo Moon, líder da seita "Igreja da Unificação," da Coréia do Sul. Os vídeos foram editados e postados por ele.
Em sua carta ele fala sobre o vídeo ‘Caso Moon Ferreira 2010,’ que mostrou o bispo Manoel Ferreira em alguns eventos relacionados à seita, conferindo a benção em uma cerimônia religiosa (casamento místico espiritual) na Igreja do reverendo Moon, em sua sede mundial na Coréia do Sul. Além disso, ele afirma que “ao contrário do que possa parecer, este não é um evento ordinário na liturgia do grupo, mas um dos eventos mais importantes para os membros da seita, pois é através do casamento místico e espiritual que os fiéis se tornam filhos espirituais do reverendo Moon.”
Ele descreveu ainda a Igreja da Unificação, dizendo que ela “é uma seita fundada por Sun Myung Moon, o qual teria nascido para completar a salvação dos homens, sendo ele mesmo a concretização da segunda vinda de Cristo.”
“Em síntese, o grupo afirma que Jesus fracassou em sua primeira vinda e cabe ao reverendo Moon completar sua missão, redimindo a humanidade. De acordo com a teologia do Moonismo, o destino final dos homens é serem casados e terem uma família perfeita. Isso porém não pode atualmente se realizar por que Jesus falhou, e assim não executou a salvação completa,” finalizou ele.
Pastor Enoque Lima foi preso nesta última sexta-feira, após suas denúncias sobre a relação entre o presidente da Assembléia de Deus Madureira e o líder da Igreja Unificação, o Rev. Moon.
O advogado evangélico que está entrando em contato com a família do pastor, Dr. Zenóbio Fonseca, afirmou que a prisão foi feita de forma ilegal.
“O Pastor Enoque é um homem correto, honrado e a sua prisão tem correlação direta com a denúncia que ele fez sobre o reverendo Moon e o Bispo Manoel Ferreira. O pastor Enoque é membro da Assembléia de Deus e está sofrendo perseguição religiosa, ataque contra a sua liberdade de expressão e informação garantida pela Constituição Federal”.
Pastor Enoque denunciava a ligação do Bispo Manoel Ferreira, presidente da Assembléia de Deus Ministério Madureira, com o Rev. Moon, líder da Igreja Unificação – considerada seita. Sua esposa acredita que a prisão tem relação com Manoel Ferreira.
Júlio Severo, em seu blog cristão, informa que recebeu um comunicado da esposa de Enoque, dizendo que ele a teria telefonado para informar sobre a sua prisão.
Segundo denúncias em seu blog, Ferreira havia tido relações com o Rev. Moon, da seita Igreja da Unificação. “Nessas denúncias, meu blog sempre usou vídeos preparados pelo Pr. Lima,” disse Júlio.
O pastor em uma carta disse que desejava esclarecer dúvidas e “explicar o uso de minhas atribuições como ministro do evangelho no exposto e comentado ‘Caso Moon Ferreira’ na internet.”
“Nossa mente vai rejeitar aquilo que não entendemos ou não compreendemos e DEUS não tem obrigação de nos explicar tudo, nem nós podemos nos cobrar saber de tudo, o que não podemos ser é omissos quanto à verdade dos fatos. Por isso realizei uma profunda pesquisa sobre o assunto, encontrei fatos estranhos que de imediato nos parece apostasia e heresia,” expressou Pastor Enoque na carta.
Enoque expôs o “Caso Moon Ferreira” na Internet (youtube), que se refere a vídeos com a pessoa do bispo Manoel Ferreira e seu envolvimento com a seita da Unificação e o Reverendo Moon.
Segundo ele, os vídeos do ‘Caso Moon Ferreira 2010 bispo na Coréia são as provas da associação entre o líder principal da Assembléia de Deus Ministério Madureira, bispo Manoel Ferreira, e o reverendo Moon, líder da seita "Igreja da Unificação," da Coréia do Sul. Os vídeos foram editados e postados por ele.
Em sua carta ele fala sobre o vídeo ‘Caso Moon Ferreira 2010,’ que mostrou o bispo Manoel Ferreira em alguns eventos relacionados à seita, conferindo a benção em uma cerimônia religiosa (casamento místico espiritual) na Igreja do reverendo Moon, em sua sede mundial na Coréia do Sul. Além disso, ele afirma que “ao contrário do que possa parecer, este não é um evento ordinário na liturgia do grupo, mas um dos eventos mais importantes para os membros da seita, pois é através do casamento místico e espiritual que os fiéis se tornam filhos espirituais do reverendo Moon.”
Ele descreveu ainda a Igreja da Unificação, dizendo que ela “é uma seita fundada por Sun Myung Moon, o qual teria nascido para completar a salvação dos homens, sendo ele mesmo a concretização da segunda vinda de Cristo.”
“Em síntese, o grupo afirma que Jesus fracassou em sua primeira vinda e cabe ao reverendo Moon completar sua missão, redimindo a humanidade. De acordo com a teologia do Moonismo, o destino final dos homens é serem casados e terem uma família perfeita. Isso porém não pode atualmente se realizar por que Jesus falhou, e assim não executou a salvação completa,” finalizou ele.
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