quarta-feira, 31 de março de 2010
JOVEM PASTOR É CONDENADO A DEZ ANOS DE PRISÃO
No dia 18 de janeiro, a polícia do Uzbequistão prendeu o pastor Tohar Haydarov, 27, o levou para uma delegacia e o pressionou a renunciar sua fé. Quando ele se recusou, eles plantaram drogas em seu bolso. A polícia confiscou as chaves do pastor Tohar, revistou sua casa e, supostamente, encontrou mais drogas. O pastor foi agredido e forçado a assinar alguns papéis. Os batistas não puderam testemunhar no julgamento dele, no dia 4 de março. Em 5 de março, o pai de Tohar foi encontrado morto em sua casa. De acordo com um relato oficial, ele morreu como resultado de um choque elétrico acidental. No dia 9 de março, um tribunal condenou o pastor Tohar a 10 anos de prisão sob acusações de posse de drogas e tráfico. Os batistas e os vizinhos do pastor Tohar declaram que ele é um homem honesto e puro, e inclusive assinaram um documento confirmando o bom caráter do pastor.Pedidos de oração• Ore para que Deus interfira no país, para que o Uzbequistão defenda a Igreja inexperiente que está sendo agredida e perseguida, frustrando os planos maus e edificando sua Igreja.• Ore pelo pastor Tohar Haydarov, condenado a 10 anos de prisão por um crime que ele não cometeu, e pelo pastor Dmitry Shestakov, da Igreja Evangelho Pleno, condenado a quatro anos de prisão por suas atividades religiosas. Que eles possam ser usados para a glória de Deus, confiando no amor a na graça de Deus. FONTE MISSÕES PORTAS ABERTAS
terça-feira, 30 de março de 2010
ESPIRITUALIDADE É TEMA ENTRE FAMOSOS NA PRÉ-ESTREIA DO LONGA SOBRE CHICO XAVIER
Espiritualidade, espiristimo, fé, compaixão foram os temas da noite da pré-estreia do filme “Chico Xavier”, nesta segunda-feira (29/3), em um shopping da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.Boa parte do elenco e dos artistas que compareceram ao lançamento do longa-metragem, dirigido por Daniel Filho, definem-se como espiritualistas e admiram a figura de Chico Xavier, que completaria 100 anos, no dia 2 de abril.Até mesmo o ator Nelson Xavier, que se considera ateu, diz que o filme o fez perceber a importância da fé. Xavier interpreta o médium no período entre 1969 e 1975. “Acho que me tornei uma pessoa melhor. Minha mãe era espírita e eu nunca prestei atenção. Agora, com o filme, percebi que precisamos prestar mais atenção nesses assuntos de fé.”Já o ator Ângelo Antônio, que interpreta o médium na juventude, conta que apesar de ter formação católica, tem grande interesse por assuntos religiosos e existenciais.Para compor seu personagem, Ângelo Antônio conta que fez extensa pesquisa sobre Chico Xavier. Percorreu lugares onde o espírita viveu, leu as obras de Allan Kardec e conheceu pequenos centros espíritas de Minas Gerais. “No início, dormia com a luz acesa. Cheguei a sentir a presença de espíritos e fiquei com um pouco de medo”, revela o ator, que não se considera um espírita.Ângelo Antônio, que está namorando a atriz Juliana Didone, relembra que sua tia em Curvelo, Minas Gerais, levava-o a centros espíritas. “Esse filme recuperou momentos da minha infância. O filme nos faz pensar na solidariedade, que está esquecida.”Quem faz coro ao ator é Cássia Kiss. Além de participar do longa, a atriz está no elenco da novela “Escrito nas Estrelas”, da Globo, que também aborda o plano espiritual e a vida após a morte. “O espiritismo é um tema que me agrada. Gosto de ir a um centro espírita de cura na Gardênia (Jacarepaguá, no Rio). Sempre que vou sinto uma satisfação enorme. Na novela, interpretarei uma desencarnada. Na minha visão, é uma mulher infinitamente mais feliz. Sem salto alto, mentiras e desgraças”, conta a atriz.Cássia chegou a conhecer Chico Xavier, em 2002, ano em que o médium faleceu. “Estávamos (Antonio Fagundes e Leonardo Brício) apresentando a peça 'Últimas Luas', em Uberaba. Lá, recebemos o convite para ir até a casa dele e conhecê-lo. Foi a pessoa mais humilde que já conheci. Foi uma experiência maravilhosa”Para a atriz Christiane Torloni, não há dúvidas de que a espiritualidade faz parte de sua vida. “Voltei ao Brasil, justamente para fazer a novela ‘A Viagem’, mas não me considero espírita."A atriz Letícia Sabatella, que vive a mãe do médium, também diz acreditar no espiritismo e não ter preconceitos com as diferentes religiões e doutrinas. “Minha avó Jacyra, de 99 anos, é médium. Meu pai e minha tia também são espíritas. Em Curitiba, eu ia ao centro espírita, e, em Minas, rezava o terço com a minha outra avó."Giovanna Antonelli, que vive a madrasta do médium, também se considera uma pessoa sem preconceitos. "Acredito em tudo até que se prove o contrário. Sou uma pessoa de fé", diz a atriz que assistiu ao filme pela primeira vez. "Achei lindo e emocionante. Chorei e ri durante a exibição."Para o ator Carlos Vereza, médium e frequentador do centro espírita Lar de Frei Luiz, que também está na novela "Escrito nas Estrelas", as obras espíritas que foram e vêm sendo lançadas nos últimos anos são sinais de que o mundo espiritual está dando um basta ao consumismo e o individualismo na terra. Fonte UOL
segunda-feira, 29 de março de 2010
MILAGRES E MILHÕES
– Uma das histórias que mais me impressionou (sic) foi de um homem que morreu. Como se diz no Nordeste, ele estava na pedra. A família já tinha recebido atestado de óbito. A filha dele chegou em mim na igreja, me abraçou e disse: “Se o senhor disser que ele está vivo, ele viverá”. O que houve ali foi pela fé dela. Comovido, respondi: “Então, está vivo”. Quando ela voltou para casa, estavam se preparando para velar o corpo e receberam a notícia de que o homem havia voltado à vida. Os médicos tentaram justificar, mas não conseguiram entender como o coração dele voltou a bater. Foi uma ressurreição.
O relato acima foi feito em 2009 pelo líder evangélico Valdemiro Santiago de Oliveira numa de suas raras entrevistas, concedida a uma publicação evangélica chamada Eclésia.
Alto, negro, extrovertido, de fala rouca cheia de erros de português e forte sotaque mineiro, Valdemiro, de 46 anos, é o criador, líder absoluto e autoproclamado “apóstolo” da Igreja Mundial do Poder de Deus. Caçula entre as neopentecostais, a igreja foi fundada em 1998, em Sorocaba, interior de São Paulo. Mineiro de Palma, região de Juiz de Fora, Valdemiro gosta de se definir como “homem do mato” ou “um simples comedor de angu”. Na pregação diária de bispos e pastores e no boca a boca de milhares de fiéis, é reverenciado como milagreiro. Além de afirmar ressuscitar os mortos, cultiva a fama de curar de aids, câncer, cegueira, surdez, tuberculose, hanseníase, paralisia, alergias, coceiras e dores em qualquer parte do corpo e da alma. Num domingo com três cultos, Valdemiro chega a apresentar mais de 30 testemunhos de cura. ÉPOCA tentou falar com Valdemiro durante dois meses. As solicitações foram feitas por meio de assessores e bispos e diretamente a ele, na saída de cultos. Em duas ocasiões, ele prometeu dar entrevista, mas nunca agendou.
Dissidência da Igreja Universal do Reino de Deus, a Mundial é a menos organizada das evangélicas. Seus templos têm instalações precárias. A pregação é classificada por alguns como “primitiva”. Há gritos, choros e performances espalhafatosas. Até suas publicações são visivelmente mais pobres que as das concorrentes. Apesar de fazer quase tudo no improviso, a Mundial já é considerada o maior fenômeno religioso do Brasil desde a criação da Igreja Universal, em 1977, sob a liderança do bispo Edir Macedo. Mais que isso, a Mundial começa a se firmar como ameaça ao império que a Universal ergueu no campo das neopentecostais.
Carismático, intuitivo, meio desafiador, meio fanfarrão, Valdemiro comanda uma estrutura que, de acordo com números da igreja, reúne 2.350 templos, cerca de 4.500 pastores e tem sedes em mais 12 países. Só em aluguéis de imóveis para cultos a Mundial gasta R$ 12 milhões por mês, segundo estima o diretor de compras da igreja, Mateus Oliveira, sobrinho de Valdemiro. Em número de templos, a Mundial superou duas de suas três concorrentes neopentecostais: a Internacional da Graça, do missionário R.R. Soares, e a Renascer, do casal Estevam e Sônia Hernandes. Nos últimos dois anos, a Mundial praticamente multiplicou por dez seu tamanho (em 2008, eram 250 templos). Mantido o atual ritmo de crescimento, ela ultrapassaria a Universal até 2012. A igreja de Edir Macedo afirma ter 5.200 templos e 10 mil pastores.
Uma característica nova na expansão da Mundial está naquilo que o sociólogo Ricardo Mariano, estudioso de religião na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, chama de “pescar no próprio aquário evangélico”. Estudos sugerem que a maior parte dos seguidores da Mundial veio de outras neopentecostais, principalmente da Universal. Poucos eram do meio católico, tradicional fornecedor de fiéis para denominações evangélicas. “Calculo que mais de 50% dos membros da Mundial saíram da Universal, uns 30% da Internacional da Graça e o resto das demais evangélicas ou outras religiões”, diz Paulo Romeiro, professor de teologia da Universidade Presbiteriana Mackenzie e autor de um livro sobre a igreja.
Na cúpula da Mundial, a presença de ex-membros da Universal é expressiva. Estima-se que 90% dos bispos e até 80% dos pastores tenham sido formados por Edir Macedo. O próprio Valdemiro tem origem na Universal, onde atuou por 18 anos. O apetite com que a Mundial avança sobre a Universal aparece até na distribuição geográfica dos templos. Valdemiro tem predileção por instalar igrejas em imóveis que já foram ocupados pela Universal.
Parte do encanto de Valdemiro está na imagem messiânica que ele construiu em torno de si, contando histórias mirabolantes. A mais espetacular está no livro O grande livramento: ele descreve um naufrágio que sofreu em Moçambique em 1996, quando ainda era da Universal. Valdemiro diz que ele e três conhecidos foram vítimas de uma sabotagem, que fez a embarcação afundar a 20 quilômetros da costa. A partir daí, a história ganha ares cinematográficos.
Valdemiro na época pesava 153 quilos (anos depois, ele faria uma cirurgia de redução de estômago). Ele diz que deu os únicos três coletes aos colegas e começou a nadar a esmo. Diz ter nadado oito horas “contra forte correnteza”, “ondas gigantes” e cercado por “tubarões-brancos assassinos” e “barracudas agressivas”. Na travessia, prossegue sua narrativa, um pedaço de sua perna foi arrancado e seus olhos foram queimados por “águas-vivas gigantes”. Quando finalmente chegou à praia, diz ele, dormiu na areia e acordou nos braços de dois estranhos, “africanos seminus”. “Tive a clareza de que os anjos do Senhor haviam me visitado e me dado o livramento”, diz. Dos três companheiros, dois morreram e um foi resgatado. Na época, jornais noticiaram o naufrágio, mas muita gente na igreja duvidou do relato. Um bispo foi à África fazer uma sindicância, mas isso não sanou as dúvidas.
Valdemiro também conta outros três causos de “livramento”. Diz que, numa ocasião, caiu do 8º andar de uma obra, mas nada sofreu. Afirma também que, passeando de carro “na África”, uma bomba de um campo minado explodiu “arremessando nosso carro uns 3 metros para o alto”. Diz ainda que sofreu uma tentativa de assassinato, mas os “matadores profissionais” erraram os cinco tiros. “Assustados, jogaram o rifle para dentro do carro e fugiram”, afirma. fonte revista época.
O relato acima foi feito em 2009 pelo líder evangélico Valdemiro Santiago de Oliveira numa de suas raras entrevistas, concedida a uma publicação evangélica chamada Eclésia.
Alto, negro, extrovertido, de fala rouca cheia de erros de português e forte sotaque mineiro, Valdemiro, de 46 anos, é o criador, líder absoluto e autoproclamado “apóstolo” da Igreja Mundial do Poder de Deus. Caçula entre as neopentecostais, a igreja foi fundada em 1998, em Sorocaba, interior de São Paulo. Mineiro de Palma, região de Juiz de Fora, Valdemiro gosta de se definir como “homem do mato” ou “um simples comedor de angu”. Na pregação diária de bispos e pastores e no boca a boca de milhares de fiéis, é reverenciado como milagreiro. Além de afirmar ressuscitar os mortos, cultiva a fama de curar de aids, câncer, cegueira, surdez, tuberculose, hanseníase, paralisia, alergias, coceiras e dores em qualquer parte do corpo e da alma. Num domingo com três cultos, Valdemiro chega a apresentar mais de 30 testemunhos de cura. ÉPOCA tentou falar com Valdemiro durante dois meses. As solicitações foram feitas por meio de assessores e bispos e diretamente a ele, na saída de cultos. Em duas ocasiões, ele prometeu dar entrevista, mas nunca agendou.
Dissidência da Igreja Universal do Reino de Deus, a Mundial é a menos organizada das evangélicas. Seus templos têm instalações precárias. A pregação é classificada por alguns como “primitiva”. Há gritos, choros e performances espalhafatosas. Até suas publicações são visivelmente mais pobres que as das concorrentes. Apesar de fazer quase tudo no improviso, a Mundial já é considerada o maior fenômeno religioso do Brasil desde a criação da Igreja Universal, em 1977, sob a liderança do bispo Edir Macedo. Mais que isso, a Mundial começa a se firmar como ameaça ao império que a Universal ergueu no campo das neopentecostais.
Carismático, intuitivo, meio desafiador, meio fanfarrão, Valdemiro comanda uma estrutura que, de acordo com números da igreja, reúne 2.350 templos, cerca de 4.500 pastores e tem sedes em mais 12 países. Só em aluguéis de imóveis para cultos a Mundial gasta R$ 12 milhões por mês, segundo estima o diretor de compras da igreja, Mateus Oliveira, sobrinho de Valdemiro. Em número de templos, a Mundial superou duas de suas três concorrentes neopentecostais: a Internacional da Graça, do missionário R.R. Soares, e a Renascer, do casal Estevam e Sônia Hernandes. Nos últimos dois anos, a Mundial praticamente multiplicou por dez seu tamanho (em 2008, eram 250 templos). Mantido o atual ritmo de crescimento, ela ultrapassaria a Universal até 2012. A igreja de Edir Macedo afirma ter 5.200 templos e 10 mil pastores.
Uma característica nova na expansão da Mundial está naquilo que o sociólogo Ricardo Mariano, estudioso de religião na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, chama de “pescar no próprio aquário evangélico”. Estudos sugerem que a maior parte dos seguidores da Mundial veio de outras neopentecostais, principalmente da Universal. Poucos eram do meio católico, tradicional fornecedor de fiéis para denominações evangélicas. “Calculo que mais de 50% dos membros da Mundial saíram da Universal, uns 30% da Internacional da Graça e o resto das demais evangélicas ou outras religiões”, diz Paulo Romeiro, professor de teologia da Universidade Presbiteriana Mackenzie e autor de um livro sobre a igreja.
Na cúpula da Mundial, a presença de ex-membros da Universal é expressiva. Estima-se que 90% dos bispos e até 80% dos pastores tenham sido formados por Edir Macedo. O próprio Valdemiro tem origem na Universal, onde atuou por 18 anos. O apetite com que a Mundial avança sobre a Universal aparece até na distribuição geográfica dos templos. Valdemiro tem predileção por instalar igrejas em imóveis que já foram ocupados pela Universal.
Parte do encanto de Valdemiro está na imagem messiânica que ele construiu em torno de si, contando histórias mirabolantes. A mais espetacular está no livro O grande livramento: ele descreve um naufrágio que sofreu em Moçambique em 1996, quando ainda era da Universal. Valdemiro diz que ele e três conhecidos foram vítimas de uma sabotagem, que fez a embarcação afundar a 20 quilômetros da costa. A partir daí, a história ganha ares cinematográficos.
Valdemiro na época pesava 153 quilos (anos depois, ele faria uma cirurgia de redução de estômago). Ele diz que deu os únicos três coletes aos colegas e começou a nadar a esmo. Diz ter nadado oito horas “contra forte correnteza”, “ondas gigantes” e cercado por “tubarões-brancos assassinos” e “barracudas agressivas”. Na travessia, prossegue sua narrativa, um pedaço de sua perna foi arrancado e seus olhos foram queimados por “águas-vivas gigantes”. Quando finalmente chegou à praia, diz ele, dormiu na areia e acordou nos braços de dois estranhos, “africanos seminus”. “Tive a clareza de que os anjos do Senhor haviam me visitado e me dado o livramento”, diz. Dos três companheiros, dois morreram e um foi resgatado. Na época, jornais noticiaram o naufrágio, mas muita gente na igreja duvidou do relato. Um bispo foi à África fazer uma sindicância, mas isso não sanou as dúvidas.
Valdemiro também conta outros três causos de “livramento”. Diz que, numa ocasião, caiu do 8º andar de uma obra, mas nada sofreu. Afirma também que, passeando de carro “na África”, uma bomba de um campo minado explodiu “arremessando nosso carro uns 3 metros para o alto”. Diz ainda que sofreu uma tentativa de assassinato, mas os “matadores profissionais” erraram os cinco tiros. “Assustados, jogaram o rifle para dentro do carro e fugiram”, afirma. fonte revista época.
sexta-feira, 26 de março de 2010
RATZINGER E BERTONE ACOBERTARAM PADRE PEDÓFILO
1. Como se diz por aqui, a repercussão da denúncia do jornal The New York Times não morreu do outro lado do rio Tevere, onde fica a cidade do Vaticano.
Os noticiários dos telejornais de hoje cedo mostraram que toda a Europa Ocidental ficou escandalizada com a ordem de “engavetamento” dada para o caso do padre norte-americano Lawrence Murphy, da diocese católica de Wisconsin.
O padre Lawrence Murphy, de 1954 a 1974, abusou sexualmente de mais de 200 crianças, quando trabalhava no colégio católico John’s School. Entre as vítimas estavam crianças portadoras desenvolvimento mental retardado.
Sem nunca ter sido processado pelas justiças laica e eclesial, o padre Murphy faleceu em 21 de agosto de 1998.
Em 1974, o arcebispo William Cousins, por ser voz corrente os abusos sexuais perpetrados por Murphy, afastou-o do colégio. Então, Murphy foi colocado em outra diocese, onde, por mais de 20 anos, trabalhou com crianças em escolas de paróquias e com menores infratores internados em estabelecimento do Estado.
O ex-Santo Ofício da Inquisição, hoje repaginado e chamado de Congregação para a Doutrina da Fé, foi informado, para tomar providências, dos crimes praticados pelo padre pedófilo Murphy.
À época, o atual papa Ratzinger presidia a Congregação para a Doutrina da Fé e o seu vice era o cardeal Tarcisio Bertone, atual secretário de Estado do Vaticano e segundo homem da hierarquia eclesiástica.
2. Segundo o jornal The New York Times, o bispo de Milwaukee, Rembert Weakland, enviou, oficialmente, duas cartas-denúncia a Ratzinger, quando este presidia o ex-Santo Ofício.
A matéria jornalística está documentada. Os documentos foram fornecidos pelos advogados Jeff Anderson e Mike Finnegan. Eles são advogados de cinco vítimas de Murphy. As cartas com denúncias contra Murphy foram enviados a Ratzinger em 1996.
Nenhuma dessas duas cartas foi respondida por Ratzinger.
3. Passados 8 meses, o bispo Weakland recebeu resposta às duas missivas enviadas. A resposta não foi fornecida diretamente por Ratzinger. Acabou dada por Tarcisio Bertone, o segundo homem da hierarquia do ex-Santo Ofício.
Num primeiro momento, o cardeal Bertone ordenou a instauração de um processo secreto para a destituição do padre Murphy.
Mas, um ano depois, Bertone mudou de idéia. Disse que o padre Murphy estava mal de saúde, que enviara uma carta de arrependimento a Ratzinger e os fatos tinham ocorrido há mais de 30 anos. Bertone finalizou a carta com a recomendação para adoção de medidas pastorais, ou seja, nada de processo disciplinar. Apenas advertências para conduzi-lo ao arrependimento e restrições territoriais para celebração da eucaristia.
Preocupado, o bispo de Weakland voltou a escrever a Bertone. Comunicou que Murphy jamais havia revelado remorsos pelos seus atos. Ou seja, era um pedófilo assumido.
Bertone, apesar do alerta, mostrou-se irredutível e concluiu pela inexistência de elementos para iniciar um processo.
4. Duas publicações saíram, hoje, em defesa do papa Bento XVI. O “diário oficial do Vaticano”, Observatório Romano, fala da intenção permanente de veículos da “mass-mídia” em atingir, a qualquer custo, a imagem do papa Bento XVI e dos seus colaboradores.
O cotidiano Avvenire, uma publicação dos bispos italianos, conclui pela leitura tendenciosa dos fatos, pelo jornal The New York Times.
Em entrevista ao jornal Corriere della Sera de hoje, o monsenhor Gianfranco Girotti, diretor da Penitenciária Apostólica, um tribunal que cuida das almas, alerta que a Congressão para a Doutrina da Fé, na qual trabalhava com Ratzinger e Bertone, jamais “colocou areia” na apuração do caso Murphy. Mais ainda, quando souberam do caso, Murphy estava morrendo: “Efetivamente, morreu poucos meses depois”.
5. PANO RÁPIDO. Pelo jeito, até Deus duvida de Ratzinger não ter sido informado por Bertone sobre o ocorrido com o padre norte-americano Murphy, ou seja, casos de pedofilia com vítimas menores, dentre elas crianças com desenvolvimento mental retardado e algumas com surdo-mudez.Como o renitente Murphy já estava para deixar esse mundo, parece que Ratzinger e Bertone repassaram a solução para outra instância, a Justiça divina. FONTE TERRA.
Os noticiários dos telejornais de hoje cedo mostraram que toda a Europa Ocidental ficou escandalizada com a ordem de “engavetamento” dada para o caso do padre norte-americano Lawrence Murphy, da diocese católica de Wisconsin.
O padre Lawrence Murphy, de 1954 a 1974, abusou sexualmente de mais de 200 crianças, quando trabalhava no colégio católico John’s School. Entre as vítimas estavam crianças portadoras desenvolvimento mental retardado.
Sem nunca ter sido processado pelas justiças laica e eclesial, o padre Murphy faleceu em 21 de agosto de 1998.
Em 1974, o arcebispo William Cousins, por ser voz corrente os abusos sexuais perpetrados por Murphy, afastou-o do colégio. Então, Murphy foi colocado em outra diocese, onde, por mais de 20 anos, trabalhou com crianças em escolas de paróquias e com menores infratores internados em estabelecimento do Estado.
O ex-Santo Ofício da Inquisição, hoje repaginado e chamado de Congregação para a Doutrina da Fé, foi informado, para tomar providências, dos crimes praticados pelo padre pedófilo Murphy.
À época, o atual papa Ratzinger presidia a Congregação para a Doutrina da Fé e o seu vice era o cardeal Tarcisio Bertone, atual secretário de Estado do Vaticano e segundo homem da hierarquia eclesiástica.
2. Segundo o jornal The New York Times, o bispo de Milwaukee, Rembert Weakland, enviou, oficialmente, duas cartas-denúncia a Ratzinger, quando este presidia o ex-Santo Ofício.
A matéria jornalística está documentada. Os documentos foram fornecidos pelos advogados Jeff Anderson e Mike Finnegan. Eles são advogados de cinco vítimas de Murphy. As cartas com denúncias contra Murphy foram enviados a Ratzinger em 1996.
Nenhuma dessas duas cartas foi respondida por Ratzinger.
3. Passados 8 meses, o bispo Weakland recebeu resposta às duas missivas enviadas. A resposta não foi fornecida diretamente por Ratzinger. Acabou dada por Tarcisio Bertone, o segundo homem da hierarquia do ex-Santo Ofício.
Num primeiro momento, o cardeal Bertone ordenou a instauração de um processo secreto para a destituição do padre Murphy.
Mas, um ano depois, Bertone mudou de idéia. Disse que o padre Murphy estava mal de saúde, que enviara uma carta de arrependimento a Ratzinger e os fatos tinham ocorrido há mais de 30 anos. Bertone finalizou a carta com a recomendação para adoção de medidas pastorais, ou seja, nada de processo disciplinar. Apenas advertências para conduzi-lo ao arrependimento e restrições territoriais para celebração da eucaristia.
Preocupado, o bispo de Weakland voltou a escrever a Bertone. Comunicou que Murphy jamais havia revelado remorsos pelos seus atos. Ou seja, era um pedófilo assumido.
Bertone, apesar do alerta, mostrou-se irredutível e concluiu pela inexistência de elementos para iniciar um processo.
4. Duas publicações saíram, hoje, em defesa do papa Bento XVI. O “diário oficial do Vaticano”, Observatório Romano, fala da intenção permanente de veículos da “mass-mídia” em atingir, a qualquer custo, a imagem do papa Bento XVI e dos seus colaboradores.
O cotidiano Avvenire, uma publicação dos bispos italianos, conclui pela leitura tendenciosa dos fatos, pelo jornal The New York Times.
Em entrevista ao jornal Corriere della Sera de hoje, o monsenhor Gianfranco Girotti, diretor da Penitenciária Apostólica, um tribunal que cuida das almas, alerta que a Congressão para a Doutrina da Fé, na qual trabalhava com Ratzinger e Bertone, jamais “colocou areia” na apuração do caso Murphy. Mais ainda, quando souberam do caso, Murphy estava morrendo: “Efetivamente, morreu poucos meses depois”.
5. PANO RÁPIDO. Pelo jeito, até Deus duvida de Ratzinger não ter sido informado por Bertone sobre o ocorrido com o padre norte-americano Murphy, ou seja, casos de pedofilia com vítimas menores, dentre elas crianças com desenvolvimento mental retardado e algumas com surdo-mudez.Como o renitente Murphy já estava para deixar esse mundo, parece que Ratzinger e Bertone repassaram a solução para outra instância, a Justiça divina. FONTE TERRA.
SUPOSTO PASTOR É EXPULSO DO FÓRUM ONDE ACONTECE O JULGAMENTO DOS NARDONI
Conhecido nos dois primeiros dias de julgamento por ficar na entrada do Fórum de Santana, na zona norte de São Paulo, dançando, cantando e gritando em nome de Deus, o pastor e fotógrafo Orlando Torres, 58 anos, foi expulso pela Polícia Militar na tarde desta quarta-feira.O pedido para retirá-lo do local partiu de pessoas que aguardavam na fila para tentar acompanhar o terceiro dia de júri do casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá. “Isso aqui é uma sessão triste, não é um lugar de festa. (Ele) estava incomodando muito com essa gritaria e essa cantoria toda”, disse o estudante Rodolfo Mendes, 25 anos.Nesta quarta-feira, depois de correr e pular, o comportamento do pastor incomodou até os policiais militares. “Inicialmente, convidamos o senhor a se retirar, mas ele não quis. Mais tarde, ele aceitou deixar o local”, disse um dos PMs presentes na segurança do fórum.Ao deixar o local, o pastor disse não entender o porquê de sua saída. “Os policiais vieram falar comigo, mas o que estou fazendo de errado? Só quero transmitir uma mensagem de paz”, disse. Questionado se havia tomado alguma sustância, ele afirmou que “só tomei o Espírito Santo”.
Fonte: Terra
Fonte: Terra
quarta-feira, 24 de março de 2010
GOVERNO ADIA JULGAMENTO DE ASSASSINOS CRISTÃOS
Os cristãos egípcios estão muito chateados porque o governo adiou novamente o julgamento dos três muçulmanos acusados de assassinar seis jovens cristãos que celebravam o Natal na igreja de Nag Hammadi (entenda o caso).É a segunda vez que o governo egípcio remarca o julgamento dos três homens: Hammam al-Qomy, Oreshi Abul Hagag e Hindawi Sayed Hassan. A primeira mudança aconteceu em 13 de fevereiro, quando o juiz adiou o julgamento para o dia 20 de março.A nova data estabelecida é 18 de abril.“Eles adiaram o julgamento duas vezes, e o farão novamente”, afirmou Wagih Yacoub, um ativista de direitos humanos copta. “É por isso que estamos preocupados. Logo o caso será abandonado, e um dia acordaremos e perceberemos que os caras foram inocentados, e ainda andam tranquilamente pelas ruas depois de terem matado seis jovens durante o Natal”.“Os coptas estão furiosos com esse adiamento. Nós o rejeitamos e pedimos uma atitude imediata.”“Uma organização deduz que assim que os assassinatos dos cristãos coptas em Nag Hammadi forem esquecidos, o juiz emitirá uma sentença leve, no máximo cinco anos de prisão, com direito à fiança, e os criminosos serão soltos.” fonte missao portas abertas.
terça-feira, 23 de março de 2010
TV GLOBO INVESTE NO ESPIRITISMO COM NOVELAS E SERIADOS
A Rede Globo está investindo pesado no espiritismo neste ano de 2010. Além da novela “Escrito nas Estrelas”, a emissora terá, ainda, uma série sobre o espiritismo, que deverá ser estrelada por Selton Mello.O folhetim “Escrito nas Estrelas”, da Rede Globo, promete render polêmicas. Escrita por Elizabeth Jhin, a novela aborda o espiritismo e a tentativa de inseminação artificial com sêmen de um falecido.A apresentação do elenco e do clipe da trama à imprensa aconteceu nesta sexta-feira (19), em um dos estúdios do Projac, no Rio de Janeiro. De acordo com as imagens, fica evidente que além de abordar o espiritismo, a novela vai trazer ação, com cenas de perseguições, e humor. A trama substituirá a novela “Cama de Gato”, a partir do dia 12 de abril.No elenco estão Nathalia Dil, Jayme Matarazzo, Humberto Martins, Débora Falabella, Carol Castro, Zezé Polessa, Antonio Calloni, Alexandre Nero e Giovanna Ewbank, entre outros. Juca, o golden retriever de quatro anos, que também integra o elenco, foi um dos destaques da coletiva. Na trama, o cão vai se chamar Pepe e será o fiel amigo de Daniel, interpretado por Jayme Matarazzo, que morrerá logo no início da novela em um acidente de carro. Porém, Daniel permanecerá na trama a partir do plano espiritual. Matarazzo conta que não é espírita e que não tem religião. “Tenho minha fé, acredito em Deus e na minha intuição”, diz o ator que quis entender mais sobre o espiritismo com o ator Carlos Vereza, que também está no elenco no papel do anjo Athael.“Quis saber melhor como é essa passagem da vida para o plano espiritual. Aquela confusão de estar meio perdido, deixando pessoas queridas. O Vereza é um grande estudioso e me deu várias dicas”, diz Jayme. Matarazzo destaca que sempre procura referências e informações para compor seus personagens.O personagem Humberto Martins, o Dr. Ricardo, pai de Daniel tentará usar o sêmen congelado do filho para uma inseminação artificial na tentativa de revê-lo. Humberto Martins diz que o espiritismo é um fato presente em sua vida. “Tenho um conhecimento abrangente de várias doutrinas: kardecismo, catolicismo e até aprendo sobre seitas menos conhecidas, como algumas que envolvem sacrifício. Acho que o ator tem que estudar a humanidade como um todo, já que representa vários tipos de pessoas. Acredito em fé, Deus e energia e acho que nossa mente tem poderes que a gente desconhece.” Já a protagonista Nathalia Dill conta que também não tem uma religião específica. “A minha relação com Deus é muito pessoal. Cada dia eu tenho uma nova formulação e uma nova reflexão. É algo muito interno.”Ela destaca que sua personagem Viviane é uma menina cheia de garra. “Gravamos durante uma semana no morro Dona Marta. Achei ótimo. É importante mostrar, olhar e discutir outras realidades. É escada a dar com pau”, diz a atriz. A novela dirigida por Rogério Gomes também contará com cenas bem-humoradas, entre elas, a do mulherengo, Jair Ferreira, interpretado por Andre Gonçalves, e das irmãs Madame Gilda, Jandira Martini, e Zenilda, Walderez de Barros. Mais espiritismo na GloboAlém de uma novela espírita escrita por Elizabeth Jhin ("Escrito nas Estrelas"), a Globo terá, neste ano, uma série sobre o espiritismo, que deverá ser estrelada por Selton Mello.O anúncio foi feito ontem em entrevista em São Paulo para o lançamento da nova programação da emissora."A Cura" será a primeira série escrita por João Emanuel Carneiro, autor de novelas como "A Favorita" (2008) e "Da Cor do Pecado" (2004).Vai tratar da vida de um jovem médico de Diamantina, interior de Minas Gerais, acusado de matar um colega. Ele descobrirá que tem a capacidade de curar pessoas por meio de cirurgias espirituais. Viverá a dúvida de manter ou não essa atividade e a angústia de saber que a entidade que incorpora é a de um médico assassinado.A série será semanal. Cada episódio terá história própria, além de uma trama que prossegue ao longo dos capítulos. Carneiro terá a parceria de Marcos Bernstein, diretor de "O Outro Lado da Rua". A direção-geral é de Ricardo Waddington.Fonte: UOL e Folha de São Paulo
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