Um pastor evangélico foi preso em flagrante por injúria racial neste domingo (29) no aeroporto de Belém (PA). De acordo com a delegada Ana Guedes, da delegacia do aeroporto e responsável pelo atendimento do caso, o pastor foi preso e indiciado pelo crime.
Ele teria ofendido a funcionária de uma companhia aérea depois de tentar embarcar sem documentação e se negar a pagar uma cobrança por excesso de bagagem.
“Primeiro ele estava sem a identidade e quis embarcar com o certificado militar, o que é proibido. Depois que contornaram esse problema, a funcionária o cobrou porque ele tinha excesso de bagagem, ele se enfureceu e a ofendeu”, afirmou Ana ao G1.
A funcionária relatou ao caso aos próprios policiais federais que trabalham no aeroporto, que encaminharam o caso à Polícia Civil. “Ele foi indiciado, já transferido a outro presídio e se encontra à disposição da Justiça”, afirmou.
Se for condenado pelo crime, o pastor pode ficar até três anos na cadeia.
domingo, 29 de agosto de 2010
Pastor é preso por ofensa racista a funcionária de empresa aérea no PA
Um pastor evangélico foi preso em flagrante por injúria racial neste domingo (29) no aeroporto de Belém (PA). De acordo com a delegada Ana Guedes, da delegacia do aeroporto e responsável pelo atendimento do caso, o pastor foi preso e indiciado pelo crime.
Ele teria ofendido a funcionária de uma companhia aérea depois de tentar embarcar sem documentação e se negar a pagar uma cobrança por excesso de bagagem.
“Primeiro ele estava sem a identidade e quis embarcar com o certificado militar, o que é proibido. Depois que contornaram esse problema, a funcionária o cobrou porque ele tinha excesso de bagagem, ele se enfureceu e a ofendeu”, afirmou Ana ao G1.
A funcionária relatou ao caso aos próprios policiais federais que trabalham no aeroporto, que encaminharam o caso à Polícia Civil. “Ele foi indiciado, já transferido a outro presídio e se encontra à disposição da Justiça”, afirmou.
Se for condenado pelo crime, o pastor pode ficar até três anos na cadeia.
Ele teria ofendido a funcionária de uma companhia aérea depois de tentar embarcar sem documentação e se negar a pagar uma cobrança por excesso de bagagem.
“Primeiro ele estava sem a identidade e quis embarcar com o certificado militar, o que é proibido. Depois que contornaram esse problema, a funcionária o cobrou porque ele tinha excesso de bagagem, ele se enfureceu e a ofendeu”, afirmou Ana ao G1.
A funcionária relatou ao caso aos próprios policiais federais que trabalham no aeroporto, que encaminharam o caso à Polícia Civil. “Ele foi indiciado, já transferido a outro presídio e se encontra à disposição da Justiça”, afirmou.
Se for condenado pelo crime, o pastor pode ficar até três anos na cadeia.
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
Assembleia de Deus quer proibir propaganda eleitoral que exibe beijo gay
Relator do conselho político da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil, pastor Lelis Washington Marinhos, está defendendo que os partidos adversários e até mesmo o Ministério Público entrem com uma ação no Tribunal Regional Eleitoral pedindo a retirada da cena do ar.
Pastor Lelis Washington afirma que para o bem da família, esse tipo de cena deveria ser proibida na televisão, ainda mais em horário eleitoral, que é acessível e estimulado. “O que eles fizeram é uma provocação à sociedade brasileira. É uma situação deplorável, a grande maioria condenaria um ato desse, que antes era considerado atentado ao pudor pela lei”.
O PSOL (Partido Socialismo e Liberdade), que exibiu um beijo gay entre dois jovens, afirma que não teve a intenção de causar polêmica ou escandalizar as famílias brasileiras com o filme.
Arquiteto e diretor de peças publicitárias do PSOL desde 2008, Pedro Ekman diz que se surpreendeu com o tamanho da polêmica causada pelo filme, mesmo avaliando que a peça geraria reações. “Qualquer um que anda pelas ruas da cidade ou vê telejornal já se deparou com dois homens de mãos dadas ou trocando um beijo”, afirma o diretor.
Pastor Lelis Washington afirma que para o bem da família, esse tipo de cena deveria ser proibida na televisão, ainda mais em horário eleitoral, que é acessível e estimulado. “O que eles fizeram é uma provocação à sociedade brasileira. É uma situação deplorável, a grande maioria condenaria um ato desse, que antes era considerado atentado ao pudor pela lei”.
O PSOL (Partido Socialismo e Liberdade), que exibiu um beijo gay entre dois jovens, afirma que não teve a intenção de causar polêmica ou escandalizar as famílias brasileiras com o filme.
Arquiteto e diretor de peças publicitárias do PSOL desde 2008, Pedro Ekman diz que se surpreendeu com o tamanho da polêmica causada pelo filme, mesmo avaliando que a peça geraria reações. “Qualquer um que anda pelas ruas da cidade ou vê telejornal já se deparou com dois homens de mãos dadas ou trocando um beijo”, afirma o diretor.
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
Mãe de falecido prisioneiro cubano impedida de frequentar a igreja
A rede solidária cristã (CSW), baseada no grupo inglês de direitos humanos, está pedindo ao governo cubano que conceda a Reina Luis Tamayo Danger, mãe de Orlando Zapata Tamyo, morto na prisão cubana no começo deste ano, que possa frequentar serviços religiosos e que cesse a perseguição a ela e sua família.
A porta-voz da CSW relatou que desde o começo de agosto, em domingos consecutivos, agentes da segurança do estado cubano e outros membros pró-governo da comunidade da cidade de Banes [Holguín, província cubana] bloquearam o caminho de Reina Luisa Tamayo Danger para ir a igreja, impedindo-a de ir aos cultos de domingo e de visitar o cemitério onde está o filho.
"As imagens de vídeos enviados de Cuba mostram uma fila de homens uniformizados com braços entrelaçados numa estrada de terra, encarando face a face um pequeno grupo de mulheres incluindo Reina Luisa Tamayo Danger,” diz a porta-voz. “As mulheres são parte de um grande movimento em toda a ilha conhecidas como ‘mulheres de branco’, composta por esposas e mães de prisioneiros de consciência. Uma multidão de pessoas gritava slogans a favor do governo e mensagens obscenas às mulheres em frente a eles, incapazes de passar.”
De acordo com a mãe, por mais de cinco meses ela e sua família tem sido alvos de atos de intimidação de funcionários públicos, incluindo abuso verbal e ameaças de violência. Seu comparecimento semanal a Missa no La caridad igreja católica tem sido particularmente visados. Ela diz, porém, que a violência e a intimidação não é mais confinada somente aos domingos.
Reina Luisa Tamayo Danger pediu a mídia internacional que venha a Barnes e cobrir a situação. CSW está convidando representantes de embaixadas européias em Cuba a irem a Banes investigar as ameaças e “serem solidários com ela.”
O diretor nacional da CSW, Stuart Windsor diz: “Ninguém deve ser submetido a essas táticas de intimidação, simplesmente porque eles estão tentando atender a um serviço religioso semanal, um direito aos cristãos cubanos. Estamos pedindo ao governo cubano para cessar a perseguição da Sra. Reina Luisa Tamayo Danger imediatamente e permiti-lhe frequentar assistir à missa e visitar o túmulo de seu filho, sem impedimentos.”
fonte:ANS
A porta-voz da CSW relatou que desde o começo de agosto, em domingos consecutivos, agentes da segurança do estado cubano e outros membros pró-governo da comunidade da cidade de Banes [Holguín, província cubana] bloquearam o caminho de Reina Luisa Tamayo Danger para ir a igreja, impedindo-a de ir aos cultos de domingo e de visitar o cemitério onde está o filho.
"As imagens de vídeos enviados de Cuba mostram uma fila de homens uniformizados com braços entrelaçados numa estrada de terra, encarando face a face um pequeno grupo de mulheres incluindo Reina Luisa Tamayo Danger,” diz a porta-voz. “As mulheres são parte de um grande movimento em toda a ilha conhecidas como ‘mulheres de branco’, composta por esposas e mães de prisioneiros de consciência. Uma multidão de pessoas gritava slogans a favor do governo e mensagens obscenas às mulheres em frente a eles, incapazes de passar.”
De acordo com a mãe, por mais de cinco meses ela e sua família tem sido alvos de atos de intimidação de funcionários públicos, incluindo abuso verbal e ameaças de violência. Seu comparecimento semanal a Missa no La caridad igreja católica tem sido particularmente visados. Ela diz, porém, que a violência e a intimidação não é mais confinada somente aos domingos.
Reina Luisa Tamayo Danger pediu a mídia internacional que venha a Barnes e cobrir a situação. CSW está convidando representantes de embaixadas européias em Cuba a irem a Banes investigar as ameaças e “serem solidários com ela.”
O diretor nacional da CSW, Stuart Windsor diz: “Ninguém deve ser submetido a essas táticas de intimidação, simplesmente porque eles estão tentando atender a um serviço religioso semanal, um direito aos cristãos cubanos. Estamos pedindo ao governo cubano para cessar a perseguição da Sra. Reina Luisa Tamayo Danger imediatamente e permiti-lhe frequentar assistir à missa e visitar o túmulo de seu filho, sem impedimentos.”
fonte:ANS
Telespectador ofende Edir Macedo ao vivo na Record
Durante o programa “Fala que eu te escuto” um telespectador que se disse empresário acusou o líder da Igreja Universal de tomar dinheiro.
Vídeo do “Fala que eu te escuto” da Record, em homenagem ao Dia dos Pais, recentemente exibido, é a mais nova febre da internet. Nele, um telespectador acusa Edir Macedo, dono da Record e líder da Igreja Universal, de tomar dinheiro.
O programa tinha como tema “Dia dos Pais: Para eles o maior desafio ainda é educar os filhos, sustentá-los ou admitir que eles cresceram?”. Tudo ao vivo.
O telespectador é convidado a participar pelo telefone. Um deles, Luciano, de Taubaté, anunciado como empresário, começa falando sobre o assunto, dizendo que a maior dificuldade é educar um filho –“e depois de educado o filho, batalhar, ele ainda assim pode cair na teia, pode cair no emaranhado da corrupção do Edir Macedo, e aí arrancar dinheiro...” A ligação é interrompida.
O pastor que conduzia o programa, apenas diz “ele quis fugir do assunto” e seguiu em frente.
Fonte: uol
Vídeo do “Fala que eu te escuto” da Record, em homenagem ao Dia dos Pais, recentemente exibido, é a mais nova febre da internet. Nele, um telespectador acusa Edir Macedo, dono da Record e líder da Igreja Universal, de tomar dinheiro.
O programa tinha como tema “Dia dos Pais: Para eles o maior desafio ainda é educar os filhos, sustentá-los ou admitir que eles cresceram?”. Tudo ao vivo.
O telespectador é convidado a participar pelo telefone. Um deles, Luciano, de Taubaté, anunciado como empresário, começa falando sobre o assunto, dizendo que a maior dificuldade é educar um filho –“e depois de educado o filho, batalhar, ele ainda assim pode cair na teia, pode cair no emaranhado da corrupção do Edir Macedo, e aí arrancar dinheiro...” A ligação é interrompida.
O pastor que conduzia o programa, apenas diz “ele quis fugir do assunto” e seguiu em frente.
Fonte: uol
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
Igreja Renascer é acusada de desvio de dinheiro
Fundação ligada à Igreja Renascer é acusada de desviar R$ 2 milhões que deveriam ter sido usados em programa de alfabetização de adultos.
A Igreja Apostólica Renascer em Cristo está entre as instituições religiosas que mais crescem no país. Fundada na sala da casa de Sônia e Estevam Hernandes, bispa e apóstolo da igreja, tornou-se em 24 anos um conglomerado de mais de 800 templos (espalhados pelo Brasil, por países da América Latina e Estados Unidos), escola, gravadora e emissoras de rádio e TV.
Os eventos promovidos pela igreja reúnem milhares de pessoas. Mas, assim como os fiéis, proliferam na Justiça as ações contra a Renascer e seus dirigentes. A última delas vem do Ministério Público Federal (MPF), que acusa a Fundação Renascer, uma entidade assistencial ligada à igreja, de desviar R$ 1.923.173,95 recebidos do governo federal graças a dois convênios celebrados com a Fundação Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), órgão do Ministério da Educação.
Os acordos foram assinados em 2003 e 2004 e previam a alfabetização de 23 mil jovens e adultos e a formação de 620 professores. As dúvidas começaram em 2007, quando auditores da FNDE e da Controladoria-Geral da União (CGU)investigaram a aplicação dos repasses das verbas do Ministério da Educação para ONGs integrantes do programa Brasil Alfabetizado. Ao ser submetida à auditoria, a Fundação Renascer, para justificar gastos, apresentou uma lista de nomes de professores e alunos que teriam participado do programa de alfabetização. A lista não continha, porém, nenhum número de documento, como CPF, que comprovasse a existência das pessoas mencionadas. Foi rejeitada pela auditoria.
O caso foi então remetido para o Ministério Público Federal em São Paulo. A Fundação Renascer enviou ao MPF um cronograma de aulas de educação religiosa – recheado de erros de português – para tentar atestar a existência do curso. O roteiro incluía temas como “conhecer a Bíblia”, “a importância da fé e da fidelidade como filhos de Deus” e “a história de Neemias”. Indicou também testemunhas, que foram ouvidas pelo Ministério Público. Somente duas conseguiram comprovar que houve um curso de alfabetização e mesmo assim para apenas 300 alunos, muito longe dos 23 mil estabelecidos pelos convênios assinados com a FNDE. Outras testemunhas disseram ainda que o dinheiro do convênio depositado na conta da Fundação Renascer era sacado em espécie por pessoas não identificadas. Na ação, o procurador Sérgio Suiama pede que os responsáveis pela Fundação Renascer sejam condenados a devolver à FNDE os R$ 2 milhões relativos ao convênio, percam os direitos políticos por cinco anos e não possam mais assinar contratos com a União.
“Eles não conseguiram comprovar que o dinheiro da FNDE realmente foi usado para alfabetizar adultos. Mesmo que uma pequena parte tenha frequentado aulas de religião, isso é irregular”, diz Suiama. Segundo Suiama, os temas das aulas mostram que a Renascer pode ter usado verba pública para difundir as crenças da igreja. “O cronograma das aulas de religião complica ainda mais a situação, pois o dinheiro do convênio nunca poderia ter sido usado para promover proselitismo religioso. A Constituição determina que o Brasil é um estado laico, não pode patrocinar nenhuma prática religiosa”, diz Suiama.
O principal alvo da ação do Ministério Público é o deputado estadual bispo José Bruno (DEM-SP), que era vice-presidente da Fundação Renascer e assinou os convênios com a FNDE em 2003 e 2004. Hoje fora da Renascer para montar sua própria igreja, o deputado José Bruno diz que jamais trabalhou no programa de alfabetização da fundação e só assinou os convênios porque os verdadeiros responsáveis, a bispa Sônia (presidente da fundação) e o apóstolo Estevam Hernandes, estavam ausentes. “Eu assinei os convênios porque Estevam e Sônia estavam fora do país”, diz ele. “Eu nunca toquei esse projeto e isso consta inclusive no depoimento de uma testemunha que diz que nunca tratou de assuntos desse programa comigo.” Segundo a CGU, Bruno teria atrapalhado o trabalho dos fiscais que foram verificar o destino do dinheiro dos convênios e evitou fornecer documentos à auditoria.
A Renascer, em nota, refutou “qualquer acusação de malversação de verbas públicas” e disse ter havido “apenas entendimentos errôneos da FNDE com relação a valores”. Disse que alfabetizou mais de 15 mil pessoas e anexou fotos com cenas de salas que supostamente seriam a prova da realização do programa de alfabetização. Quanto ao ensino religioso, afirmou que as cartilhas baseadas em assuntos da Bíblia “trouxeram resultados que superaram outras técnicas”. Disse ainda que as dúvidas levantadas sobre o trabalho da fundação vêm de “denúncias desleais, acusações sem provas” feitas por “pessoas sob suspeição absoluta” que teriam “claros interesses próprios em prejudicar a igreja”.
A bispa Sônia e o apóstolo Estevam foram presos em 2007 ao tentar entrar nos Estados Unidos com US$ 56 mil escondidos em uma Bíblia e um porta-CDs – eles haviam declarado ao Fisco americano que entrariam com apenas US$ 10 mil. Em dezembro do ano passado, eles foram condenados pela Justiça Federal a quatro anos de prisão e multa de R$ 150 mil cada um por evasão de divisas. Apresentaram recurso contra a condenação.
Fonte: Revista Época
A Igreja Apostólica Renascer em Cristo está entre as instituições religiosas que mais crescem no país. Fundada na sala da casa de Sônia e Estevam Hernandes, bispa e apóstolo da igreja, tornou-se em 24 anos um conglomerado de mais de 800 templos (espalhados pelo Brasil, por países da América Latina e Estados Unidos), escola, gravadora e emissoras de rádio e TV.
Os eventos promovidos pela igreja reúnem milhares de pessoas. Mas, assim como os fiéis, proliferam na Justiça as ações contra a Renascer e seus dirigentes. A última delas vem do Ministério Público Federal (MPF), que acusa a Fundação Renascer, uma entidade assistencial ligada à igreja, de desviar R$ 1.923.173,95 recebidos do governo federal graças a dois convênios celebrados com a Fundação Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), órgão do Ministério da Educação.
Os acordos foram assinados em 2003 e 2004 e previam a alfabetização de 23 mil jovens e adultos e a formação de 620 professores. As dúvidas começaram em 2007, quando auditores da FNDE e da Controladoria-Geral da União (CGU)investigaram a aplicação dos repasses das verbas do Ministério da Educação para ONGs integrantes do programa Brasil Alfabetizado. Ao ser submetida à auditoria, a Fundação Renascer, para justificar gastos, apresentou uma lista de nomes de professores e alunos que teriam participado do programa de alfabetização. A lista não continha, porém, nenhum número de documento, como CPF, que comprovasse a existência das pessoas mencionadas. Foi rejeitada pela auditoria.
O caso foi então remetido para o Ministério Público Federal em São Paulo. A Fundação Renascer enviou ao MPF um cronograma de aulas de educação religiosa – recheado de erros de português – para tentar atestar a existência do curso. O roteiro incluía temas como “conhecer a Bíblia”, “a importância da fé e da fidelidade como filhos de Deus” e “a história de Neemias”. Indicou também testemunhas, que foram ouvidas pelo Ministério Público. Somente duas conseguiram comprovar que houve um curso de alfabetização e mesmo assim para apenas 300 alunos, muito longe dos 23 mil estabelecidos pelos convênios assinados com a FNDE. Outras testemunhas disseram ainda que o dinheiro do convênio depositado na conta da Fundação Renascer era sacado em espécie por pessoas não identificadas. Na ação, o procurador Sérgio Suiama pede que os responsáveis pela Fundação Renascer sejam condenados a devolver à FNDE os R$ 2 milhões relativos ao convênio, percam os direitos políticos por cinco anos e não possam mais assinar contratos com a União.
“Eles não conseguiram comprovar que o dinheiro da FNDE realmente foi usado para alfabetizar adultos. Mesmo que uma pequena parte tenha frequentado aulas de religião, isso é irregular”, diz Suiama. Segundo Suiama, os temas das aulas mostram que a Renascer pode ter usado verba pública para difundir as crenças da igreja. “O cronograma das aulas de religião complica ainda mais a situação, pois o dinheiro do convênio nunca poderia ter sido usado para promover proselitismo religioso. A Constituição determina que o Brasil é um estado laico, não pode patrocinar nenhuma prática religiosa”, diz Suiama.
O principal alvo da ação do Ministério Público é o deputado estadual bispo José Bruno (DEM-SP), que era vice-presidente da Fundação Renascer e assinou os convênios com a FNDE em 2003 e 2004. Hoje fora da Renascer para montar sua própria igreja, o deputado José Bruno diz que jamais trabalhou no programa de alfabetização da fundação e só assinou os convênios porque os verdadeiros responsáveis, a bispa Sônia (presidente da fundação) e o apóstolo Estevam Hernandes, estavam ausentes. “Eu assinei os convênios porque Estevam e Sônia estavam fora do país”, diz ele. “Eu nunca toquei esse projeto e isso consta inclusive no depoimento de uma testemunha que diz que nunca tratou de assuntos desse programa comigo.” Segundo a CGU, Bruno teria atrapalhado o trabalho dos fiscais que foram verificar o destino do dinheiro dos convênios e evitou fornecer documentos à auditoria.
A Renascer, em nota, refutou “qualquer acusação de malversação de verbas públicas” e disse ter havido “apenas entendimentos errôneos da FNDE com relação a valores”. Disse que alfabetizou mais de 15 mil pessoas e anexou fotos com cenas de salas que supostamente seriam a prova da realização do programa de alfabetização. Quanto ao ensino religioso, afirmou que as cartilhas baseadas em assuntos da Bíblia “trouxeram resultados que superaram outras técnicas”. Disse ainda que as dúvidas levantadas sobre o trabalho da fundação vêm de “denúncias desleais, acusações sem provas” feitas por “pessoas sob suspeição absoluta” que teriam “claros interesses próprios em prejudicar a igreja”.
A bispa Sônia e o apóstolo Estevam foram presos em 2007 ao tentar entrar nos Estados Unidos com US$ 56 mil escondidos em uma Bíblia e um porta-CDs – eles haviam declarado ao Fisco americano que entrariam com apenas US$ 10 mil. Em dezembro do ano passado, eles foram condenados pela Justiça Federal a quatro anos de prisão e multa de R$ 150 mil cada um por evasão de divisas. Apresentaram recurso contra a condenação.
Fonte: Revista Época
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
Grupo religioso nega acusações do Talibã sobre médicos mortos
O Talibã assumiu o ataque que matou oito médicos da Missão de Assistência Internacional acusando-os de estarem carregando Bíblias e pregando o cristianismo
O grupo cristão de ajuda humanitária que atua no Afeganistão negou neste domingo acusações do Talibã de que os médicos estrangeiros a serviço da entidade, mortos na véspera, estariam fazendo pregações religiosas no país.
O time de médicos da Missão de Assistência Internacional (IAM, na sigla em inglês) era composto por seis norte-americanos, um alemão e uma britânica. Quatro profissionais afegãos também estão entre as vítimas.
No sábado, o Talibã assumiu o ataque contra os médicos e justificou o ato alegando que eles carregavam bíblias traduzidas para o Dari, uma das principais línguas afegãs.
O argumento é de que os médicos foram mortos porque estavam pregando o cristianismo.
"A acusação é completamente sem base. Eles não estavam carregando nenhuma bíblia, exceto, talvez, suas bíblias pessoais", afirmou Dirk Frans, diretor-excutivo da IAM.
Fonte: Reuters
O grupo cristão de ajuda humanitária que atua no Afeganistão negou neste domingo acusações do Talibã de que os médicos estrangeiros a serviço da entidade, mortos na véspera, estariam fazendo pregações religiosas no país.
O time de médicos da Missão de Assistência Internacional (IAM, na sigla em inglês) era composto por seis norte-americanos, um alemão e uma britânica. Quatro profissionais afegãos também estão entre as vítimas.
No sábado, o Talibã assumiu o ataque contra os médicos e justificou o ato alegando que eles carregavam bíblias traduzidas para o Dari, uma das principais línguas afegãs.
O argumento é de que os médicos foram mortos porque estavam pregando o cristianismo.
"A acusação é completamente sem base. Eles não estavam carregando nenhuma bíblia, exceto, talvez, suas bíblias pessoais", afirmou Dirk Frans, diretor-excutivo da IAM.
Fonte: Reuters
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