segunda-feira, 19 de julho de 2010

Juíza se opõe à decisão de legalizar casamento homossexual

A juíza de paz da cidade argentina de General Pico, Marta Covella, afirmou hoje que jamais realizará o casamento de casais homossexuais. O Senado argentino aprovou, ontem, uma lei que autoriza a união de casais do mesmo sexo.

"Que me acusem do que quiser. Deus me diz uma coisa e eu vou obedecer com todo rigor, mesmo que custe meu posto, e mesmo que me custe a vida, porque primeiro está o que Deus me diz", afirmou a juíza.

"Fui criada lendo a Bíblia e sei o que Deus pensa. Deus ama a todos, mas não aprova as coisas ruins que as pessoas fazem. E uma relação entre homossexuais é uma coisa ruim diante dos olhos de Deus", assinalou.

A Argentina tornou-se o primeiro país da América Latina a autorizar o casamento entre homossexuais, com uma histórica e longa votação no Senado. A lei foi aprovada com 33 votos a favor, 27 contra e 3 abstenções, depois de uma sessão que durou mais de 13 horas. A iniciativa tem o apoio do governo peronista da presidente Cristina Kirchner. Holanda, Bélgica, Espanha, Canadá, África do Sul, Noruega, Suécia, Portugal e Islândia são os outros países onde esse tipo de casamento também foi aprovado.

A Igreja católica liderou uma intensa mobilização social para impedir a aprovação do projeto.

A nova legislação visa reformar o Código Civil mudando a fórmula de "marido e mulher" pelo termo "contraentes" e prevê igualar os direitos dos casais homossexuais com os dos heterossexuais, incluindo os direitos de adoção, herança e benefícios sociais.

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